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AUTOAJUDA

As 8 leis espirituais da saúde

As 8 leis espirituais da saúde

TOMMY ROSA E STEPHEN SINATRA

Mensagens do Céu para melhorar a vida na Terra

Mensagens do Céu para melhorar a vida na Terra

“Pela primeira vez , as revelações de uma experiência de quase morte foram usadas com propriedade para nos ensinar a viver de forma saudável aqui na Terra.” – Dra. Christiane Northrup

 

Depois de sofrer um grave acidente, o bombeiro hidráulico Tommy Rosa passou por uma experiência de quase morte. Atravessou um túnel de luz e chegou a um lugar abençoado, onde descobriu que Deus criou a Terra para curar a humanidade e que todos nós estamos conectados por laços indestrutíveis.

Conduzido por um ser divino, Tommy recebeu uma série de lições profundas sobre a natureza humana – que se tornaram as 8 leis espirituais da saúde. Quando retornou à vida, era um homem transformado, com um extraordinário senso de compaixão.

Na mesma época, o cardiologista e psicoterapeuta Stephen Sinatra revolucionava sua área de atuação com uma abordagem holística, que não se limitava a prescrever medicamentos: ele compreendia a importância de se conectar com seus pacientes e olhá-los além de suas doenças.

Quando um encontro inusitado uniu os dois, eles perceberam que as revelações que Tommy recebeu no Céu confirmavam as práticas que Dr. Sinatra vinha aplicando em seu consultório. Neste livro, eles reúnem seus conhecimentos e ensinam como melhorar sua saúde física e emocional.

As 8 leis que eles compartilham vão ampliar sua compreensão sobre a importância da fé, da comunhão com a natureza, do resgate do amor-próprio, da positividade, dos relacionamentos e da boa alimentação. Além disso, mostram o que podemos alcançar quando usamos as lições do Céu para curar nossa vida na Terra.

“Pela primeira vez , as revelações de uma experiência de quase morte foram usadas com propriedade para nos ensinar a viver de forma saudável aqui na Terra.” – Dra. Christiane Northrup

 

Depois de sofrer um grave acidente, o bombeiro hidráulico Tommy Rosa passou por uma experiência de quase morte. Atravessou um túnel de luz e chegou a um lugar abençoado, onde descobriu que Deus criou a Terra para curar a humanidade e que todos nós estamos conectados por laços indestrutíveis.

Conduzido por um ser divino, Tommy recebeu uma série de lições profundas sobre a natureza humana – que se tornaram as 8 leis espirituais da saúde. Quando retornou à vida, era um homem transformado, com um extraordinário senso de compaixão.

Na mesma época, o cardiologista e psicoterapeuta Stephen Sinatra revolucionava sua área de atuação com uma abordagem holística, que não se limitava a prescrever medicamentos: ele compreendia a importância de se conectar com seus pacientes e olhá-los além de suas doenças.

Quando um encontro inusitado uniu os dois, eles perceberam que as revelações que Tommy recebeu no Céu confirmavam as práticas que Dr. Sinatra vinha aplicando em seu consultório. Neste livro, eles reúnem seus conhecimentos e ensinam como melhorar sua saúde física e emocional.

As 8 leis que eles compartilham vão ampliar sua compreensão sobre a importância da fé, da comunhão com a natureza, do resgate do amor-próprio, da positividade, dos relacionamentos e da boa alimentação. Além disso, mostram o que podemos alcançar quando usamos as lições do Céu para curar nossa vida na Terra.

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Ficha técnica
Lançamento 09/01/2017
Título original HEALTH REVELATIONS FROM HEAVEN AND EARTH
Tradução DÉBORA CHAVES
Formato 14 x 21 cm
Número de páginas 240
Peso 240 g
Acabamento BROCHURA
ISBN 978-85-431-0459-1
EAN 9788543104591
Preço R$ 39,90
Ficha técnica e-book
eISBN 9788543104607
Preço R$ 24,99
Lançamento 09/01/2017
Título original HEALTH REVELATIONS FROM HEAVEN AND EARTH
Tradução DÉBORA CHAVES
Formato 14 x 21 cm
Número de páginas 240
Peso 240 g
Acabamento BROCHURA
ISBN 978-85-431-0459-1
EAN 9788543104591
Preço R$ 39,90

E-book

eISBN 9788543104607
Preço R$ 24,99

Leia um trecho do livro

INTRODUÇÃO

LIÇÕES DO OUTRO LADO

Uma dor aguda e constante no quadril me forçou a sentar logo que saí do salão de conferências. Eu tinha acabado de fazer uma palestra para uma grande plateia em Saint Petersburg, Flórida, sobre um método de cura vibracional chamado grounding (também conhecido como telurismo). Era outubro de 2010.

Eu havia passado por uma cirurgia para a colocação de uma prótese no quadril quatro meses antes e fiquei pensando que a dor devia ser uma consequência normal da cirurgia ou que talvez tivesse ficado em pé tempo demais naquele dia. De qualquer forma, acreditava que ela iria embora sozinha.

Tentei manter uma atitude positiva, mas a dor não diminuiu. Pelo contrário: quando me levantei para ir até a sala dos fornecedores de produtos de medicina alternativa, a dor piorou tanto que quase desmaiei. Sentei-me num banco e praticamente gritei para a multidão que passava por mim: “Alguém tem serrapeptase?” A serrapeptase é um anti-inflamatório que também ajuda na cicatrização e no combate a placas, coágulos e cistos.

Para minha surpresa, uma mulher se aproximou e disse que tinha o medicamento. Fiquei pasmo. Nas conferências, geralmente você encontra amostras de serrapeptase nos estandes dos representantes de suplementos, e não na bolsa dos participantes.

Um homem robusto que a acompanhava se aproximou. Eles se apresentaram como Tommy e Michelle Rosa e comentaram que tinham adorado minha apresentação. Conversamos por alguns minutos. Em seguida, Michelle pediu licença e foi ao quarto no hotel buscar o medicamento.

Comentei com Tommy que estava sentado ali por causa da dor.

Ele olhou para mim e, sem hesitar, disse:

– Você está com uma infecção por estafilococo no quadril direito, adquirida recentemente, quando fez uma cirurgia na região.

Fiquei atônito. Como um estranho poderia saber que eu tinha feito uma cirurgia no quadril direito? Impossível.

– Como você pode saber tudo isso só de olhar para mim?

Ele simplesmente deu de ombros e murmurou:

– Um espírito me contou.

Fiquei espantado com o fato de alguém que não era médico descobrir um problema tão sério por intuição.

Apenas três semanas antes, eu tinha feito uma biópsia em lesões no rosto que poderiam ser câncer – decisão provavelmente tomada na hora errada, considerando que havia acabado de implantar uma prótese metálica e ainda me encontrava em período pós-operatório. A bactéria Staphylococcus aureus vive na pele e pode entrar na corrente sanguínea através de um corte. Além disso, qualquer metal no corpo é um verdadeiro ímã para atrair micróbios.

Assim, o estafilococo pode se instalar em feridas cirúrgicas e provocar infecções no sangue, nos ossos e na pele, inclusive levando à morte. A bactéria pode sofrer mutações e resistir aos antibióticos. Milhares de casos assim ocorrem todos os anos nos hospitais.

Não fosse pelo encontro “casual” com Tommy, nem posso imaginar o que teria acontecido comigo por causa da infecção não tratada. Se alguém me dissesse que uma pessoa que assistiu a uma de minhas palestras seria capaz de fazer esse diagnóstico, eu não acreditaria. Mas, ao contrário de muitos médicos, eu acredito que tudo acontece por alguma razão.

Michelle não demorou a voltar com a serrapeptase. Ela contou que, quando estava fazendo a mala para ir à conferência, recebeu uma “mensagem” para colocar um pequeno frasco do remédio na bagagem. Fiquei intrigado e tive certeza de que algo estava acontecendo e de que eu precisava conhecer melhor aquelas pessoas. Houve uma imediata conexão entre mim e Tommy. Essa conexão se tornou uma amizade muito especial e nos levou por um caminho de descobertas que nos transformaria – e mudaria por completo minha forma de enxergar a vida e o que acontece depois dela.

O que Tommy não revelou naquela hora foi que, anos antes, ele tinha sido atropelado num acidente muito grave. Chegou a estar morto por vários minutos, mas foi reanimado e ficou em coma durante semanas. A experiência que viveu com esse trauma foi transformadora. Durante sua “morte”, ele aprendeu lições que o tornaram um poderoso conselheiro espiritual em sua nova vida.

Conforme nossa amizade crescia, Tommy me contava mais sobre uma experiência que havia guardado para si por muitos anos: durante o coma, ele foi transportado por um túnel de luz até o Céu, onde encontrou um Mestre espiritual e recebeu informações sobre saúde e cura. Fiquei espantado e, ao mesmo tempo, fascinado. Sou um cientista, mas também uma pessoa espiritualizada, portanto não foi difícil acreditar em seu relato. Ali estava eu, ao lado de um homem que não era médico mas conversava comigo sobre medicina como se tivesse estudado o assunto a vida inteira.

Tommy passou pelo que chamamos de experiência de quase morte (EQM). Ao longo da história da humanidade, todas as religiões têm compartilhado um importante elemento em comum: a crença de que a vida não termina após a morte do corpo. Diversos relatos das especulações sobre a existência da alma datam do tempo do filósofo grego Sócrates (469-399 a.C.) e de seu discípulo Platão. Conta-se que Sócrates ficou bastante tranquilo em seu leito de morte e atribuiu essa calma ao fato de acreditar que estava indo para um lugar melhor. Platão relatou conversas de soldados gregos que “morreram” no campo de batalha e voltaram à vida. Segundo ele, “toda a sabedoria terrena não passa de um ensaio para o grande despertar que acontece com a morte”.

Conheço bem o fenômeno da EQM. Por muitos anos, trabalhei em emergências de hospitais, UTIs gerais e coronarianas e laboratórios de cateterismo cardíaco, onde pacientes já sem os sinais vitais eram reanimados. Ouvi quase 20 relatos de EQM de sobreviventes de ataques cardíacos que, depois de visitarem o outro lado, se tornaram pessoas mais intuitivas, realistas, generosas, amorosas e desapegadas de bens materiais. Resumindo, parecia que tinham mudado de personalidade. Algumas disseram que foram “enviadas de volta” porque sua hora ainda não havia chegado. Outras, que voltaram por causa de alguém ou para realizar algo significativo.

Posso citar, por exemplo, a história de Myrtle. Amazona e violinista talentosa, ela era uma pessoa encantadora. Quando me procurou pela primeira vez em busca de ajuda, tinha 70
e poucos anos.

Seus médicos não tinham sido precisos e cuidadosos o bastante quando ela começou a se queixar. Assim, ela pediu a seu marido, Harvey, que a levasse a meu consultório para uma consulta de emergência. Myrtle já havia feito cirurgia de ponte de safena na artéria coronária e estava apresentando novos e persistentes sintomas. Por isso os dois estavam bastante preocupados.

Quando a examinei, percebi de cara que o caso era grave. Ao fazer a auscultação, detectei algo estranho na carótida direita, na altura do pescoço. O fluxo sanguíneo para o cérebro estava comprometido. Um colega meu de uma cidade próxima concordou em examiná-la no mesmo dia. Quando saiu o resultado, ele constatou um bloqueio importante na artéria e ela foi imediatamente encaminhada para a sala de cirurgia. Um cirurgião competente restaurou a circulação no cérebro, mas Myrtle teve uma parada cardíaca durante o procedimento.

Dois meses depois, ela me contou a história do que aconteceu durante a operação.

Enquanto era reanimada, ela sentiu que tinha saído do corpo e que flutuava no centro cirúrgico acompanhada de seres angelicais. Observou os médicos e as enfermeiras desesperados tentando reanimá-la, mas percebeu que Harvey não estava ali. Depois de 40 anos de um casamento feliz, Harvey era seu companheiro, parceiro, sócio e melhor amigo. Quando entendeu o que estava acontecendo, Myrtle pensou: “Ah, não! Não vou a lugar nenhum sem me despedir do Harvey!”

De repente, ela se viu de volta no próprio corpo. Enquanto estava fora, conscientemente concluiu que não estava pronta para morrer. Havia se esforçado muito para permanecer viva até ali, e a jornada que tinha começado naquele momento não parecia “certa”. Então, decidiu voltar.

Em 2007, meu filho, Step, teve uma rara combinação de doença metabólica, endócrina e autoimune que o fez definhar e ficar à beira da morte. Nessa época, houve um dia em que ele estava tão mal que saiu do corpo e foi para o outro lado, onde conversou com os avós já falecidos, que lhe deram informações que ele não teria como saber. Seu avô por parte de mãe – que chamávamos de W. B. – estava zangado com Step por ele ter tratado mal a mãe durante a adolescência. W. B. fez Step dar a “palavra de escoteiro” para jurar que passaria a tratá-la bem.

Tempos depois, Step me perguntou:

– O W. B. foi escoteiro? Ele usaria a expressão “palavra de escoteiro”?

– Sim, usaria – respondi, perplexo, pois Step não sabia que o avô tinha sido escoteiro.

Durante a EQM, Step também conversou com meu pai, que me mandou o seguinte recado: “Diga a seu pai (eu) que lamento não ter ido assistir à última luta greco-romana dele no ensino médio.”

Mais uma vez, meu filho não tinha como saber que o avô havia perdido essa luta.

Relatos de EQM podem parecer estranhos, mas acredito que são evidências relevantes contadas ao longo de séculos e que fornecem uma perspectiva educativa na busca pelo sentido da vida.

Antigamente, dizia-se que as EQMs eram fruto da imaginação ou pura invenção, mas hoje em dia os cientistas as estudam mais a sério. Uma pesquisa publicada no The Lancet e no Journal of the American Medical Association – dois dos periódicos médicos mais importantes e respeitados do planeta – concluiu que as EQMs são eventos que merecem estudos científicos mais profundos.

Alguns anos atrás, Tommy e eu fomos a Montreal para uma conferência que contava com palestras dos profissionais mais proeminentes nesse assunto. Um deles era Pim van Lommel, um cardiologista holandês que havia entrevistado 344 pacientes cardíacos e publicado suas descobertas no The Lancet em 2001. Na apresentação, van Lommel relatou quais eram os cinco elementos típicos de uma EQM:

1. Experiência extracorpórea. Pessoas que passam por uma EQM sentem que saem do corpo físico. Elas veem o que está acontecendo, mas é como se estivessem no papel de observadoras, capazes de perceber o ambiente à sua volta, os esforços feitos para reanimá-las ou a cirurgia pela qual estão passando. Podem ver e escutar as pessoas vivas, mas não conseguem se comunicar com elas. Com seus corpos não físicos, elas podem atravessar paredes e se teletransportar para qualquer lugar apenas com a força do pensamento. Segundo van Lommel, “a experiência extracorpórea é importante do ponto de vista científico porque os médicos, os enfermeiros e os parentes podem confirmar as percepções relatadas por quem passa pela EQM”.

2. Retrospectiva da vida. As pessoas se lembram de ver a vida inteira passar diante de seus olhos, inclusive atos e pensamentos que estavam guardados no fundo da memória.

3. Encontro com parentes falecidos ou com seres de luz. Muitas vezes, quem vivencia uma EQM se lembra de encontrar parentes mortos ou mesmo um ser de luz, que pode ser um anjo ou um guia espiritual. Toda a comunicação é feita sem palavras, apenas por pensamentos.

4. Retorno ao corpo. Alguns pacientes contam que voltaram ao corpo físico depois que o ser de luz ou o parente falecido disse que ainda não era a hora deles ou que ainda tinham uma tarefa a realizar.

5. Fim do medo da morte. Muitas pessoas que passaram por uma EQM perdem o medo de morrer. Isso acontece porque sua experiência é tão profunda e real que elas passam a ter certeza de que o espírito continua vivo mesmo depois da morte física.

Ficamos boquiabertos com o que escutamos na conferência. Tommy tinha vivenciado quatro dos cinco elementos da EQM descritos por van Lommel.

Além disso, o especialista contou que os pacientes costumam relatar fortes recordações de experiências celestiais, mesmo quando seu cérebro estava clinicamente morto. Concluiu dizendo que a consciência não se encontra no corpo físico e continua a existir após o término da vida na Terra. Em outras palavras, a morte pode ser o fim do corpo físico, mas não é o fim de quem somos. O espírito continua vivo, e foi exatamente isso que Tommy ouviu no Céu.

Sempre me interessei por relatos de experiências intensas vividas em outra dimensão, quando o cérebro, em tese, não se encontra em atividade. Estudei muito o tema em meu consultório. Esse fascínio de longa data me levou a formular perguntas diversas e mais profundas sobre a vida, a morte e o que acontece quando morremos: somos mortais ou imortais? Será que alguma coisa acontece além da nossa percepção – uma experiência fora dos limites da vida que conhecemos – quando os monitores não registram mais nenhum sinal vital? Será que fui eu mesmo que reanimei aquelas pessoas, que as trouxe “de volta para casa”? Tendo em vista que tanta gente sobrevive à quase morte e tem uma experiência celestial, onde de fato é a nossa “casa”?

Por acreditar nas EQMs, recebo críticas consideráveis – em grande parte de pessoas escandalizadas porque eu, um psicoterapeuta e cardiologista respeitável, levo a sério um fenômeno que ainda não tem comprovação científica.

Essa atitude não me surpreende. Como médico, sei que, na minha profissão, o consenso é achar que essas experiências são sonhos, interrupções nos circuitos cerebrais, alucinações ou mesmo invenções descaradas. No entanto, como muitos dos meus pacientes reanimados se lembravam de fenômenos parecidos e inexplicáveis pela ciência, acabei aceitando as EQMs como uma verdade. Mesmo assim, nunca vi um caso como o de Tommy, que voltou da morte com muitos conhecimentos sobre o corpo e seu misterioso funcionamento.

Tudo o que Tommy me contou sobre os princípios básicos da saúde que aprendeu no Céu fez muito sentido para mim, provavelmente porque já fazia décadas que eu vinha agindo de acordo com teorias semelhantes. Muitos anos atrás percebi que, para ser um médico melhor, eu precisaria descobrir maneiras de não apenas tratar a doença, mas de preveni-la. Ao ouvir Tommy, tive a sensação de estar diante de uma revelação revolucionária e, ao mesmo tempo, óbvia.

Existe uma razão simples para eu ser um médico tradicional, adepto de técnicas modernas e intervenções cirúrgicas: elas funcionam. Mas eu também sempre soube que a missão de salvar e curar deveria envolver mais do que apenas o heroísmo médico. Ela também deve explorar todas as alternativas possíveis para manter as pessoas fortes e saudáveis.

Minha abordagem fez com que eu me interessasse pela relação entre as doenças e as características pessoais dos pacientes – como é o caso das pessoas competitivas, empreendedoras, esforçadas, agressivas, impacientes, que acreditam que pensar é mais importante do que sentir. Pessoas assim têm mais chance de desenvolver problemas cardíacos, pois se empenham muito em ser bem-sucedidas mas não se sentem satisfeitas ou plenamente realizadas. Assim, negam ou suprimem o cansaço, a exaustão, a tristeza, a solidão e até os desconfortos físicos no peito, que podem ser sintomas iniciais de uma doença cardíaca.

Para alcançar a saúde e o equilíbrio, é preciso integrar o físico, o mental e o emocional – e este se tornou o foco da minha carreira como médico e psicoterapeuta. Na verdade, isso exige comprometimento, esforço e conhecimento por parte do paciente. É preciso saber o que faz bem e o que faz mal – o que hoje em dia é uma tarefa bastante desafiadora, sobretudo quando nos comparamos com os primeiros seres humanos, que viviam da caça e da coleta e não precisavam ir à academia para se exercitar. Eles passavam o dia correndo, fazendo escaladas, coletando alimentos e fugindo de perigos, como os predadores.

Atualmente nossos perigos são menos visíveis e óbvios, mas estão por toda parte e são cada vez mais numerosos: alimentos processados e pobres em nutrientes; organismos geneticamente modificados (OGMs); poluição da água e do ar; exposição a metais pesados (como mercúrio, chumbo e cádmio), inseticidas, produtos químicos, telefones sem fio, torres de transmissão, etc. A vida moderna e as tecnologias vêm inundando nosso organismo com produtos artificiais e tóxicos e frequências de onda prejudiciais, que provocam inflamações silenciosas, mas mortais.

Com todos esses problemas, passei a estimular meus pacientes a tomarem medidas preventivas e a se protegerem dessas influências externas. Por exemplo, eu os aconselho a escolher alimentos não modificados geneticamente, saudáveis e sem adição de açúcar, como a linhaça dourada orgânica, o azeite extravirgem, as frutas vermelhas orgânicas e peixes como o salmão e a sardinha. Além disso, sugiro que passem a ingerir mais gorduras saudáveis, como as do tipo ômega-3, e outros suplementos que melhoram o funcionamento do coração e a saúde em geral. Para quem costuma sentir fraqueza e dores osteomusculares, recomendo uma dieta parecida e peço que pare de consumir cafeína, bebidas alcoólicas e alimentos com corantes e que evite campos magnéticos, elétricos ou eletromagnéticos (de celulares, computadores e outras tecnologias modernas). Estes últimos podem afetar os batimentos cardíacos e causar outros problemas de saúde.

O mais incrível é que a maioria dessas informações foi revelada a Tommy no Céu. Na verdade, minhas três descobertas mais importantes em 40 anos de prática foram validadas pelas lições que ele aprendeu lá. A primeira é que podemos restaurar o coração doente por meios naturais; a segunda, que podemos proteger o corpo das doenças ao criar ligações físicas com o campo energético da Terra; e a terceira é que existe uma relação entre decepções amorosas e doenças cardíacas.

Fiquei tão emocionado com a experiência de Tommy que confessei a ele que trocaria todas as minhas realizações por um único dia no Céu. Acho que nesse momento Tommy percebeu que eu acreditava nele.

O que aconteceu com Tommy foi uma experiência extraordinária, uma interação com entidades divinas que levou a revelações profundas, verdadeiras e universais sobre a saúde e a cura. O mais incrível é que as leis reveladas são específicas e se relacionam ao que eu vinha dizendo a meus pacientes havia anos.

Entre essas leis estava a necessidade de aprender a ter fé e a deixar o medo de lado. Tommy descobriu que estamos todos conectados e que tudo o que fazemos de bom ou de ruim tem efeito multiplicador. Aprendeu que tudo é energia, que nossas ações determinam o futuro da Terra, que precisamos cuidar do corpo, que nossos pensamentos são poderosos, que temos anjos da guarda, que devemos deixar nossos sentimentos aflorarem e que a única coisa que importa na vida é o amor incondicional. Essas são as lições e mensagens que guiaram o retorno de Tommy à vida.

Nós dois compartilhamos esse material com médicos, terapeutas, amigos e familiares. Todos ficaram encantados, sentiram vontade de mudar suas vidas e passaram a se valer dessas informações sagradas, o que nos fez perceber que precisávamos oferecer ao mundo esse presente em forma de conhecimento sobre a cura. Concluímos que a melhor maneira seria por meio de um livro que alcançasse um grande público. E assim começou a parceria que nos trouxe até aqui. Conversamos muito sobre a EQM de Tommy e sobre minhas experiências como cardiologista, que legitimavam o que ele dizia. Resolvemos estruturar os capítulos explicando como se deu a revelação das 8 leis espirituais no Céu e depois mostrando como a ciência valida essas informações com base em artigos publicados em periódicos de renome. Além disso, incluímos as ações, afirmações e exercícios que você pode começar a implementar imediatamente para alcançar os objetivos do capítulo. Com isso, você aprenderá a evitar problemas de saúde, a curar os que aparecem e a permanecer saudável durante seu período na Terra. Entre outros temas, tratamos aqui de alimentação, saúde, cura, amor, medo e o caminho em busca de um propósito.

Com o conhecimento das 8 leis espirituais da saúde e suas aplicações, você será capaz de descobrir e utilizar toda a sua energia espiritual. Leia este livro com a mente aberta e sua vida será mais plena e saudável.

Dr. Stephen T. Sinatra

INTRODUÇÃO

LIÇÕES DO OUTRO LADO

Uma dor aguda e constante no quadril me forçou a sentar logo que saí do salão de conferências. Eu tinha acabado de fazer uma palestra para uma grande plateia em Saint Petersburg, Flórida, sobre um método de cura vibracional chamado grounding (também conhecido como telurismo). Era outubro de 2010.

Eu havia passado por uma cirurgia para a colocação de uma prótese no quadril quatro meses antes e fiquei pensando que a dor devia ser uma consequência normal da cirurgia ou que talvez tivesse ficado em pé tempo demais naquele dia. De qualquer forma, acreditava que ela iria embora sozinha.

Tentei manter uma atitude positiva, mas a dor não diminuiu. Pelo contrário: quando me levantei para ir até a sala dos fornecedores de produtos de medicina alternativa, a dor piorou tanto que quase desmaiei. Sentei-me num banco e praticamente gritei para a multidão que passava por mim: “Alguém tem serrapeptase?” A serrapeptase é um anti-inflamatório que também ajuda na cicatrização e no combate a placas, coágulos e cistos.

Para minha surpresa, uma mulher se aproximou e disse que tinha o medicamento. Fiquei pasmo. Nas conferências, geralmente você encontra amostras de serrapeptase nos estandes dos representantes de suplementos, e não na bolsa dos participantes.

Um homem robusto que a acompanhava se aproximou. Eles se apresentaram como Tommy e Michelle Rosa e comentaram que tinham adorado minha apresentação. Conversamos por alguns minutos. Em seguida, Michelle pediu licença e foi ao quarto no hotel buscar o medicamento.

Comentei com Tommy que estava sentado ali por causa da dor.

Ele olhou para mim e, sem hesitar, disse:

– Você está com uma infecção por estafilococo no quadril direito, adquirida recentemente, quando fez uma cirurgia na região.

Fiquei atônito. Como um estranho poderia saber que eu tinha feito uma cirurgia no quadril direito? Impossível.

– Como você pode saber tudo isso só de olhar para mim?

Ele simplesmente deu de ombros e murmurou:

– Um espírito me contou.

Fiquei espantado com o fato de alguém que não era médico descobrir um problema tão sério por intuição.

Apenas três semanas antes, eu tinha feito uma biópsia em lesões no rosto que poderiam ser câncer – decisão provavelmente tomada na hora errada, considerando que havia acabado de implantar uma prótese metálica e ainda me encontrava em período pós-operatório. A bactéria Staphylococcus aureus vive na pele e pode entrar na corrente sanguínea através de um corte. Além disso, qualquer metal no corpo é um verdadeiro ímã para atrair micróbios.

Assim, o estafilococo pode se instalar em feridas cirúrgicas e provocar infecções no sangue, nos ossos e na pele, inclusive levando à morte. A bactéria pode sofrer mutações e resistir aos antibióticos. Milhares de casos assim ocorrem todos os anos nos hospitais.

Não fosse pelo encontro “casual” com Tommy, nem posso imaginar o que teria acontecido comigo por causa da infecção não tratada. Se alguém me dissesse que uma pessoa que assistiu a uma de minhas palestras seria capaz de fazer esse diagnóstico, eu não acreditaria. Mas, ao contrário de muitos médicos, eu acredito que tudo acontece por alguma razão.

Michelle não demorou a voltar com a serrapeptase. Ela contou que, quando estava fazendo a mala para ir à conferência, recebeu uma “mensagem” para colocar um pequeno frasco do remédio na bagagem. Fiquei intrigado e tive certeza de que algo estava acontecendo e de que eu precisava conhecer melhor aquelas pessoas. Houve uma imediata conexão entre mim e Tommy. Essa conexão se tornou uma amizade muito especial e nos levou por um caminho de descobertas que nos transformaria – e mudaria por completo minha forma de enxergar a vida e o que acontece depois dela.

O que Tommy não revelou naquela hora foi que, anos antes, ele tinha sido atropelado num acidente muito grave. Chegou a estar morto por vários minutos, mas foi reanimado e ficou em coma durante semanas. A experiência que viveu com esse trauma foi transformadora. Durante sua “morte”, ele aprendeu lições que o tornaram um poderoso conselheiro espiritual em sua nova vida.

Conforme nossa amizade crescia, Tommy me contava mais sobre uma experiência que havia guardado para si por muitos anos: durante o coma, ele foi transportado por um túnel de luz até o Céu, onde encontrou um Mestre espiritual e recebeu informações sobre saúde e cura. Fiquei espantado e, ao mesmo tempo, fascinado. Sou um cientista, mas também uma pessoa espiritualizada, portanto não foi difícil acreditar em seu relato. Ali estava eu, ao lado de um homem que não era médico mas conversava comigo sobre medicina como se tivesse estudado o assunto a vida inteira.

Tommy passou pelo que chamamos de experiência de quase morte (EQM). Ao longo da história da humanidade, todas as religiões têm compartilhado um importante elemento em comum: a crença de que a vida não termina após a morte do corpo. Diversos relatos das especulações sobre a existência da alma datam do tempo do filósofo grego Sócrates (469-399 a.C.) e de seu discípulo Platão. Conta-se que Sócrates ficou bastante tranquilo em seu leito de morte e atribuiu essa calma ao fato de acreditar que estava indo para um lugar melhor. Platão relatou conversas de soldados gregos que “morreram” no campo de batalha e voltaram à vida. Segundo ele, “toda a sabedoria terrena não passa de um ensaio para o grande despertar que acontece com a morte”.

Conheço bem o fenômeno da EQM. Por muitos anos, trabalhei em emergências de hospitais, UTIs gerais e coronarianas e laboratórios de cateterismo cardíaco, onde pacientes já sem os sinais vitais eram reanimados. Ouvi quase 20 relatos de EQM de sobreviventes de ataques cardíacos que, depois de visitarem o outro lado, se tornaram pessoas mais intuitivas, realistas, generosas, amorosas e desapegadas de bens materiais. Resumindo, parecia que tinham mudado de personalidade. Algumas disseram que foram “enviadas de volta” porque sua hora ainda não havia chegado. Outras, que voltaram por causa de alguém ou para realizar algo significativo.

Posso citar, por exemplo, a história de Myrtle. Amazona e violinista talentosa, ela era uma pessoa encantadora. Quando me procurou pela primeira vez em busca de ajuda, tinha 70
e poucos anos.

Seus médicos não tinham sido precisos e cuidadosos o bastante quando ela começou a se queixar. Assim, ela pediu a seu marido, Harvey, que a levasse a meu consultório para uma consulta de emergência. Myrtle já havia feito cirurgia de ponte de safena na artéria coronária e estava apresentando novos e persistentes sintomas. Por isso os dois estavam bastante preocupados.

Quando a examinei, percebi de cara que o caso era grave. Ao fazer a auscultação, detectei algo estranho na carótida direita, na altura do pescoço. O fluxo sanguíneo para o cérebro estava comprometido. Um colega meu de uma cidade próxima concordou em examiná-la no mesmo dia. Quando saiu o resultado, ele constatou um bloqueio importante na artéria e ela foi imediatamente encaminhada para a sala de cirurgia. Um cirurgião competente restaurou a circulação no cérebro, mas Myrtle teve uma parada cardíaca durante o procedimento.

Dois meses depois, ela me contou a história do que aconteceu durante a operação.

Enquanto era reanimada, ela sentiu que tinha saído do corpo e que flutuava no centro cirúrgico acompanhada de seres angelicais. Observou os médicos e as enfermeiras desesperados tentando reanimá-la, mas percebeu que Harvey não estava ali. Depois de 40 anos de um casamento feliz, Harvey era seu companheiro, parceiro, sócio e melhor amigo. Quando entendeu o que estava acontecendo, Myrtle pensou: “Ah, não! Não vou a lugar nenhum sem me despedir do Harvey!”

De repente, ela se viu de volta no próprio corpo. Enquanto estava fora, conscientemente concluiu que não estava pronta para morrer. Havia se esforçado muito para permanecer viva até ali, e a jornada que tinha começado naquele momento não parecia “certa”. Então, decidiu voltar.

Em 2007, meu filho, Step, teve uma rara combinação de doença metabólica, endócrina e autoimune que o fez definhar e ficar à beira da morte. Nessa época, houve um dia em que ele estava tão mal que saiu do corpo e foi para o outro lado, onde conversou com os avós já falecidos, que lhe deram informações que ele não teria como saber. Seu avô por parte de mãe – que chamávamos de W. B. – estava zangado com Step por ele ter tratado mal a mãe durante a adolescência. W. B. fez Step dar a “palavra de escoteiro” para jurar que passaria a tratá-la bem.

Tempos depois, Step me perguntou:

– O W. B. foi escoteiro? Ele usaria a expressão “palavra de escoteiro”?

– Sim, usaria – respondi, perplexo, pois Step não sabia que o avô tinha sido escoteiro.

Durante a EQM, Step também conversou com meu pai, que me mandou o seguinte recado: “Diga a seu pai (eu) que lamento não ter ido assistir à última luta greco-romana dele no ensino médio.”

Mais uma vez, meu filho não tinha como saber que o avô havia perdido essa luta.

Relatos de EQM podem parecer estranhos, mas acredito que são evidências relevantes contadas ao longo de séculos e que fornecem uma perspectiva educativa na busca pelo sentido da vida.

Antigamente, dizia-se que as EQMs eram fruto da imaginação ou pura invenção, mas hoje em dia os cientistas as estudam mais a sério. Uma pesquisa publicada no The Lancet e no Journal of the American Medical Association – dois dos periódicos médicos mais importantes e respeitados do planeta – concluiu que as EQMs são eventos que merecem estudos científicos mais profundos.

Alguns anos atrás, Tommy e eu fomos a Montreal para uma conferência que contava com palestras dos profissionais mais proeminentes nesse assunto. Um deles era Pim van Lommel, um cardiologista holandês que havia entrevistado 344 pacientes cardíacos e publicado suas descobertas no The Lancet em 2001. Na apresentação, van Lommel relatou quais eram os cinco elementos típicos de uma EQM:

1. Experiência extracorpórea. Pessoas que passam por uma EQM sentem que saem do corpo físico. Elas veem o que está acontecendo, mas é como se estivessem no papel de observadoras, capazes de perceber o ambiente à sua volta, os esforços feitos para reanimá-las ou a cirurgia pela qual estão passando. Podem ver e escutar as pessoas vivas, mas não conseguem se comunicar com elas. Com seus corpos não físicos, elas podem atravessar paredes e se teletransportar para qualquer lugar apenas com a força do pensamento. Segundo van Lommel, “a experiência extracorpórea é importante do ponto de vista científico porque os médicos, os enfermeiros e os parentes podem confirmar as percepções relatadas por quem passa pela EQM”.

2. Retrospectiva da vida. As pessoas se lembram de ver a vida inteira passar diante de seus olhos, inclusive atos e pensamentos que estavam guardados no fundo da memória.

3. Encontro com parentes falecidos ou com seres de luz. Muitas vezes, quem vivencia uma EQM se lembra de encontrar parentes mortos ou mesmo um ser de luz, que pode ser um anjo ou um guia espiritual. Toda a comunicação é feita sem palavras, apenas por pensamentos.

4. Retorno ao corpo. Alguns pacientes contam que voltaram ao corpo físico depois que o ser de luz ou o parente falecido disse que ainda não era a hora deles ou que ainda tinham uma tarefa a realizar.

5. Fim do medo da morte. Muitas pessoas que passaram por uma EQM perdem o medo de morrer. Isso acontece porque sua experiência é tão profunda e real que elas passam a ter certeza de que o espírito continua vivo mesmo depois da morte física.

Ficamos boquiabertos com o que escutamos na conferência. Tommy tinha vivenciado quatro dos cinco elementos da EQM descritos por van Lommel.

Além disso, o especialista contou que os pacientes costumam relatar fortes recordações de experiências celestiais, mesmo quando seu cérebro estava clinicamente morto. Concluiu dizendo que a consciência não se encontra no corpo físico e continua a existir após o término da vida na Terra. Em outras palavras, a morte pode ser o fim do corpo físico, mas não é o fim de quem somos. O espírito continua vivo, e foi exatamente isso que Tommy ouviu no Céu.

Sempre me interessei por relatos de experiências intensas vividas em outra dimensão, quando o cérebro, em tese, não se encontra em atividade. Estudei muito o tema em meu consultório. Esse fascínio de longa data me levou a formular perguntas diversas e mais profundas sobre a vida, a morte e o que acontece quando morremos: somos mortais ou imortais? Será que alguma coisa acontece além da nossa percepção – uma experiência fora dos limites da vida que conhecemos – quando os monitores não registram mais nenhum sinal vital? Será que fui eu mesmo que reanimei aquelas pessoas, que as trouxe “de volta para casa”? Tendo em vista que tanta gente sobrevive à quase morte e tem uma experiência celestial, onde de fato é a nossa “casa”?

Por acreditar nas EQMs, recebo críticas consideráveis – em grande parte de pessoas escandalizadas porque eu, um psicoterapeuta e cardiologista respeitável, levo a sério um fenômeno que ainda não tem comprovação científica.

Essa atitude não me surpreende. Como médico, sei que, na minha profissão, o consenso é achar que essas experiências são sonhos, interrupções nos circuitos cerebrais, alucinações ou mesmo invenções descaradas. No entanto, como muitos dos meus pacientes reanimados se lembravam de fenômenos parecidos e inexplicáveis pela ciência, acabei aceitando as EQMs como uma verdade. Mesmo assim, nunca vi um caso como o de Tommy, que voltou da morte com muitos conhecimentos sobre o corpo e seu misterioso funcionamento.

Tudo o que Tommy me contou sobre os princípios básicos da saúde que aprendeu no Céu fez muito sentido para mim, provavelmente porque já fazia décadas que eu vinha agindo de acordo com teorias semelhantes. Muitos anos atrás percebi que, para ser um médico melhor, eu precisaria descobrir maneiras de não apenas tratar a doença, mas de preveni-la. Ao ouvir Tommy, tive a sensação de estar diante de uma revelação revolucionária e, ao mesmo tempo, óbvia.

Existe uma razão simples para eu ser um médico tradicional, adepto de técnicas modernas e intervenções cirúrgicas: elas funcionam. Mas eu também sempre soube que a missão de salvar e curar deveria envolver mais do que apenas o heroísmo médico. Ela também deve explorar todas as alternativas possíveis para manter as pessoas fortes e saudáveis.

Minha abordagem fez com que eu me interessasse pela relação entre as doenças e as características pessoais dos pacientes – como é o caso das pessoas competitivas, empreendedoras, esforçadas, agressivas, impacientes, que acreditam que pensar é mais importante do que sentir. Pessoas assim têm mais chance de desenvolver problemas cardíacos, pois se empenham muito em ser bem-sucedidas mas não se sentem satisfeitas ou plenamente realizadas. Assim, negam ou suprimem o cansaço, a exaustão, a tristeza, a solidão e até os desconfortos físicos no peito, que podem ser sintomas iniciais de uma doença cardíaca.

Para alcançar a saúde e o equilíbrio, é preciso integrar o físico, o mental e o emocional – e este se tornou o foco da minha carreira como médico e psicoterapeuta. Na verdade, isso exige comprometimento, esforço e conhecimento por parte do paciente. É preciso saber o que faz bem e o que faz mal – o que hoje em dia é uma tarefa bastante desafiadora, sobretudo quando nos comparamos com os primeiros seres humanos, que viviam da caça e da coleta e não precisavam ir à academia para se exercitar. Eles passavam o dia correndo, fazendo escaladas, coletando alimentos e fugindo de perigos, como os predadores.

Atualmente nossos perigos são menos visíveis e óbvios, mas estão por toda parte e são cada vez mais numerosos: alimentos processados e pobres em nutrientes; organismos geneticamente modificados (OGMs); poluição da água e do ar; exposição a metais pesados (como mercúrio, chumbo e cádmio), inseticidas, produtos químicos, telefones sem fio, torres de transmissão, etc. A vida moderna e as tecnologias vêm inundando nosso organismo com produtos artificiais e tóxicos e frequências de onda prejudiciais, que provocam inflamações silenciosas, mas mortais.

Com todos esses problemas, passei a estimular meus pacientes a tomarem medidas preventivas e a se protegerem dessas influências externas. Por exemplo, eu os aconselho a escolher alimentos não modificados geneticamente, saudáveis e sem adição de açúcar, como a linhaça dourada orgânica, o azeite extravirgem, as frutas vermelhas orgânicas e peixes como o salmão e a sardinha. Além disso, sugiro que passem a ingerir mais gorduras saudáveis, como as do tipo ômega-3, e outros suplementos que melhoram o funcionamento do coração e a saúde em geral. Para quem costuma sentir fraqueza e dores osteomusculares, recomendo uma dieta parecida e peço que pare de consumir cafeína, bebidas alcoólicas e alimentos com corantes e que evite campos magnéticos, elétricos ou eletromagnéticos (de celulares, computadores e outras tecnologias modernas). Estes últimos podem afetar os batimentos cardíacos e causar outros problemas de saúde.

O mais incrível é que a maioria dessas informações foi revelada a Tommy no Céu. Na verdade, minhas três descobertas mais importantes em 40 anos de prática foram validadas pelas lições que ele aprendeu lá. A primeira é que podemos restaurar o coração doente por meios naturais; a segunda, que podemos proteger o corpo das doenças ao criar ligações físicas com o campo energético da Terra; e a terceira é que existe uma relação entre decepções amorosas e doenças cardíacas.

Fiquei tão emocionado com a experiência de Tommy que confessei a ele que trocaria todas as minhas realizações por um único dia no Céu. Acho que nesse momento Tommy percebeu que eu acreditava nele.

O que aconteceu com Tommy foi uma experiência extraordinária, uma interação com entidades divinas que levou a revelações profundas, verdadeiras e universais sobre a saúde e a cura. O mais incrível é que as leis reveladas são específicas e se relacionam ao que eu vinha dizendo a meus pacientes havia anos.

Entre essas leis estava a necessidade de aprender a ter fé e a deixar o medo de lado. Tommy descobriu que estamos todos conectados e que tudo o que fazemos de bom ou de ruim tem efeito multiplicador. Aprendeu que tudo é energia, que nossas ações determinam o futuro da Terra, que precisamos cuidar do corpo, que nossos pensamentos são poderosos, que temos anjos da guarda, que devemos deixar nossos sentimentos aflorarem e que a única coisa que importa na vida é o amor incondicional. Essas são as lições e mensagens que guiaram o retorno de Tommy à vida.

Nós dois compartilhamos esse material com médicos, terapeutas, amigos e familiares. Todos ficaram encantados, sentiram vontade de mudar suas vidas e passaram a se valer dessas informações sagradas, o que nos fez perceber que precisávamos oferecer ao mundo esse presente em forma de conhecimento sobre a cura. Concluímos que a melhor maneira seria por meio de um livro que alcançasse um grande público. E assim começou a parceria que nos trouxe até aqui. Conversamos muito sobre a EQM de Tommy e sobre minhas experiências como cardiologista, que legitimavam o que ele dizia. Resolvemos estruturar os capítulos explicando como se deu a revelação das 8 leis espirituais no Céu e depois mostrando como a ciência valida essas informações com base em artigos publicados em periódicos de renome. Além disso, incluímos as ações, afirmações e exercícios que você pode começar a implementar imediatamente para alcançar os objetivos do capítulo. Com isso, você aprenderá a evitar problemas de saúde, a curar os que aparecem e a permanecer saudável durante seu período na Terra. Entre outros temas, tratamos aqui de alimentação, saúde, cura, amor, medo e o caminho em busca de um propósito.

Com o conhecimento das 8 leis espirituais da saúde e suas aplicações, você será capaz de descobrir e utilizar toda a sua energia espiritual. Leia este livro com a mente aberta e sua vida será mais plena e saudável.

Dr. Stephen T. Sinatra

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Tommy Rosa

Sobre o autor

Tommy Rosa

Tommy Rosa é conselheiro espiritual e ajuda as pessoas a enfrentarem o medo da morte. É criador da Fundação Unicórnio, ONG dedicada a projetos educacionais e comunitários. Mora em Stuart, na Flórida.

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