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CIÊNCIAS

O livro ilustrado dos maus argumentos

O livro ilustrado dos maus argumentos

ALI ALMOSSAWI

“Não consigo pensar numa forma melhor de aprender essas noções fundamentais de discurso lógico. Um livro encantador.” – Aaron Koblin, diretor criativo do Google Data Arts Team

“Compartilhe este livro com seus amigos. Incentive seus familiares a folheá-lo. Deixe alguns exemplares em lugares públicos.” – Jenny Williams, do site GeekDad

 

Diante das discussões cada vez mais absurdas nas redes sociais, Ali Almossawi resolveu resgatar uma dose – necessária e urgente – de lógica para a era da internet. O resultado é este livro acessível, que explica, com divertidas ilustrações, as 19 principais falácias que tornam insustentáveis tantos argumentos e debates.

Você aprenderá a reconhecer frequentes abusos da razão, como a falácia do espantalho (em que se deturpa o argumento do outro para poder atacá-lo com mais facilidade), o apelo a uma autoridade irrelevante e a bola de neve(em que uma proposição é desacreditada sob a alegação de que levará inevitavelmente a uma sequência de eventos indesejáveis).

Os desenhos mostram animais cometendo erros de argumentação. O coelho acha que uma estranha luz no céu só pode ser um disco voador porque ninguém consegue provar o contrário (apelo à ignorância). O leão não acredita que a emissão de gases do gado prejudica o planeta porque, se isso fosse mesmo verdade e tivéssemos que eliminar as vacas, ele teria que comer grama, um resultado altamente indesejável (argumento a partir das consequências).

Assim, ficará mais fácil escapar das armadilhas da lógica que se espalham por todos os lugares, dos debates no Congresso aos comentários no Facebook. Indispensável para qualquer pessoa que cultive o hábito de ter uma opinião, este livro é um antídoto contra raciocínios fracos.

“Não consigo pensar numa forma melhor de aprender essas noções fundamentais de discurso lógico. Um livro encantador.” – Aaron Koblin, diretor criativo do Google Data Arts Team

“Compartilhe este livro com seus amigos. Incentive seus familiares a folheá-lo. Deixe alguns exemplares em lugares públicos.” – Jenny Williams, do site GeekDad

 

Diante das discussões cada vez mais absurdas nas redes sociais, Ali Almossawi resolveu resgatar uma dose – necessária e urgente – de lógica para a era da internet. O resultado é este livro acessível, que explica, com divertidas ilustrações, as 19 principais falácias que tornam insustentáveis tantos argumentos e debates.

Você aprenderá a reconhecer frequentes abusos da razão, como a falácia do espantalho (em que se deturpa o argumento do outro para poder atacá-lo com mais facilidade), o apelo a uma autoridade irrelevante e a bola de neve(em que uma proposição é desacreditada sob a alegação de que levará inevitavelmente a uma sequência de eventos indesejáveis).

Os desenhos mostram animais cometendo erros de argumentação. O coelho acha que uma estranha luz no céu só pode ser um disco voador porque ninguém consegue provar o contrário (apelo à ignorância). O leão não acredita que a emissão de gases do gado prejudica o planeta porque, se isso fosse mesmo verdade e tivéssemos que eliminar as vacas, ele teria que comer grama, um resultado altamente indesejável (argumento a partir das consequências).

Assim, ficará mais fácil escapar das armadilhas da lógica que se espalham por todos os lugares, dos debates no Congresso aos comentários no Facebook. Indispensável para qualquer pessoa que cultive o hábito de ter uma opinião, este livro é um antídoto contra raciocínios fracos.

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Ficha técnica
Lançamento 16/03/2017
Título original AN ILLUSTRATED BOOK OF BAD ARGUMENTS
Tradução LEILA COUCEIRO
Formato 20,3 x 17,8 cm
Número de páginas 64
Peso 260 g
Acabamento CAPA DURA
ISBN 978-85-431-0478-2
EAN 9788543104782
Preço R$ 39,90
Ficha técnica e-book
eISBN 9788543104799
Preço R$ 24,99
Lançamento 16/03/2017
Título original AN ILLUSTRATED BOOK OF BAD ARGUMENTS
Tradução LEILA COUCEIRO
Formato 20,3 x 17,8 cm
Número de páginas 64
Peso 260 g
Acabamento CAPA DURA
ISBN 978-85-431-0478-2
EAN 9788543104782
Preço R$ 39,90

E-book

eISBN 9788543104799
Preço R$ 24,99

Leia um trecho do livro

“O primeiro princípio é não enganar a si mesmo –
e você é a pessoa mais fácil de ser enganada.”
– Richard P. Feynman

Para quem é este livro?

Este livro é dedicado aos iniciantes na área do raciocínio lógico, principalmente àqueles que – para usar uma expressão de Pascal – são feitos de tal maneira que aprendem melhor por meio de imagens. Selecionei os 19 erros de argumentação mais comuns e usei ilustrações claras e divertidas para explicá-los, complementando com vários exemplos. Minha expectativa é que o leitor aprenda nestas páginas algumas das principais armadilhas encontradas em discursos e debates, para então conseguir identificá-las e evitá-las na prática.

Prefácio

A literatura sobre lógica e falácias lógicas é ampla e variada. Existem diversos livros que se propõem a ensinar o leitor a utilizar as ferramentas e paradigmas que sustentam um bom raciocínio, de forma a produzir debates mais construtivos. No entanto, ler sobre o que não se deve fazer também é muito útil. Em seu livro Sobre a escrita, Stephen King afirma: “Aprende-se mais claramente o que não se deve fazer por meio da leitura de prosa ruim.” Ele descreve essa experiência terrível como “o equivalente literário da vacina contra a varíola”. Já George Pólya teria afirmado em uma conferência sobre o ensino da matemática que, além de se entender bem a disciplina, é necessário saber como não entendê-la. Este livro trata fundamentalmente do que não se deve fazer em uma argumentação.

O diferencial aqui está no uso de ilustrações bem-humoradas para descrever os erros de raciocínio que assolam o debate público atual. Elas são inspiradas em parte por alegorias como as de A revolução dos bichos, de George Orwell, e pelo humor nonsense presente nos textos de Lewis Carroll. Mas, ao contrário do que acontece nessas obras, aqui não há uma história costurando as ilustrações; trata-se de cenas distintas, conectadas somente pelo estilo e pelo tema. Cada falácia está exposta apenas em uma página, o que, espero, tornará mais fácil que cada falha de argumentação seja aprendida, lembrada e sirva de referência muitas vezes.

Muitos anos atrás, trabalhei desenvolvendo software. Era uma forma intrigante de raciocinar por meio da matemática, em vez da linguagem falada. Trazia precisão no lugar da ambiguidade em potencial e rigor aonde antes havia um certo improviso.

Nessa mesma época, li alguns livros sobre lógica, tanto modernos quanto medievais, entre eles Nonsense: A Handbook of Logical Fallacies (Nonsense: Um manual sobre falácias lógicas), de Robert Gula. Esse livro me fez lembrar de uma lista de normas que eu havia anotado uma década antes sobre a arte de argumentar – conclusões que tirei após vários anos debatendo com estranhos na internet – incluindo, por exemplo: “Tente não fazer generalizações.” Hoje sei que isso é óbvio, mas, para o jovem estudante que eu era, foi uma descoberta e tanto.

Logo ficou evidente para mim que formalizar o raciocínio traz benefícios como clareza de pensamento e expressão, aumento de objetividade e autoconfiança. A capacidade de analisar os argumentos dos outros também ajuda a perceber o momento certo de se retirar de discussões infrutíferas.

Hoje, com as redes sociais, há cada vez maior participação no debate público sobre fatos do dia, política, liberdades civis. Mas há uma notável falta de raciocínio lógico e fundamentação em boa parte desse discurso. Espero contribuir de alguma forma para aprimorar essas discussões.

Claro que a lógica não é a única ferramenta usada em debates e é bom estar ciente das outras. A retórica provavelmente é a mais importante, seguida de conceitos como o ônus da prova e a navalha de Occam (princípio segundo o qual na explicação de um fenômeno devem se apresentar apenas as premissas necessárias, eliminando todas as outras; também é conhecido como o princípio da parcimônia). O leitor interessado pode consultar a ampla literatura existente sobre o assunto.

É preciso ressaltar que as regras da lógica não são leis do mundo natural, nem constituem a totalidade do raciocínio humano. Como afirma o cientista cognitivo Marvin Minsky, é difícil explicar o simples bom senso em termos de princípios lógicos, bem como as analogias. Ele acrescenta: “A lógica não consegue explicar como pensamos, assim como a gramática não consegue explicar como falamos.” A lógica não gera novas verdades, mas permite que se verifiquem a consistência e a coerência das cadeias de pensamento existentes. Exatamente por isso é uma ferramenta eficaz para a análise e a comunicação de ideias e argumentos.

Ali Almossawi, São Francisco, outubro de 2013

“O primeiro princípio é não enganar a si mesmo –
e você é a pessoa mais fácil de ser enganada.”
– Richard P. Feynman

Para quem é este livro?

Este livro é dedicado aos iniciantes na área do raciocínio lógico, principalmente àqueles que – para usar uma expressão de Pascal – são feitos de tal maneira que aprendem melhor por meio de imagens. Selecionei os 19 erros de argumentação mais comuns e usei ilustrações claras e divertidas para explicá-los, complementando com vários exemplos. Minha expectativa é que o leitor aprenda nestas páginas algumas das principais armadilhas encontradas em discursos e debates, para então conseguir identificá-las e evitá-las na prática.

Prefácio

A literatura sobre lógica e falácias lógicas é ampla e variada. Existem diversos livros que se propõem a ensinar o leitor a utilizar as ferramentas e paradigmas que sustentam um bom raciocínio, de forma a produzir debates mais construtivos. No entanto, ler sobre o que não se deve fazer também é muito útil. Em seu livro Sobre a escrita, Stephen King afirma: “Aprende-se mais claramente o que não se deve fazer por meio da leitura de prosa ruim.” Ele descreve essa experiência terrível como “o equivalente literário da vacina contra a varíola”. Já George Pólya teria afirmado em uma conferência sobre o ensino da matemática que, além de se entender bem a disciplina, é necessário saber como não entendê-la. Este livro trata fundamentalmente do que não se deve fazer em uma argumentação.

O diferencial aqui está no uso de ilustrações bem-humoradas para descrever os erros de raciocínio que assolam o debate público atual. Elas são inspiradas em parte por alegorias como as de A revolução dos bichos, de George Orwell, e pelo humor nonsense presente nos textos de Lewis Carroll. Mas, ao contrário do que acontece nessas obras, aqui não há uma história costurando as ilustrações; trata-se de cenas distintas, conectadas somente pelo estilo e pelo tema. Cada falácia está exposta apenas em uma página, o que, espero, tornará mais fácil que cada falha de argumentação seja aprendida, lembrada e sirva de referência muitas vezes.

Muitos anos atrás, trabalhei desenvolvendo software. Era uma forma intrigante de raciocinar por meio da matemática, em vez da linguagem falada. Trazia precisão no lugar da ambiguidade em potencial e rigor aonde antes havia um certo improviso.

Nessa mesma época, li alguns livros sobre lógica, tanto modernos quanto medievais, entre eles Nonsense: A Handbook of Logical Fallacies (Nonsense: Um manual sobre falácias lógicas), de Robert Gula. Esse livro me fez lembrar de uma lista de normas que eu havia anotado uma década antes sobre a arte de argumentar – conclusões que tirei após vários anos debatendo com estranhos na internet – incluindo, por exemplo: “Tente não fazer generalizações.” Hoje sei que isso é óbvio, mas, para o jovem estudante que eu era, foi uma descoberta e tanto.

Logo ficou evidente para mim que formalizar o raciocínio traz benefícios como clareza de pensamento e expressão, aumento de objetividade e autoconfiança. A capacidade de analisar os argumentos dos outros também ajuda a perceber o momento certo de se retirar de discussões infrutíferas.

Hoje, com as redes sociais, há cada vez maior participação no debate público sobre fatos do dia, política, liberdades civis. Mas há uma notável falta de raciocínio lógico e fundamentação em boa parte desse discurso. Espero contribuir de alguma forma para aprimorar essas discussões.

Claro que a lógica não é a única ferramenta usada em debates e é bom estar ciente das outras. A retórica provavelmente é a mais importante, seguida de conceitos como o ônus da prova e a navalha de Occam (princípio segundo o qual na explicação de um fenômeno devem se apresentar apenas as premissas necessárias, eliminando todas as outras; também é conhecido como o princípio da parcimônia). O leitor interessado pode consultar a ampla literatura existente sobre o assunto.

É preciso ressaltar que as regras da lógica não são leis do mundo natural, nem constituem a totalidade do raciocínio humano. Como afirma o cientista cognitivo Marvin Minsky, é difícil explicar o simples bom senso em termos de princípios lógicos, bem como as analogias. Ele acrescenta: “A lógica não consegue explicar como pensamos, assim como a gramática não consegue explicar como falamos.” A lógica não gera novas verdades, mas permite que se verifiquem a consistência e a coerência das cadeias de pensamento existentes. Exatamente por isso é uma ferramenta eficaz para a análise e a comunicação de ideias e argumentos.

Ali Almossawi, São Francisco, outubro de 2013

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Ali Almossawi

Sobre o autor

Ali Almossawi

Tem mestrado em Engenharia de Sistemas pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e mestrado em Engenharia de Software pela Universidade de Carnegie Mellon. Ele mora com a mulher e a filha em São Francisco, onde trabalha como designer de visualização de dados na equipe de métrica do Mozilla, e também como colaborador do Laboratório de Mídia do MIT. Antes disso, Ali desenvolveu pesquisas em Harvard e no Instituto de Engenharia de Software (SEI), criando modelos para prever a qualidade de códigos-fonte. Seu trabalho já foi mencionado em artigos na Scientific American, Wired, The New York Times, Fast Company e outras publicações.

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