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LITERATURA

O prisioneiro

O prisioneiro

ANAND DÍLVAR

Uma história inspiradora sobre libertação e recomeços

Uma história inspiradora sobre libertação e recomeços

Com mais de 2,5 milhões de exemplares vendidos no mundo, este livro é uma história comovente sobre libertação e renascimento, esperança e recomeços. E é um lembrete de que, para abrir as correntes que nos prendem à infelicidade, é necessário, antes, destrancar nosso próprio coração.

 

O que o mantém preso? Do que você é escravo?

Dos traumas da infância?

De um relacionamento frustrado?

De um emprego de que não gosta? Da sua rotina?

Liberte-se!

 

Após um terrível acidente, um jovem acorda preso a uma cama de hospital, sem conseguir se mexer, se comunicar ou sequer fechar os olhos. Apesar de todos acreditarem que se encontra em coma, ele é capaz de ver e ouvir tudo o que acontece à sua volta.

Sem esperanças de se recuperar e sentindo-se profundamente solitário, ele é surpreendido por uma sábia voz interior que começa a lhe explicar como suas escolhas erradas o levaram a essa situação.

A partir dessa conversa transformadora, ele aprende a ver episódios dolorosos do seu passado com os olhos renovados, cheios de ternura e compaixão. E descobre que é possível deixar para trás o pesado fardo de ressentimentos, medos e culpas que quase destruiu sua vida.

Com mais de 2,5 milhões de exemplares vendidos no mundo, este livro é uma história comovente sobre libertação e renascimento, esperança e recomeços. E é um lembrete de que, para abrir as correntes que nos prendem à infelicidade, é necessário, antes, destrancar nosso próprio coração.

 

O que o mantém preso? Do que você é escravo?

Dos traumas da infância?

De um relacionamento frustrado?

De um emprego de que não gosta? Da sua rotina?

Liberte-se!

 

Após um terrível acidente, um jovem acorda preso a uma cama de hospital, sem conseguir se mexer, se comunicar ou sequer fechar os olhos. Apesar de todos acreditarem que se encontra em coma, ele é capaz de ver e ouvir tudo o que acontece à sua volta.

Sem esperanças de se recuperar e sentindo-se profundamente solitário, ele é surpreendido por uma sábia voz interior que começa a lhe explicar como suas escolhas erradas o levaram a essa situação.

A partir dessa conversa transformadora, ele aprende a ver episódios dolorosos do seu passado com os olhos renovados, cheios de ternura e compaixão. E descobre que é possível deixar para trás o pesado fardo de ressentimentos, medos e culpas que quase destruiu sua vida.

Compre agora:

Ficha técnica
Lançamento 09/04/2018
Título original THE SLAVE
Tradução MARIA BEATRIZ DE MEDINA
Formato 14 x 21 cm
Número de páginas 112
Peso 280 g
Acabamento BROCHURA
ISBN 978-85-431-0603-8
EAN 9788543106038
Preço R$ 29,90
Ficha técnica e-book
eISBN 9788543106045
Preço R$ 19,99
Lançamento 09/04/2018
Título original THE SLAVE
Tradução MARIA BEATRIZ DE MEDINA
Formato 14 x 21 cm
Número de páginas 112
Peso 280 g
Acabamento BROCHURA
ISBN 978-85-431-0603-8
EAN 9788543106038
Preço R$ 29,90

E-book

eISBN 9788543106045
Preço R$ 19,99

Leia um trecho do livro

CAPÍTULO 1

QUANDO RECUPEREI OS SENTIDOS, PERCEBI NA MESMA hora que havia algo muito errado comigo.

Uma luz ofuscante feria meus olhos, mas eu não conseguia piscar. Tentei virá-los, mover os braços e cobrir o rosto com as mãos, mas não consegui fazer nada disso.

Todo o meu corpo estava paralisado, dilacerado por uma dor excruciante e mais gelado do que nunca.

Tentei em vão gritar por socorro. Havia algo em minha boca que fazia a garganta arder e um ruído terrível trovejava em meus ouvidos.

Várias horas se passaram enquanto minha mente rodopiava em desespero. À medida que alguns pensamentos coerentes conseguiam romper a barreira da dor de cabeça, avancei do desespero para o puro pavor.

Onde estou?

O que aconteceu comigo?

Será que morri?

Um misto de dor e medo me fez desmaiar. O que foi bom, porque me proporcionou um pouco de alívio.

Não sei se horas ou dias se passaram até que acordei de novo.

Ainda não conseguia me mexer e meus olhos permaneciam arregalados. A dor tinha diminuído ligeiramente, a luz ainda me incomodava, mas estava mais suportável. Foi então que percebi que o ruído horrível que eu escutava era um tipo de respiração forçada, profunda e pesada… Não era a minha respiração, disso eu tinha certeza.

O fato de o tormento físico ter diminuído um pouquinho abriu as portas para um tipo completamente novo de sofrimento: confusão mental e necessidade de respostas.

Estou mesmo morto?

De quem é essa respiração ruidosa que estou escutando?

O que é isso que está machucando a minha garganta?

Pouco a pouco, as lembranças do que eu pensava ser o dia anterior surgiram como lampejos: a festa, as bebidas, a briga com a Laura, a insistência do Eduardo para que eu experimentasse a droga estúpida que o deixara tão empolgado.

– Pare de beber, por favor! Não vê que assim você vai se matar? – gritou Laura. – É isso que você quer?

– Não quero morrer, só quero fugir.

– Fugir do quê? Você está maluco?

– Sim, estou maluco e você não me entende! Ninguém me entende!

Joguei na boca os dois comprimidos azuis que havia aceitado do Eduardo. Era a última coisa de que me lembrava.

Meu Deus, agora entendi! Eu me matei.

Isso não pode estar acontecendo! O que há de errado comigo? Por que não posso me mexer? Por que não consigo fechar os olhos?

Aquele idiota me envenenou. E agora estou no inferno, pagando pelo que fiz… É pior do que eu imaginava.

Nunca acreditei em vida após a morte, mas naquele momento parecia não haver outra explicação.

Por favor, Senhor! Por favor, me perdoe! Conceda-me outra chance…

O som de uma porta se abrindo interrompeu meu pensamento. Ouvi uma voz feminina.

– Que barulheira faz essa porcaria de aparelho! – reclamou ela.

– É o único que temos. Você sabe como são as coisas aqui – disse um homem.

– É um absurdo só termos um aparelho de ventilação mecânica.

– Pois é. Temos que fazer o possível.

– E o que aconteceu com ele?

– Por que não dá uma olhada você mesma?

Senti um tecido ser puxado do meu rosto e vi uma mulher de uniforme branco me fitando com espanto.

– Ei, ele está acordado!

O homem em pé ao lado dela se inclinou para ver melhor.

– Não, ele já estava assim quando foi trazido. Quando o deixaram no pronto-socorro, disseram que tinha sido um acidente de carro e que ele estava fora de si, mas ainda consciente. Ficava repetindo “Desculpe, Laura” o tempo todo. Depois entrou em coma. Ele tem algo como um rigor mortis; não conseguimos fechar os olhos dele.

– Pobre coitado! Seria melhor ter morrido.

– Melhor para nós, você quer dizer. Agora precisamos manter esse vegetal vivo, usando um leito que poderia salvar outra pessoa. Que desperdício!

– Você acha que ele consegue ver, ouvir ou sentir alguma coisa?

– É claro que não, veja só…

Vi um tubo se aproximar do leito e senti uma pontada de dor no braço.

Isso dói, seu imbecil! Estou vivo… E acordado! Socorro!!!

Tentei gritar em vão.

– Você pode aproveitar para trocar o soro, já que estamos aqui – disse o homem. – Alguém tem que regar os vegetais!

Os dois riram, e uma onda de raiva e desespero tomou conta de mim.

O homem saiu do quarto. A mulher trocou uma garrafa pendurada ao lado da cama e logo foi atrás dele.

Agora eu tinha algumas respostas. Repassei a conversa na cabeça:

Um acidente…

Entrou em coma…

Desculpe, Laura…

Alguém tem que regar os vegetais…

… regar os vegetais…

… os vegetais…

CAPÍTULO 1

QUANDO RECUPEREI OS SENTIDOS, PERCEBI NA MESMA hora que havia algo muito errado comigo.

Uma luz ofuscante feria meus olhos, mas eu não conseguia piscar. Tentei virá-los, mover os braços e cobrir o rosto com as mãos, mas não consegui fazer nada disso.

Todo o meu corpo estava paralisado, dilacerado por uma dor excruciante e mais gelado do que nunca.

Tentei em vão gritar por socorro. Havia algo em minha boca que fazia a garganta arder e um ruído terrível trovejava em meus ouvidos.

Várias horas se passaram enquanto minha mente rodopiava em desespero. À medida que alguns pensamentos coerentes conseguiam romper a barreira da dor de cabeça, avancei do desespero para o puro pavor.

Onde estou?

O que aconteceu comigo?

Será que morri?

Um misto de dor e medo me fez desmaiar. O que foi bom, porque me proporcionou um pouco de alívio.

Não sei se horas ou dias se passaram até que acordei de novo.

Ainda não conseguia me mexer e meus olhos permaneciam arregalados. A dor tinha diminuído ligeiramente, a luz ainda me incomodava, mas estava mais suportável. Foi então que percebi que o ruído horrível que eu escutava era um tipo de respiração forçada, profunda e pesada… Não era a minha respiração, disso eu tinha certeza.

O fato de o tormento físico ter diminuído um pouquinho abriu as portas para um tipo completamente novo de sofrimento: confusão mental e necessidade de respostas.

Estou mesmo morto?

De quem é essa respiração ruidosa que estou escutando?

O que é isso que está machucando a minha garganta?

Pouco a pouco, as lembranças do que eu pensava ser o dia anterior surgiram como lampejos: a festa, as bebidas, a briga com a Laura, a insistência do Eduardo para que eu experimentasse a droga estúpida que o deixara tão empolgado.

– Pare de beber, por favor! Não vê que assim você vai se matar? – gritou Laura. – É isso que você quer?

– Não quero morrer, só quero fugir.

– Fugir do quê? Você está maluco?

– Sim, estou maluco e você não me entende! Ninguém me entende!

Joguei na boca os dois comprimidos azuis que havia aceitado do Eduardo. Era a última coisa de que me lembrava.

Meu Deus, agora entendi! Eu me matei.

Isso não pode estar acontecendo! O que há de errado comigo? Por que não posso me mexer? Por que não consigo fechar os olhos?

Aquele idiota me envenenou. E agora estou no inferno, pagando pelo que fiz… É pior do que eu imaginava.

Nunca acreditei em vida após a morte, mas naquele momento parecia não haver outra explicação.

Por favor, Senhor! Por favor, me perdoe! Conceda-me outra chance…

O som de uma porta se abrindo interrompeu meu pensamento. Ouvi uma voz feminina.

– Que barulheira faz essa porcaria de aparelho! – reclamou ela.

– É o único que temos. Você sabe como são as coisas aqui – disse um homem.

– É um absurdo só termos um aparelho de ventilação mecânica.

– Pois é. Temos que fazer o possível.

– E o que aconteceu com ele?

– Por que não dá uma olhada você mesma?

Senti um tecido ser puxado do meu rosto e vi uma mulher de uniforme branco me fitando com espanto.

– Ei, ele está acordado!

O homem em pé ao lado dela se inclinou para ver melhor.

– Não, ele já estava assim quando foi trazido. Quando o deixaram no pronto-socorro, disseram que tinha sido um acidente de carro e que ele estava fora de si, mas ainda consciente. Ficava repetindo “Desculpe, Laura” o tempo todo. Depois entrou em coma. Ele tem algo como um rigor mortis; não conseguimos fechar os olhos dele.

– Pobre coitado! Seria melhor ter morrido.

– Melhor para nós, você quer dizer. Agora precisamos manter esse vegetal vivo, usando um leito que poderia salvar outra pessoa. Que desperdício!

– Você acha que ele consegue ver, ouvir ou sentir alguma coisa?

– É claro que não, veja só…

Vi um tubo se aproximar do leito e senti uma pontada de dor no braço.

Isso dói, seu imbecil! Estou vivo… E acordado! Socorro!!!

Tentei gritar em vão.

– Você pode aproveitar para trocar o soro, já que estamos aqui – disse o homem. – Alguém tem que regar os vegetais!

Os dois riram, e uma onda de raiva e desespero tomou conta de mim.

O homem saiu do quarto. A mulher trocou uma garrafa pendurada ao lado da cama e logo foi atrás dele.

Agora eu tinha algumas respostas. Repassei a conversa na cabeça:

Um acidente…

Entrou em coma…

Desculpe, Laura…

Alguém tem que regar os vegetais…

… regar os vegetais…

… os vegetais…

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Anand Dílvar

Sobre o autor

Anand Dílvar

Professor e possui mais de 20 anos de experiência na área de desenvolvimento humano. Fundador do centro espiritual Vision Quest, no Valle del Bravo, no México, o autor ministra palestras e organiza conferências e seminários para pessoas de todo o mundo. Discípulo de Osho desde 2003, Anand é frequentemente convidado para compartilhar sua filosofia – que chama de “Revolução da Consciência” – em programas de rádio e televisão.

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