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Por que você deve contratar apenas pessoas melhores que você?

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Por que você deve contratar apenas pessoas melhores que você?

O Google completa 20 anos em 2018 ultrapassando a Apple e se tornando a mais valiosa do mundo, segundo uma pesquisa da consultoria Brand Finance. E uma das razões para a empresa ser tão bem-sucedida está na sua política de contratação.

Desde o início, os fundadores do Google frisam a importância de uma equipe de alto nível. E para ter sempre os melhores profissionais na sua empresa, eles focaram em contratar pessoas melhores que eles.

No livro Um novo jeito de trabalhar, o autor Laszlo Bock ensina um pouco do que o Google faz de diferente para ser uma empresa criativa, eficaz e muito lucrativa. E neste artigo, falaremos sobre uma dessas dicas: a contratação.

Investindo em recrutamento

Segundo uma pesquisa da consultoria Corporate Executive Board, as empresas norte-americanas gastam mais com treinamento dos seus funcionário do que com o recrutamento. Os dados revelam que 0,18% da receita, em média, é investido no treinamento, enquanto 0,15% é destinado ao recrutamento.

Essas organizações costumam se vangloriar do verba de treinamento, apontando que estão investindo nas pessoas. Mas, no Google, esse investimento é realizado desde o ínicio. Isso significa que além de treinar, a empresa gasta consideravelmente mais para encontrar e atrair novos talentos.

Em Um novo jeito de trabalhar, Laszlo Bock aponta que o Google investe o dobro da média de outras empresas no recrutamento. Os processos seletivos são longos e envolvem várias entrevistas e etapas, mas a ideia é que, ao gastar mais nessa etapa, menos será investido tentando melhorar o desempenho de um colaborador mediano.

Uma forma de entender isso com mais clareza é por meio de uma analogia do autor: o time mais bem-sucedido do beisebol norte-americano são os Yankees, que jogou 40 World Series e venceu 27 delas, quase o quádruplo que o St. Louis Cardinals, o segundo colocado no ranking.

Para tamanho sucesso, o time destina boa parte dos seus recursos para o pagamentos de salários astronômicos para os melhores jogadores. Mas, diferente do beisebol, o mercado de trabalho não é tão transparente: é difícil saber da qualidade de um profissional apenas pelo seu currículo e alguns minutos de conversa.

Por isso, a Google tem uma política de contratação tão rigorosa e investe tanto em recrutamento: para descobrir quem são os melhores talentos e conquistá-los.

Só contrate pessoas melhores que você

Mesmo com um grande investimento, é difícil para um recrutador entender se encontrou ou não uma pessoa excepcional. A regra de ouro de Laszlo Bock para garantir isso é: “só contrate pessoas melhores que você.

Nas conversas e entrevistas, tente encontrar pessoas que tenham a capacidade para assumir sua posição com segurança no dia seguinte. Busque enxergar em qual habilidade essa pessoa se destaca e o que ela faz de melhor que você. Contrate apenas pessoas que você possa, além de ensinar algo, aprender muito com elas.

E claro, lembre-se de oferecer remunerações competitivas que atraiam e mantenham essas pessoas na sua empresa.

O processo de contratação de profissionais de alto nível é mais longo e consideravelmente mais caro. Mas o Google é a prova de que ele funciona muito bem.

E para aprender mais sobre como o Google trabalha e o que é feito de diferente empresa mais valiosa do mundo, não deixe de ler Um novo jeito de trabalhar, de Lazlo Bock!

Este post foi escrito por:

Filipe Isensee

Filipe é jornalista, especialista em jornalismo cultural e mestrando do curso de Cinema e Audiovisual da UFF. Nasceu em Salvador, foi criado em Belo Horizonte e há oito anos mora no Rio de Janeiro, onde passou pelas redações dos jornais Extra e O Globo. Gosta de escrever: roteiros, dramaturgias, outras prosas e alguns poucos versos estão em seu radar.

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Filipe Isensee

Filipe é jornalista, especialista em jornalismo cultural e mestrando do curso de Cinema e Audiovisual da UFF. Nasceu em Salvador, foi criado em Belo Horizonte e há oito anos mora no Rio de Janeiro, onde passou pelas redações dos jornais Extra e O Globo. Gosta de escrever: roteiros, dramaturgias, outras prosas e alguns poucos versos estão em seu radar.

Tags: NEGÓCIOS
Livro

Laszlo Bock

Lidera todas as operações ligadas a pessoas no Google desde 2006. É responsável pelas áreas relacionadas com atração, desenvolvimento e retenção dos mais de 50 mil “googlers”, em mais de 70 escritórios em todo o mundo. Desde que Laszlo assumiu a função, o Google foi reconhecido mais de 100 vezes como um empregador excepcional, inclusive como a Melhor Empresa para Trabalhar nos Estados Unidos, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Coreia, França, Índia, Irlanda, Itália, Japão, México, Países Baixos, Polônia, Rússia, Suíça e Reino Unido. Tem bacharelado em relações internacionais pela Pomona College e MBA pela Yale School of Management. Já recebeu destaque nos jornais The Wall Street JournalThe New York Times e The Washington Post. Em 2010, foi eleito Executivo de Recursos Humanos do Ano pela revista Human Resource Executive.

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Da lista de mais vendidos do The New York Times. Eleito um dos melhores livros de negócios pela The Economist, pela Forbes e pelo Business Insider. “Uma visão ousada, inspiradora e prática que vai transformar o futuro do trabalho. Leitura obrigatória para todos os profissionais.” – Adam Grant “Algumas pessoas pensarão que este é um livro […]

Laszlo Bock

Lidera todas as operações ligadas a pessoas no Google desde 2006. É responsável pelas áreas relacionadas com atração, desenvolvimento e retenção dos mais de 50 mil “googlers”, em mais de 70 escritórios em todo o mundo. Desde que Laszlo assumiu a função, o Google foi reconhecido mais de 100 vezes como um empregador excepcional, inclusive como a Melhor Empresa para Trabalhar nos Estados Unidos, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Coreia, França, Índia, Irlanda, Itália, Japão, México, Países Baixos, Polônia, Rússia, Suíça e Reino Unido. Tem bacharelado em relações internacionais pela Pomona College e MBA pela Yale School of Management. Já recebeu destaque nos jornais The Wall Street JournalThe New York Times e The Washington Post. Em 2010, foi eleito Executivo de Recursos Humanos do Ano pela revista Human Resource Executive.

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