Livro
Livro
ESTAÇÃO BRASIL

Democracia tropical

Democracia tropical

FERNANDO GABEIRA

Caderno de um aprendiz

Caderno de um aprendiz

O que aconteceu com a jovem democracia brasileira nos últimos 30 anos? Em que encruzilhada nos metemos? Que país surgirá depois dos escombros de 2016?

 

Democracia tropical nasceu das anotações de Fernando Gabeira sobre o caminho percorrido pela democracia brasileira desde o movimento Diretas Já até os dias de hoje.

Esta narrativa, ilustrada com fotos memoráveis, traz o Gabeira personagem da história, contando e refletindo sobre o que viu e viveu ao longo de sua trajetória como jornalista, ativista e político.

Entremeados a esses apontamentos, os artigos que ele escreveu sobre o processo de impeachment de Dilma Rousseff ajudam a entender os fatos que marcaram 2016, um ano que certamente entrará para a história como um dos mais difíceis do país.

Seja em seu caderno de anotações, seja nos artigos, Gabeira nunca se atém a um único tema, num constante exercício de ir e vir no tempo e enxergar o que um fato mais esconde do que revela.

Nos apontamentos, se lembra da resistência à ditadura, do exílio, do retorno ao Brasil, das Diretas, de sua vida como deputado. Já nos artigos dá conta do ritmo alucinante com que nossas mazelas foram expostas ao longo de 2016, com o sistema político derretendo enquanto a Lava Jato desvendava a corrupção endêmica.

Em meio a tudo isso, revisita antigas utopias e vasculha na memória e os sinais da catástrofe que hoje nos toma de assalto. Democracia tropical é um livro para quem deseja pensar e aperfeiçoar o Brasil.

O que aconteceu com a jovem democracia brasileira nos últimos 30 anos? Em que encruzilhada nos metemos? Que país surgirá depois dos escombros de 2016?

 

Democracia tropical nasceu das anotações de Fernando Gabeira sobre o caminho percorrido pela democracia brasileira desde o movimento Diretas Já até os dias de hoje.

Esta narrativa, ilustrada com fotos memoráveis, traz o Gabeira personagem da história, contando e refletindo sobre o que viu e viveu ao longo de sua trajetória como jornalista, ativista e político.

Entremeados a esses apontamentos, os artigos que ele escreveu sobre o processo de impeachment de Dilma Rousseff ajudam a entender os fatos que marcaram 2016, um ano que certamente entrará para a história como um dos mais difíceis do país.

Seja em seu caderno de anotações, seja nos artigos, Gabeira nunca se atém a um único tema, num constante exercício de ir e vir no tempo e enxergar o que um fato mais esconde do que revela.

Nos apontamentos, se lembra da resistência à ditadura, do exílio, do retorno ao Brasil, das Diretas, de sua vida como deputado. Já nos artigos dá conta do ritmo alucinante com que nossas mazelas foram expostas ao longo de 2016, com o sistema político derretendo enquanto a Lava Jato desvendava a corrupção endêmica.

Em meio a tudo isso, revisita antigas utopias e vasculha na memória e os sinais da catástrofe que hoje nos toma de assalto. Democracia tropical é um livro para quem deseja pensar e aperfeiçoar o Brasil.

Compre agora:

Ficha técnica
Lançamento 24/04/2017
Título original DEMOCRACIA TROPICAL
Tradução
Formato 16 x 23 cm
Número de páginas 160
Peso 300 g
Acabamento BROCHURA
ISBN 978-85-5608-019-6
EAN 9788556080196
Preço R$ 34,90
Ficha técnica e-book
eISBN 9788556080202
Preço R$ 17,99
Selo
Estação Brasil
Lançamento 24/04/2017
Título original DEMOCRACIA TROPICAL
Tradução
Formato 16 x 23 cm
Número de páginas 160
Peso 300 g
Acabamento BROCHURA
ISBN 978-85-5608-019-6
EAN 9788556080196
Preço R$ 34,90

E-book

eISBN 9788556080202
Preço R$ 17,99

Selo

Estação Brasil

Leia um trecho do livro

Apresentação

Este livro, de certa forma, dá continuidade às minhas obras anteriores, que se debruçaram sobre a ditadura militar, a luta armada, o exílio e a volta ao Brasil.

Agora, trato da experiência democrática que se iniciou após a anistia de 1979, a partir do que considero seu momento inaugural: o movimento pelas eleições diretas para presidente da República.

O objetivo é mostrar como os atores do movimento, sobretudo os políticos, foram se distanciando entre si e como o processo democrático se degradou. Isso não ocorreu porque os políticos têm uma tendência intrínseca à corrupção, mas sim porque, ao fugir da responsabilidade pessoal, o sistema os empurrou para o abismo.

O esgotamento da fase democrática iniciada com o movimento Diretas Já resulta, certamente, num processo de renovação, cujo vigor dependerá do impulso das ruas.

Este livro nasceu de anotações que fiz num caderno sobre o caminho percorrido pela democracia brasileira de lá para cá. Os textos foram escritos muitas vezes nas estradas, onde passo grande parte do tempo por dever – e por que não dizer prazer? – profissional.

Enquanto concluía esses apontamentos, seguia meu rumo como articulista, refletindo sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff, observando o movimento das ruas, anotando o papel dos smartphones no aumento da informação política no Brasil, prenunciando os tempos sombrios que nos aguardavam.

O livro que você tem em mãos é a combinação do meu caderno de anotações com uma seleção de artigos que buscam retratar os principais acontecimentos do país em 2016.

Não me lembro, ao longo de todo o processo descrito, de nenhum ano tão intenso como o de 2016. A decomposição do sistema político, posta a nu pelas investigações da Lava Jato, gerou um vendaval de surpresas. A Operação Lava Jato está presente nos meus escritos de uma forma parecida com que a tratei no prefácio do livro do jornalista Vladimir Netto, procurando cobrir seus grandes marcos.

Numa época de informação instantânea, com notícias de impacto se sucedendo, um livro desse gênero é sempre uma temeridade. Ele precisa terminar e as coisas continuam acontecendo.

Quero dizer: o processo de transição está apenas no começo e promete solavancos e sobressaltos. Graças ao impeachment, os aliados da esquerda, cuja experiência fracassou, têm de tocar o barco na tempestade.

O núcleo dessa tormenta é o desastre econômico que demanda um programa de austeridade num país com 12 milhões de desempregados.

Tocar o barco significa também enfrentar os fortes ventos de Curitiba, da Operação Lava Jato. O comandante terá de jogar corpos ao mar e não se sabe ainda hoje se, em algum momento, terá ele mesmo de se jogar na água.

Mesmo sem ter ainda o quadro nítido de um futuro em que a política renovada salte o abismo que a separa da sociedade e que o crescimento econômico reintegre os milhões de desempregados, é nele que deposito minhas esperanças de aprendiz.

 

Apresentação

Este livro, de certa forma, dá continuidade às minhas obras anteriores, que se debruçaram sobre a ditadura militar, a luta armada, o exílio e a volta ao Brasil.

Agora, trato da experiência democrática que se iniciou após a anistia de 1979, a partir do que considero seu momento inaugural: o movimento pelas eleições diretas para presidente da República.

O objetivo é mostrar como os atores do movimento, sobretudo os políticos, foram se distanciando entre si e como o processo democrático se degradou. Isso não ocorreu porque os políticos têm uma tendência intrínseca à corrupção, mas sim porque, ao fugir da responsabilidade pessoal, o sistema os empurrou para o abismo.

O esgotamento da fase democrática iniciada com o movimento Diretas Já resulta, certamente, num processo de renovação, cujo vigor dependerá do impulso das ruas.

Este livro nasceu de anotações que fiz num caderno sobre o caminho percorrido pela democracia brasileira de lá para cá. Os textos foram escritos muitas vezes nas estradas, onde passo grande parte do tempo por dever – e por que não dizer prazer? – profissional.

Enquanto concluía esses apontamentos, seguia meu rumo como articulista, refletindo sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff, observando o movimento das ruas, anotando o papel dos smartphones no aumento da informação política no Brasil, prenunciando os tempos sombrios que nos aguardavam.

O livro que você tem em mãos é a combinação do meu caderno de anotações com uma seleção de artigos que buscam retratar os principais acontecimentos do país em 2016.

Não me lembro, ao longo de todo o processo descrito, de nenhum ano tão intenso como o de 2016. A decomposição do sistema político, posta a nu pelas investigações da Lava Jato, gerou um vendaval de surpresas. A Operação Lava Jato está presente nos meus escritos de uma forma parecida com que a tratei no prefácio do livro do jornalista Vladimir Netto, procurando cobrir seus grandes marcos.

Numa época de informação instantânea, com notícias de impacto se sucedendo, um livro desse gênero é sempre uma temeridade. Ele precisa terminar e as coisas continuam acontecendo.

Quero dizer: o processo de transição está apenas no começo e promete solavancos e sobressaltos. Graças ao impeachment, os aliados da esquerda, cuja experiência fracassou, têm de tocar o barco na tempestade.

O núcleo dessa tormenta é o desastre econômico que demanda um programa de austeridade num país com 12 milhões de desempregados.

Tocar o barco significa também enfrentar os fortes ventos de Curitiba, da Operação Lava Jato. O comandante terá de jogar corpos ao mar e não se sabe ainda hoje se, em algum momento, terá ele mesmo de se jogar na água.

Mesmo sem ter ainda o quadro nítido de um futuro em que a política renovada salte o abismo que a separa da sociedade e que o crescimento econômico reintegre os milhões de desempregados, é nele que deposito minhas esperanças de aprendiz.

 

LEIA MAIS

Fernando Gabeira

Sobre o autor

Fernando Gabeira

Começou sua carreira jornalística como repórter no Jornal do Brasil. Em 1970, preso em São Paulo pela ditadura militar, foi para o exílio e passou por vários países, entre eles o Chile, a Suécia e a Itália. Em 1979, ano em que retornou ao Brasil, Gabeira voltou a atuar como jornalista e escritor. Foi candidato ao governo do Rio de Janeiro em 1986. Foi eleito deputado federal em 1994 e reeleito em 1998 e em 2002. Gabeira dedicou-se a uma intensa produção literária, construindo as primeiras análises críticas da luta armada e impulsionando discussões sobre temas como as liberdades individuais e a ecologia. Livros como O crepúsculo do macho, Entradas e bandeiras, Hóspede da utopia, Nós que amávamos tanto a revolução e Vida alternativa apontaram novos horizontes no campo das mentalidades e colocaram na berlinda uma série de velhos conceitos da vida brasileira.

VER PERFIL COMPLETO

Outros títulos de Fernando Gabeira