Livro
Livro
AUTOAJUDA

Casamento à prova de traição

Casamento à prova de traição

WILLARD F. HARLEY JR.

Conheça as necessidades emocionais básicas do seu parceiro e fortaleça sua vida a dois

Conheça as necessidades emocionais básicas do seu parceiro e fortaleça sua vida a dois

Em sua experiência como psicólogo, Willard F. Harley Jr. percebeu que os casos extraconjugais costumam ocorrer quando um parceiro não dá aquilo de que o outro mais precisa – seja atenção, ajuda doméstica, apoio financeiro ou sexo.

Com base nisso, ele elaborou uma lista das 10 necessidades emocionais mais comuns de homens e mulheres e descobriu que, em geral, as mais importantes para eles são as menos valorizadas por elas, e vice-versa. Este é o principal causador dos mal-entendidos da vida a dois.

Com 3 milhões de exemplares vendidos no mundo, este livro mostra que, para o amor dar certo, é preciso que o casal se esforce para satisfazer as necessidades um do outro. Assim, é possível driblar a mágoa, a carência e as brigas que levam ao rompimento ou à traição.

Por meio de questionários, exercícios, estratégias práticas e histórias reais, Harley Jr. ensina como resgatar a intimidade e a alegria da época do namoro, além de ajudar você a:

• Identificar as suas necessidades emocionais e as do seu parceiro e, a partir daí, traçar estratégias específicas para que vocês dois consigam suprir os anseios um do outro.

• Descobrir o que fazer quando o casamento estiver em crise e você começar a se sentir atraído por outra pessoa.

• Conhecer o conceito de “Banco de Amor”, uma forma simples de entender a lógica por trás dos casos extraconjugais.

• Aprender a demonstrar seu amor de modo mais criativo e eficaz, eliminando os problemas que dão origem às crises conjugais.

****

Sempre que era procurado por um casal em busca de salvação para o seu casamento, o renomado psicólogo Willard F. Harley Jr. Perguntava a cada cônjuge: “O que seu parceiro pode fazer para deixá-lo mais feliz?”

As respostas que ouviu revelaram que, para que marido e mulher se sentissem realizados, eles precisavam identificar os anseios mais profundos um do outro e aprender a satisfazê-los.

Ao pedir que os casais fizessem uma lista daquilo que era imprescindível para sua felicidade, Willard conseguiu classificar as 10 necessidades mais comuns de homens e mulheres – admiração, carinho, conversa íntima, apoio doméstico, compromisso com a família, apoio financeiro, honestidade e franqueza, atração física, companheirismo no lazer e satisfação sexual.

E descobriu o que torna tão difícil a relação a dois: as cinco necessidades apontadas como prioritárias pelos homens eram quase sempre as cinco menos importantes para as mulheres.

Então, como fazer com que os parceiros atendam às demandas um do outro, se aquilo que um quer é justamente o que o outro menos deseja? Aprender a equilibrar essa equação é o que garante um relacionamento saudável, longe da ameaça de traições – já que os casos amorosos só costumam ocorrer quando as necessidades básicas não são supridas dentro de casa.

Trazendo diversos testes e questionários para serem respondidos a dois, este livro vai ajudá-lo a redescobrir a paixão por seu companheiro, a tomar atitudes construtivas para minimizar as diferenças entre vocês, a eliminar os conflitos que vêm causando crises e a direcionar seus esforços para tornar seu casamento inabalável.

Em sua experiência como psicólogo, Willard F. Harley Jr. percebeu que os casos extraconjugais costumam ocorrer quando um parceiro não dá aquilo de que o outro mais precisa – seja atenção, ajuda doméstica, apoio financeiro ou sexo.

Com base nisso, ele elaborou uma lista das 10 necessidades emocionais mais comuns de homens e mulheres e descobriu que, em geral, as mais importantes para eles são as menos valorizadas por elas, e vice-versa. Este é o principal causador dos mal-entendidos da vida a dois.

Com 3 milhões de exemplares vendidos no mundo, este livro mostra que, para o amor dar certo, é preciso que o casal se esforce para satisfazer as necessidades um do outro. Assim, é possível driblar a mágoa, a carência e as brigas que levam ao rompimento ou à traição.

Por meio de questionários, exercícios, estratégias práticas e histórias reais, Harley Jr. ensina como resgatar a intimidade e a alegria da época do namoro, além de ajudar você a:

• Identificar as suas necessidades emocionais e as do seu parceiro e, a partir daí, traçar estratégias específicas para que vocês dois consigam suprir os anseios um do outro.

• Descobrir o que fazer quando o casamento estiver em crise e você começar a se sentir atraído por outra pessoa.

• Conhecer o conceito de “Banco de Amor”, uma forma simples de entender a lógica por trás dos casos extraconjugais.

• Aprender a demonstrar seu amor de modo mais criativo e eficaz, eliminando os problemas que dão origem às crises conjugais.

****

Sempre que era procurado por um casal em busca de salvação para o seu casamento, o renomado psicólogo Willard F. Harley Jr. Perguntava a cada cônjuge: “O que seu parceiro pode fazer para deixá-lo mais feliz?”

As respostas que ouviu revelaram que, para que marido e mulher se sentissem realizados, eles precisavam identificar os anseios mais profundos um do outro e aprender a satisfazê-los.

Ao pedir que os casais fizessem uma lista daquilo que era imprescindível para sua felicidade, Willard conseguiu classificar as 10 necessidades mais comuns de homens e mulheres – admiração, carinho, conversa íntima, apoio doméstico, compromisso com a família, apoio financeiro, honestidade e franqueza, atração física, companheirismo no lazer e satisfação sexual.

E descobriu o que torna tão difícil a relação a dois: as cinco necessidades apontadas como prioritárias pelos homens eram quase sempre as cinco menos importantes para as mulheres.

Então, como fazer com que os parceiros atendam às demandas um do outro, se aquilo que um quer é justamente o que o outro menos deseja? Aprender a equilibrar essa equação é o que garante um relacionamento saudável, longe da ameaça de traições – já que os casos amorosos só costumam ocorrer quando as necessidades básicas não são supridas dentro de casa.

Trazendo diversos testes e questionários para serem respondidos a dois, este livro vai ajudá-lo a redescobrir a paixão por seu companheiro, a tomar atitudes construtivas para minimizar as diferenças entre vocês, a eliminar os conflitos que vêm causando crises e a direcionar seus esforços para tornar seu casamento inabalável.

Compre agora:

Ficha técnica
Lançamento
Título original
Tradução LEILA COUCEIRO
Formato 14 x 21 cm
Número de páginas 256
Peso 310 g
Acabamento BROCHURA
ISBN 978-85-431-0108-8
EAN 9788543101088
Preço R$ 29,90
Lançamento
Título original
Tradução LEILA COUCEIRO
Formato 14 x 21 cm
Número de páginas 256
Peso 310 g
Acabamento BROCHURA
ISBN 978-85-431-0108-8
EAN 9788543101088
Preço R$ 29,90

Leia um trecho do livro

PREFÁCIO

Em 1978 fui chamado para dar um curso de 13 semanas sobre casamento na igreja que eu frequentava. O tópico era: o que um casal precisa fazer para permanecer junto e feliz? O diretor de Educação Cristã filmou o curso para mim.

Nos anos seguintes, usei esse material em minha clínica como suporte ao aconselhamento que eu dava a casais. Um desses se ofereceu para transcrever as fitas, para que eu pudesse distribuir aquele conteúdo a todos que eu atendia.

Em 1984 aquela transcrição não editada foi parar nas mãos de alguém que trabalhava na Fleming H. Revell Publishing Company, que a passou para o editor de aquisições. Assim nasceu este livro, que foi publicado em 1986.

Nos dois primeiros anos, ele se tornou um best-seller e continua a ser um dos títulos sobre casamento mais procurados até hoje. Já foi traduzido para 23 línguas e vendeu mais de 3 milhões de exemplares no mundo inteiro.

Encontrar uma editora para publicar o livro foi a parte fácil – a oportunidade praticamente caiu no meu colo. A parte difícil foi encontrar a resposta à questão “O que um casal precisa fazer para continuar junto e feliz?”.

Aprendendo o que faz um casamento dar certo

Quando eu tinha 19 anos, um conhecido meu na faculdade me contou que seu casamento ia mal e me perguntou o que deveria fazer. Meus conselhos não ajudaram – ele acabou se divorciando. Mas o seu fracasso conjugal me fez começar a pensar. O que estava errado nos conselhos que lhe dei? O que faz alguns casamentos darem certo e outros não?

Naquele momento, eu não sabia que o fracasso conjugal de meu amigo era parte de uma tendência que estava prestes a tomar conta das famílias. Eu não tinha consciência das novas forças culturais que iriam ameaçar os casamentos de uma forma que nunca havia acontecido antes. Terapeutas de casais tinham uma tarefa fácil antes disso porque antigamente as pessoas simplesmente não se divorciavam, não importava quão infelizes estivessem. Mas elas passaram a não querer mais tolerar um casamento falido. Então, se um casamento precisasse ser salvo, um terapeuta tinha que saber o que faz um relacionamento dar certo. Aos 19 anos, eu com certeza não tinha essa resposta.

Nos anos seguintes, outros casais continuaram me pedindo conselhos sobre casamento – especialmente depois que obtive meu diploma de Ph.D. em Psicologia. Mas eu ainda não conseguia ser mais bem-sucedido com eles do que havia sido com aquele meu amigo anos antes.

Então decidi me tornar um especialista no assunto. Fiz um estágio de dois anos em uma das mais respeitadas clínicas de terapia de casais dos Estados Unidos. Li muitos livros escritos pelos teóricos e terapeutas de casamento mais influentes, fui supervisionado pelo diretor do Departamento de Ciência Social Familiar da Universidade de Minnesota e aprendi as técnicas mais modernas para ajudar um casal a se comunicar entre si com respeito e compreensão.

Nesse esforço em me tornar um especialista em relacionamentos, no entanto, acabei fazendo uma descoberta fundamental: eu não era o único que estava fracassando em salvar casais. Quase todos os profissionais na clínica também estavam! Na verdade, a maioria dos experts em casamento nos Estados Unidos também estava fracassando. Quando tive acesso a estudos de casos reais, não consegui encontrar qualquer terapeuta capaz de provar que o aconselhamento oferecido na época era mais eficaz para os casais do que não fazer terapia alguma.

Alguns “experts” não sabiam nem como fazer o próprio relacionamento dar certo. Muitos deles haviam se divorciado – diversas vezes.

A terapia de casais tinha a taxa de sucesso mais baixa entre todas as formas de aconselhamento da época. Num estudo de 1965 que li, menos de 25% dos pesquisados achavam que esse tipo de terapia os havia ajudado de alguma maneira, e uma porcentagem ainda mais alta acreditava que havia atrapalhado mais do que beneficiado.

Que desafio! Casamentos estavam se desfazendo em índices jamais vistos e ninguém sabia como ajudar. Então parei de buscar as respostas em livros, clínicas e outros especialistas e comecei a procurá-las nas pessoas que vinham a mim em busca de soluções – os casais prestes a se separar.

Escutava os casais me explicarem por que eles estavam a ponto de jogar a toalha. E lhes perguntava: “O que vocês acham que seria preciso para que se sentissem felizes no casamento novamente?”

As respostas que recebi foram inacreditavelmente simples. Os casais me explicaram que haviam se casado porque um achara o outro irresistível – estavam apaixonados. Mas, no momento em que chegavam ao meu consultório, já haviam perdido aquele sentimento um pelo outro. Na verdade, muitos já estavam achando o outro totalmente repulsivo. Quando eu lhes perguntava o que achavam que seria necessário para que voltassem a ser felizes, muitos nem conseguiam imaginar que isso fosse possível. Mas eu persistia nesse questionamento e, ao refletirem sobre o tema, o que eu ouvia repetidamente era: “Que nós voltássemos a nos apaixonar.”

Se eu quisesse salvar casamentos, teria que aprender como ajudá-los a recuperar o sentimento de amor.

Descobrindo como recuperar o amor romântico

Minha experiência como psicólogo me ensinou que as associações que aprendemos a fazer ao longo da vida provocam a maioria de nossas reações emocionais. Sempre que algo é apresentado de forma repetida com uma sensação induzida fisicamente, isso tende a provocar uma determinada emoção. Por exemplo, se alguém acende uma luz azul e lhe dá um choque e depois acende uma luz vermelha e lhe faz uma massagem relaxante, com o tempo a cor azul vai tender a perturbá-lo, e a cor vermelha, a tranquilizá-lo.

Aplicando o mesmo princípio ao amor, teorizei que ele poderia ser nada mais que o resultado de uma associação adquirida. Se eu tivesse alguém ao meu lado sempre que estivesse me sentindo especialmente bem, a presença daquela pessoa poderia ser o bastante para provocar um sentimento maravilhoso em mim – o amor romântico.

Eu estava certíssimo em minha análise. Logo após essa conclusão, aconselhei o casal que atendi a fazer tudo o que pudesse para que seu parceiro se sentisse bem e a evitar aquilo que o fizesse se sentir mal. Eles foram capazes de recuperar o seu amor romântico e seu casamento foi salvo.

A partir daquele ponto, eu simplesmente perguntava a cada cônjuge o que o outro poderia fazer para torná-lo mais feliz. Qualquer que fosse a resposta, era esse o primeiro dever de casa para eles. É claro que nem todos os casais sabiam o que realmente os tornaria felizes, e às vezes um dos parceiros não estava disposto a fazer aquilo. Por essa razão não foi possível obter sucesso em todos os casos.

Mas à medida que eu aperfeiçoava minha compreensão sobre o que maridos e mulheres queriam um do outro para despertar aquele sentimento amoroso, e aprendia como motivá-los a satisfazer qualquer que fosse a necessidade que o outro apontasse, meu índice de sucesso aumentava.

Em pouco tempo, eu estava ajudando quase todos os casais a se apaixonarem de novo, evitando assim o divórcio. Meu método provou ser tão bem-sucedido que deixei meu cargo de professor universitário e passei a me dedicar exclusivamente à terapia de casais. Como você pode imaginar, havia muito mais casais esperando que eu os ajudasse do que eu jamais poderia atender. Foi então que me convidaram para ministrar aquele curso de 13 semanas em minha igreja: “O que um casal precisa fazer para se manter junto e feliz?”

Mais de 25 anos

Este livro faz sucesso há mais de 25 anos porque vai direto ao cerne da questão, àquilo que torna um casamento bem-sucedido – o sentimento de amor. Em todos os anos que trabalhei como terapeuta de casais, nunca aconselhei um só casal apaixonado que quisesse realmente se separar. Mas já trabalhei com muitos casais a ponto de se divorciarem, mas que tinham excelente capacidade de se comunicar e de resolver problemas e diziam ter carinho um pelo outro.

O amor romântico é a prova decisiva que revela se os casais demonstram seu carinho um pelo outro da maneira certa. Se vocês estão apaixonados, estão tratando um ao outro da forma correta. Se não, vão precisar aprender a forma certa de demonstrar que se gostam. Este livro vai lhes ensinar onde investir seu maior esforço para criar e manter o amor romântico.

INTRODUÇÃO

O objetivo deste livro é ensinar a vocês como descobrir, e depois como satisfazer, as necessidades emocionais mais importantes um do outro. No início do seu casamento, vocês acharam que essas necessidades seriam supridas, mas, por uma série de razões, acabaram muito decepcionados – a ponto de, talvez, se sentirem tentados a encontrar outra pessoa para satisfazê-las.

Geralmente a ignorância contribui para esse fracasso, porque homens e mulheres têm muita dificuldade de entender e reconhecer o valor das necessidades um do outro. Ambos costumam tentar atender às necessidades que eles valorizam para si próprios. Mas muitas vezes as necessidades principais de um e outro são totalmente diferentes, e, ao desperdiçarem esforços tentando suprir as carências erradas, não conseguem fazer o outro feliz.

Maridos e mulheres têm tantas carências que, quando elas não são atendidas dentro do casamento, eles acabam buscando alguém de fora para satisfazê-las. E a maioria das pessoas que aconselhei já havia cedido à tentação de violar a promessa de fidelidade feita no dia do casamento.

Mas, além de evitar o risco de um caso extraconjugal, as necessidades emocionais mais importantes dos dois devem ser atendidas por duas razões. Primeiro, porque o casamento é uma relação muito especial, em que se faz a promessa de permitir apenas aos cônjuges o direito exclusivo de satisfazer essas necessidades. E, quando elas não são satisfeitas, é uma injustiça com aquele que precisa continuar vivendo sem outra alternativa ética.

Porém há uma segunda razão que irei explicar mais claramente ao longo destas páginas: quando satisfazem as necessidades emocionais mais importantes um do outro, vocês criam e sustentam um sentimento de amor mútuo que é essencial para um casamento bem-sucedido. Chamo isso de amor romântico e quero que vocês dois consigam senti-lo por toda a sua vida juntos.

Entretanto, estar apaixonado envolve mais do que fazer um ao outro feliz. Vocês também precisam saber como não tornar o outro infeliz.

Marido e mulher podem aprender a se tornar a maior fonte de prazer do parceiro quando conseguem suprir as necessidades emocionais um do outro. Mas também podem acabar se tornando uma fonte de tristeza e irritação quando não se protegem dos instintos e hábitos que são comuns a todos nós.

Incentivo você e seu cônjuge a lerem este livro juntos, completarem os questionários e responderem às perguntas ao final de cada capítulo. Vocês podem até usar canetas marca-texto de cores diferentes para que cada um saiba as partes que o outro destacou e considerou mais importantes. Coloque o livro num lugar acessível onde vocês possam consultá-lo com frequência, para se lembrar das lições que aprenderão nestas páginas.

PREFÁCIO

Em 1978 fui chamado para dar um curso de 13 semanas sobre casamento na igreja que eu frequentava. O tópico era: o que um casal precisa fazer para permanecer junto e feliz? O diretor de Educação Cristã filmou o curso para mim.

Nos anos seguintes, usei esse material em minha clínica como suporte ao aconselhamento que eu dava a casais. Um desses se ofereceu para transcrever as fitas, para que eu pudesse distribuir aquele conteúdo a todos que eu atendia.

Em 1984 aquela transcrição não editada foi parar nas mãos de alguém que trabalhava na Fleming H. Revell Publishing Company, que a passou para o editor de aquisições. Assim nasceu este livro, que foi publicado em 1986.

Nos dois primeiros anos, ele se tornou um best-seller e continua a ser um dos títulos sobre casamento mais procurados até hoje. Já foi traduzido para 23 línguas e vendeu mais de 3 milhões de exemplares no mundo inteiro.

Encontrar uma editora para publicar o livro foi a parte fácil – a oportunidade praticamente caiu no meu colo. A parte difícil foi encontrar a resposta à questão “O que um casal precisa fazer para continuar junto e feliz?”.

Aprendendo o que faz um casamento dar certo

Quando eu tinha 19 anos, um conhecido meu na faculdade me contou que seu casamento ia mal e me perguntou o que deveria fazer. Meus conselhos não ajudaram – ele acabou se divorciando. Mas o seu fracasso conjugal me fez começar a pensar. O que estava errado nos conselhos que lhe dei? O que faz alguns casamentos darem certo e outros não?

Naquele momento, eu não sabia que o fracasso conjugal de meu amigo era parte de uma tendência que estava prestes a tomar conta das famílias. Eu não tinha consciência das novas forças culturais que iriam ameaçar os casamentos de uma forma que nunca havia acontecido antes. Terapeutas de casais tinham uma tarefa fácil antes disso porque antigamente as pessoas simplesmente não se divorciavam, não importava quão infelizes estivessem. Mas elas passaram a não querer mais tolerar um casamento falido. Então, se um casamento precisasse ser salvo, um terapeuta tinha que saber o que faz um relacionamento dar certo. Aos 19 anos, eu com certeza não tinha essa resposta.

Nos anos seguintes, outros casais continuaram me pedindo conselhos sobre casamento – especialmente depois que obtive meu diploma de Ph.D. em Psicologia. Mas eu ainda não conseguia ser mais bem-sucedido com eles do que havia sido com aquele meu amigo anos antes.

Então decidi me tornar um especialista no assunto. Fiz um estágio de dois anos em uma das mais respeitadas clínicas de terapia de casais dos Estados Unidos. Li muitos livros escritos pelos teóricos e terapeutas de casamento mais influentes, fui supervisionado pelo diretor do Departamento de Ciência Social Familiar da Universidade de Minnesota e aprendi as técnicas mais modernas para ajudar um casal a se comunicar entre si com respeito e compreensão.

Nesse esforço em me tornar um especialista em relacionamentos, no entanto, acabei fazendo uma descoberta fundamental: eu não era o único que estava fracassando em salvar casais. Quase todos os profissionais na clínica também estavam! Na verdade, a maioria dos experts em casamento nos Estados Unidos também estava fracassando. Quando tive acesso a estudos de casos reais, não consegui encontrar qualquer terapeuta capaz de provar que o aconselhamento oferecido na época era mais eficaz para os casais do que não fazer terapia alguma.

Alguns “experts” não sabiam nem como fazer o próprio relacionamento dar certo. Muitos deles haviam se divorciado – diversas vezes.

A terapia de casais tinha a taxa de sucesso mais baixa entre todas as formas de aconselhamento da época. Num estudo de 1965 que li, menos de 25% dos pesquisados achavam que esse tipo de terapia os havia ajudado de alguma maneira, e uma porcentagem ainda mais alta acreditava que havia atrapalhado mais do que beneficiado.

Que desafio! Casamentos estavam se desfazendo em índices jamais vistos e ninguém sabia como ajudar. Então parei de buscar as respostas em livros, clínicas e outros especialistas e comecei a procurá-las nas pessoas que vinham a mim em busca de soluções – os casais prestes a se separar.

Escutava os casais me explicarem por que eles estavam a ponto de jogar a toalha. E lhes perguntava: “O que vocês acham que seria preciso para que se sentissem felizes no casamento novamente?”

As respostas que recebi foram inacreditavelmente simples. Os casais me explicaram que haviam se casado porque um achara o outro irresistível – estavam apaixonados. Mas, no momento em que chegavam ao meu consultório, já haviam perdido aquele sentimento um pelo outro. Na verdade, muitos já estavam achando o outro totalmente repulsivo. Quando eu lhes perguntava o que achavam que seria necessário para que voltassem a ser felizes, muitos nem conseguiam imaginar que isso fosse possível. Mas eu persistia nesse questionamento e, ao refletirem sobre o tema, o que eu ouvia repetidamente era: “Que nós voltássemos a nos apaixonar.”

Se eu quisesse salvar casamentos, teria que aprender como ajudá-los a recuperar o sentimento de amor.

Descobrindo como recuperar o amor romântico

Minha experiência como psicólogo me ensinou que as associações que aprendemos a fazer ao longo da vida provocam a maioria de nossas reações emocionais. Sempre que algo é apresentado de forma repetida com uma sensação induzida fisicamente, isso tende a provocar uma determinada emoção. Por exemplo, se alguém acende uma luz azul e lhe dá um choque e depois acende uma luz vermelha e lhe faz uma massagem relaxante, com o tempo a cor azul vai tender a perturbá-lo, e a cor vermelha, a tranquilizá-lo.

Aplicando o mesmo princípio ao amor, teorizei que ele poderia ser nada mais que o resultado de uma associação adquirida. Se eu tivesse alguém ao meu lado sempre que estivesse me sentindo especialmente bem, a presença daquela pessoa poderia ser o bastante para provocar um sentimento maravilhoso em mim – o amor romântico.

Eu estava certíssimo em minha análise. Logo após essa conclusão, aconselhei o casal que atendi a fazer tudo o que pudesse para que seu parceiro se sentisse bem e a evitar aquilo que o fizesse se sentir mal. Eles foram capazes de recuperar o seu amor romântico e seu casamento foi salvo.

A partir daquele ponto, eu simplesmente perguntava a cada cônjuge o que o outro poderia fazer para torná-lo mais feliz. Qualquer que fosse a resposta, era esse o primeiro dever de casa para eles. É claro que nem todos os casais sabiam o que realmente os tornaria felizes, e às vezes um dos parceiros não estava disposto a fazer aquilo. Por essa razão não foi possível obter sucesso em todos os casos.

Mas à medida que eu aperfeiçoava minha compreensão sobre o que maridos e mulheres queriam um do outro para despertar aquele sentimento amoroso, e aprendia como motivá-los a satisfazer qualquer que fosse a necessidade que o outro apontasse, meu índice de sucesso aumentava.

Em pouco tempo, eu estava ajudando quase todos os casais a se apaixonarem de novo, evitando assim o divórcio. Meu método provou ser tão bem-sucedido que deixei meu cargo de professor universitário e passei a me dedicar exclusivamente à terapia de casais. Como você pode imaginar, havia muito mais casais esperando que eu os ajudasse do que eu jamais poderia atender. Foi então que me convidaram para ministrar aquele curso de 13 semanas em minha igreja: “O que um casal precisa fazer para se manter junto e feliz?”

Mais de 25 anos

Este livro faz sucesso há mais de 25 anos porque vai direto ao cerne da questão, àquilo que torna um casamento bem-sucedido – o sentimento de amor. Em todos os anos que trabalhei como terapeuta de casais, nunca aconselhei um só casal apaixonado que quisesse realmente se separar. Mas já trabalhei com muitos casais a ponto de se divorciarem, mas que tinham excelente capacidade de se comunicar e de resolver problemas e diziam ter carinho um pelo outro.

O amor romântico é a prova decisiva que revela se os casais demonstram seu carinho um pelo outro da maneira certa. Se vocês estão apaixonados, estão tratando um ao outro da forma correta. Se não, vão precisar aprender a forma certa de demonstrar que se gostam. Este livro vai lhes ensinar onde investir seu maior esforço para criar e manter o amor romântico.

INTRODUÇÃO

O objetivo deste livro é ensinar a vocês como descobrir, e depois como satisfazer, as necessidades emocionais mais importantes um do outro. No início do seu casamento, vocês acharam que essas necessidades seriam supridas, mas, por uma série de razões, acabaram muito decepcionados – a ponto de, talvez, se sentirem tentados a encontrar outra pessoa para satisfazê-las.

Geralmente a ignorância contribui para esse fracasso, porque homens e mulheres têm muita dificuldade de entender e reconhecer o valor das necessidades um do outro. Ambos costumam tentar atender às necessidades que eles valorizam para si próprios. Mas muitas vezes as necessidades principais de um e outro são totalmente diferentes, e, ao desperdiçarem esforços tentando suprir as carências erradas, não conseguem fazer o outro feliz.

Maridos e mulheres têm tantas carências que, quando elas não são atendidas dentro do casamento, eles acabam buscando alguém de fora para satisfazê-las. E a maioria das pessoas que aconselhei já havia cedido à tentação de violar a promessa de fidelidade feita no dia do casamento.

Mas, além de evitar o risco de um caso extraconjugal, as necessidades emocionais mais importantes dos dois devem ser atendidas por duas razões. Primeiro, porque o casamento é uma relação muito especial, em que se faz a promessa de permitir apenas aos cônjuges o direito exclusivo de satisfazer essas necessidades. E, quando elas não são satisfeitas, é uma injustiça com aquele que precisa continuar vivendo sem outra alternativa ética.

Porém há uma segunda razão que irei explicar mais claramente ao longo destas páginas: quando satisfazem as necessidades emocionais mais importantes um do outro, vocês criam e sustentam um sentimento de amor mútuo que é essencial para um casamento bem-sucedido. Chamo isso de amor romântico e quero que vocês dois consigam senti-lo por toda a sua vida juntos.

Entretanto, estar apaixonado envolve mais do que fazer um ao outro feliz. Vocês também precisam saber como não tornar o outro infeliz.

Marido e mulher podem aprender a se tornar a maior fonte de prazer do parceiro quando conseguem suprir as necessidades emocionais um do outro. Mas também podem acabar se tornando uma fonte de tristeza e irritação quando não se protegem dos instintos e hábitos que são comuns a todos nós.

Incentivo você e seu cônjuge a lerem este livro juntos, completarem os questionários e responderem às perguntas ao final de cada capítulo. Vocês podem até usar canetas marca-texto de cores diferentes para que cada um saiba as partes que o outro destacou e considerou mais importantes. Coloque o livro num lugar acessível onde vocês possam consultá-lo com frequência, para se lembrar das lições que aprenderão nestas páginas.

LEIA MAIS

Willard F. Harley Jr.

Sobre o autor

Willard F. Harley Jr.

Psicólogo, terapeuta de casais e autor de vários livros sobre relacionamentos. Ele e sua mulher, Joyce, apresentam um programa de rádio chamado Marriage Builders e moram em White Bear Lake, Minnesota.

VER PERFIL COMPLETO