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FINANÇAS

Os segredos dos casais inteligentes

Os segredos dos casais inteligentes

GUSTAVO CERBASI

Como construir riqueza a dois e garantir um futuro próspero sem abrir mão do bem-estar no presente

Como construir riqueza a dois e garantir um futuro próspero sem abrir mão do bem-estar no presente

Com um texto claro e acessível, Os segredos dos casais inteligentes vai transformar a maneira como você e seu companheiro lidam com o dinheiro e planejam as finanças, independentemente de qual seja a renda familiar.

Consagrado autor de Casais inteligentes enriquecem juntos, Gustavo Cerbasi apresenta neste livro as melhores estratégias para garantir um futuro próspero sem comprometer a qualidade de vida no presente.

Com dicas práticas e exemplos baseados em casos reais, ele aborda temas como aposentadoria, planos de investimento, orçamento mensal e, em especial, a necessidade de separar parte da renda para emergências e outra para o lazer e o bem-estar.

Cerbasi derruba várias crenças do senso comum sobre como enriquecer e traz respostas surpreendentes para questões polêmicas:

• Como economizar sem abrir mão do conforto?

• Quanto poupar para garantir o futuro?

• Quais são os melhores investimentos?

• Abrir um negócio com o parceiro atrapalha o relacionamento?

• O casal deve ter uma conta conjunta ou duas separadas?

• É melhor comprar ou alugar um imóvel?

• Qual regime de separação de bens é mais indicado?

• Declaração de Imposto de Renda: juntos ou separados?

• Como conversar sobre dinheiro sem começar uma briga?

****

Enriquecer é uma arte. Mas, felizmente, não é preciso talento inato para compor uma bela obra — e sim determinação, persistência e uma boa dose de paciência.

Neste livro, o consultor Gustavo Cerbasi ensina como planejar o orçamento doméstico de forma que, em alguns anos, você e seu parceiro possam conquistar a independência financeira e aproveitar o que a vida traz de melhor.

Repleto de exemplos, histórias reais e estratégias de eficiência comprovada, Os segredos dos casais inteligentes vai ajudá-lo a compreender melhor o processo de enriquecimento e a aprender como fazer com que o dinheiro trabalhe para você, seja rendendo juros numa poupança, seja multiplicando-se no mercado de ações.

Por um lado, Cerbasi é didático e apresenta planilhas, tabelas, testes e gráficos, além de mostrar passo a passo como juntar dinheiro para uma viagem especial. Por outro, ele aborda assuntos polêmicos, afirmando que o trabalho não deve ser a principal preocupação da vida e que o errado não é ter hobbies e caprichos, mas acabar estourando o cartão de crédito por falta de planejamento financeiro.

O segredo dos casais inteligentes é tornar a vida a dois mais agradável e divertida. A paixão pode não durar para sempre, mas, com dinheiro e criatividade, com certeza podemos alimentá-la todos os dias.

Com um texto claro e acessível, Os segredos dos casais inteligentes vai transformar a maneira como você e seu companheiro lidam com o dinheiro e planejam as finanças, independentemente de qual seja a renda familiar.

Consagrado autor de Casais inteligentes enriquecem juntos, Gustavo Cerbasi apresenta neste livro as melhores estratégias para garantir um futuro próspero sem comprometer a qualidade de vida no presente.

Com dicas práticas e exemplos baseados em casos reais, ele aborda temas como aposentadoria, planos de investimento, orçamento mensal e, em especial, a necessidade de separar parte da renda para emergências e outra para o lazer e o bem-estar.

Cerbasi derruba várias crenças do senso comum sobre como enriquecer e traz respostas surpreendentes para questões polêmicas:

• Como economizar sem abrir mão do conforto?

• Quanto poupar para garantir o futuro?

• Quais são os melhores investimentos?

• Abrir um negócio com o parceiro atrapalha o relacionamento?

• O casal deve ter uma conta conjunta ou duas separadas?

• É melhor comprar ou alugar um imóvel?

• Qual regime de separação de bens é mais indicado?

• Declaração de Imposto de Renda: juntos ou separados?

• Como conversar sobre dinheiro sem começar uma briga?

****

Enriquecer é uma arte. Mas, felizmente, não é preciso talento inato para compor uma bela obra — e sim determinação, persistência e uma boa dose de paciência.

Neste livro, o consultor Gustavo Cerbasi ensina como planejar o orçamento doméstico de forma que, em alguns anos, você e seu parceiro possam conquistar a independência financeira e aproveitar o que a vida traz de melhor.

Repleto de exemplos, histórias reais e estratégias de eficiência comprovada, Os segredos dos casais inteligentes vai ajudá-lo a compreender melhor o processo de enriquecimento e a aprender como fazer com que o dinheiro trabalhe para você, seja rendendo juros numa poupança, seja multiplicando-se no mercado de ações.

Por um lado, Cerbasi é didático e apresenta planilhas, tabelas, testes e gráficos, além de mostrar passo a passo como juntar dinheiro para uma viagem especial. Por outro, ele aborda assuntos polêmicos, afirmando que o trabalho não deve ser a principal preocupação da vida e que o errado não é ter hobbies e caprichos, mas acabar estourando o cartão de crédito por falta de planejamento financeiro.

O segredo dos casais inteligentes é tornar a vida a dois mais agradável e divertida. A paixão pode não durar para sempre, mas, com dinheiro e criatividade, com certeza podemos alimentá-la todos os dias.

Compre agora:

Ficha técnica
Lançamento 01/01/2015
Título original OS SEGREDOS DOS CASAIS INTELIGENTES
Tradução
Formato 16 x 23 cm
Número de páginas 160
Peso 230 g
Acabamento BROCHURA
ISBN 978-85-431-0180-4
EAN 9788543101804
Preço R$ 39,90
Ficha técnica e-book
eISBN 9788575428283
Preço R$ 24,99
Lançamento 01/01/2015
Título original OS SEGREDOS DOS CASAIS INTELIGENTES
Tradução
Formato 16 x 23 cm
Número de páginas 160
Peso 230 g
Acabamento BROCHURA
ISBN 978-85-431-0180-4
EAN 9788543101804
Preço R$ 39,90

E-book

eISBN 9788575428283
Preço R$ 24,99

Leia um trecho do livro

Introdução

Enriquecer é uma arte. Como em qualquer vertente artística, colherá melhores frutos o artista que se dedicar mais, que for perseverante, inspirado, disciplinado e que não se acomodar com resultados obtidos no passado. Quem aparentemente não nasce com determinado dom artístico pode desenvolvê-lo educando-
-se com afinco. Se isso não der origem a uma obra brilhante, ao menos resultará em um trabalho competente.

Todos esses argumentos valem também para a arte de construir riquezas ao longo da vida. Na arte de enriquecer, alguns encontram mais facilidade do que outros – talvez por vocação, talvez por uma educação que tenha aberto as portas certas. Por trás de um processo de enriquecimento deve haver a busca de informações, a inspiração para a pesquisa, a perseverança perante as perdas e a disciplina para sustentar planos que demoram a acontecer. É ao nos envolver com o assunto que desenvolvemos a técnica, seja ela inata ou não.

Em algum grau, todos querem enriquecer, mas nem todos conseguem se organizar para efetivamente batalhar por isso. Acredito que enriquecer é uma questão de escolha, por isso vejo em cada ser humano a capacidade de praticar essa arte – a diferença é que alguns têm se dedicado mais que outros, seja por vontade, seja por terem descoberto os caminhos certos antes de muitos.

Porém, assim como nas artes, a união de duas pessoas inspiradas em seus projetos pessoais nem sempre resulta em um fantástico dueto. Os motivos? Podem ser vários, do egoísmo à ganância, da individualidade à ignorância, ou simplesmente a falta de planos adequados.

Por mais geniais que sejam os artistas, não basta uni-los. É preciso que eles se inspirem para construir um projeto comum caso realmente queiram ver sua obra de arte se tornar genial.

Não importa quão competente você é na arte de enriquecer. Teoricamente, lidar com o dinheiro deveria ser uma tarefa mais simples de se fazer em família do que individualmente. Afinal, duas cabeças pensam melhor que uma. Porém, a prática mostra que, de simples, essa tarefa não tem nada. O que funciona para um indivíduo não necessariamente funcionará para outro ou para a vida a dois, pois existe toda uma complexidade de sentimentos, hábitos e histórico familiar envolvidos. Isso se traduz em duas pessoas com vontades diferentes, expectativas de consumo diferentes, níveis de ansiedade diferen­tes, conhecimentos diferentes e habilidades diferentes, principalmente quando se trata de habilidades matemáticas ou econômicas.

Por isso não basta seguir um punhado de regras predefinidas.

Unir forças não é garantia de um conjunto mais forte, principalmente quando o assunto é riqueza. Quantos casamentos terminam em divórcio por causa de dinheiro? O mesmo acontece com parceiros de negócios, irmãos, comerciantes e clientes. O dinheiro é o meio que viabiliza nossas ambições, por isso mexe com nossas emoções.

Pense nos motivos que geram brigas entre casais que você conhece. Por exemplo, buscando seu bem-estar, alguém gasta dinheiro sem contar ao seu parceiro. Ou um dos dois perde o emprego, a renda combinada cai e eles não podem mais comprar certas coisas. Ou famílias não se entendem em razão de hábitos de consumo diferentes. E o que falar de casais que têm que lidar com a pensão de filhos de relacionamentos anteriores? Pesquisas mostram que assuntos relacionados ao dinheiro são o segundo maior motivo de separação no mundo, perdendo apenas para a infidelidade.

Sou muito feliz em meu casamento com a Adriana. Mas se você acha que é porque ganho muito dinheiro com o sucesso de meu trabalho, quero derrubar esse mito desde já. Em nosso relacionamento, nem sempre tivemos a tranquilidade e a disponibilidade financeira que temos hoje. Na verdade, problemas foram frequentes – e até mais frequentes do que na vida de muitos de meus amigos –, pois comecei a trabalhar tarde. No início de nosso namoro, nossa renda mal dava para a alimentação. Morávamos com nossos pais. Nosso luxo era jantar fora às sextas-feiras – com sorte, três semanas de hot dog ou comidinhas de padaria permitiam fechar o mês com um jantar mais romântico.

Aos 24 anos, eu ganhava menos do que a maioria de meus amigos. Acompanhar as amizades, principalmente quando todos começaram a celebrar seus casamentos, nos fez passar por algumas privações. E privar-nos de pequenas tradições quando ainda estamos na fase do namoro certamente não é a forma mais fácil de fortalecer uma relação. Porém, o hábito de fazer sacrifícios e compensá-los depois logo passou a ser uma marca de nosso namoro. Apertávamos o cinto para alcançar projetos mais ambiciosos, como um fim de semana com amigos em uma pousada ou ingressos para um parque temático perto de casa. Conversávamos sobre casamento, que parecia um sonho distante para nossa renda. Mas a vontade de casar nos fez colocar a faca nos dentes e correr atrás de nosso desejo. Passamos a trabalhar mais, deixamos de jantar fora e passear, poupamos como poucas pessoas conseguem fazer e realizamos não só esse sonho, mas muitos dos que vieram depois.

Mesmo assim, nosso dinheiro era canalizado para objetivos bem definidos entre o casal. Não sobrava para excessos. Não dá para afirmar que levávamos uma vida confortável. Por outro lado, conversávamos muito sobre isso, dividindo o assunto com amigos. Assim, um de nossos objetivos principais passou a ser mudar essa realidade. Decidimos poupar para termos mais opções na vida, mas também tínhamos a certeza de que não que­ríamos passar a vida toda na expectativa da mudança. Queríamos passar a viver melhor, e em breve.

Encontrar um caminho enquanto ainda éramos jovens nos trouxe grande motivação e fôlego para os desafios do trabalho de ambos. Felizmente, apesar das várias pequenas discussões que tivemos sobre nossas escolhas financeiras, não precisamos administrar problemas realmente graves de relacionamento por causa de dinheiro. Creio que o jogo aberto e o esforço em buscarmos respostas rápidas (nem sempre viáveis) para superar situações de conflito ajudaram a nutrir nossa união.

Tínhamos os conflitos típicos de outros casais, mas nos orgulhávamos de termos aprendido a lidar com isso. Como eu tinha uma agenda ocupada com aulas, o que dificultava expandir minha atividade como consultor, decidi fazer dos livros um instrumento para ensinar às pessoas aquilo que eu e Adriana praticávamos em nossa vida. Eu havia estudado muito o assunto, era professor de Finanças e tive a felicidade de descobrir uma maneira aparentemente saudável de construir minha riqueza.

Foram as lições que aprendi nessa deliciosa experiência de vida com a Adriana que levei para os meus livros. Casais inteligentes enriquecem juntos, meu maior best-seller, trata – acredito que sem muita complicação – justamente da forma de cuidar do dinheiro que conduz famílias a uma situação de maior prosperidade e equilíbrio. Hoje, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos em vários países e após ter sido transformado em roteiro de cinema, tornou-se um manual para casais em todas as fases do relacionamento.

Porém, mesmo com minha dedicação a formular e revisar um modelo simples, e apesar do sucesso daquele livro, diariamente recebo comentários de leitores com dúvidas sobre questões específicas e situações que aparentemente podem colocar em xeque algumas de minhas ideias. Entretanto, hoje elas não são apenas ideias. Foram testadas e validadas em centenas de casos de consultoria que atendi entre os anos 2000 e 2008, o que me permite aperfeiçoar alguns argumentos e reforçar meu ponto de vista nos pontos em que a teoria merecia ajustes.

Há algo mais a discutir. Os casais que são felizes em seu relacionamento e que têm sucesso nas finanças adotam algumas práticas, nem sempre conscientes, que os ajudam a conduzir melhor suas escolhas. Algumas delas foram aprendidas com exemplos dos pais, outras com o convívio social, e outras tantas podem ter surgido simplesmente da química entre o casal. Não importa a origem: existem práticas que podem fazer seu relacionamento e sua vida financeira mudarem para melhor, e foi para tratar delas que decidi escrever este livro.

Essas práticas são recomendadas com base em exemplos e novas ideias que chegaram até mim nas consultorias e em contatos feitos por leitores, tanto aqueles com problemas quanto os que encontraram soluções criativas – às vezes geniais – para o sucesso de suas finanças. Afinal, a melhor coisa de meu trabalho é acumular histórias e poder compartilhá-las, para que mais gente possa viver em harmonia com o dinheiro e com a pessoa amada. Essa é a forma que escolhi para educar e que me proporciona muita realização. Se este livro mudar ao menos um pouquinho sua atitude em relação ao dinheiro e ao seu relacionamento amoroso, meu esforço terá valido a pena. Afinal, essa mudança será um passo importante para seu enriquecimento, pois, quando se trata de dinheiro, pequenas ações presentes geram enormes resultados que se multiplicam com o tempo. Não é crença, não é fé. A racional matemática financeira explica isso.

Boa leitura!

Introdução

Enriquecer é uma arte. Como em qualquer vertente artística, colherá melhores frutos o artista que se dedicar mais, que for perseverante, inspirado, disciplinado e que não se acomodar com resultados obtidos no passado. Quem aparentemente não nasce com determinado dom artístico pode desenvolvê-lo educando-
-se com afinco. Se isso não der origem a uma obra brilhante, ao menos resultará em um trabalho competente.

Todos esses argumentos valem também para a arte de construir riquezas ao longo da vida. Na arte de enriquecer, alguns encontram mais facilidade do que outros – talvez por vocação, talvez por uma educação que tenha aberto as portas certas. Por trás de um processo de enriquecimento deve haver a busca de informações, a inspiração para a pesquisa, a perseverança perante as perdas e a disciplina para sustentar planos que demoram a acontecer. É ao nos envolver com o assunto que desenvolvemos a técnica, seja ela inata ou não.

Em algum grau, todos querem enriquecer, mas nem todos conseguem se organizar para efetivamente batalhar por isso. Acredito que enriquecer é uma questão de escolha, por isso vejo em cada ser humano a capacidade de praticar essa arte – a diferença é que alguns têm se dedicado mais que outros, seja por vontade, seja por terem descoberto os caminhos certos antes de muitos.

Porém, assim como nas artes, a união de duas pessoas inspiradas em seus projetos pessoais nem sempre resulta em um fantástico dueto. Os motivos? Podem ser vários, do egoísmo à ganância, da individualidade à ignorância, ou simplesmente a falta de planos adequados.

Por mais geniais que sejam os artistas, não basta uni-los. É preciso que eles se inspirem para construir um projeto comum caso realmente queiram ver sua obra de arte se tornar genial.

Não importa quão competente você é na arte de enriquecer. Teoricamente, lidar com o dinheiro deveria ser uma tarefa mais simples de se fazer em família do que individualmente. Afinal, duas cabeças pensam melhor que uma. Porém, a prática mostra que, de simples, essa tarefa não tem nada. O que funciona para um indivíduo não necessariamente funcionará para outro ou para a vida a dois, pois existe toda uma complexidade de sentimentos, hábitos e histórico familiar envolvidos. Isso se traduz em duas pessoas com vontades diferentes, expectativas de consumo diferentes, níveis de ansiedade diferen­tes, conhecimentos diferentes e habilidades diferentes, principalmente quando se trata de habilidades matemáticas ou econômicas.

Por isso não basta seguir um punhado de regras predefinidas.

Unir forças não é garantia de um conjunto mais forte, principalmente quando o assunto é riqueza. Quantos casamentos terminam em divórcio por causa de dinheiro? O mesmo acontece com parceiros de negócios, irmãos, comerciantes e clientes. O dinheiro é o meio que viabiliza nossas ambições, por isso mexe com nossas emoções.

Pense nos motivos que geram brigas entre casais que você conhece. Por exemplo, buscando seu bem-estar, alguém gasta dinheiro sem contar ao seu parceiro. Ou um dos dois perde o emprego, a renda combinada cai e eles não podem mais comprar certas coisas. Ou famílias não se entendem em razão de hábitos de consumo diferentes. E o que falar de casais que têm que lidar com a pensão de filhos de relacionamentos anteriores? Pesquisas mostram que assuntos relacionados ao dinheiro são o segundo maior motivo de separação no mundo, perdendo apenas para a infidelidade.

Sou muito feliz em meu casamento com a Adriana. Mas se você acha que é porque ganho muito dinheiro com o sucesso de meu trabalho, quero derrubar esse mito desde já. Em nosso relacionamento, nem sempre tivemos a tranquilidade e a disponibilidade financeira que temos hoje. Na verdade, problemas foram frequentes – e até mais frequentes do que na vida de muitos de meus amigos –, pois comecei a trabalhar tarde. No início de nosso namoro, nossa renda mal dava para a alimentação. Morávamos com nossos pais. Nosso luxo era jantar fora às sextas-feiras – com sorte, três semanas de hot dog ou comidinhas de padaria permitiam fechar o mês com um jantar mais romântico.

Aos 24 anos, eu ganhava menos do que a maioria de meus amigos. Acompanhar as amizades, principalmente quando todos começaram a celebrar seus casamentos, nos fez passar por algumas privações. E privar-nos de pequenas tradições quando ainda estamos na fase do namoro certamente não é a forma mais fácil de fortalecer uma relação. Porém, o hábito de fazer sacrifícios e compensá-los depois logo passou a ser uma marca de nosso namoro. Apertávamos o cinto para alcançar projetos mais ambiciosos, como um fim de semana com amigos em uma pousada ou ingressos para um parque temático perto de casa. Conversávamos sobre casamento, que parecia um sonho distante para nossa renda. Mas a vontade de casar nos fez colocar a faca nos dentes e correr atrás de nosso desejo. Passamos a trabalhar mais, deixamos de jantar fora e passear, poupamos como poucas pessoas conseguem fazer e realizamos não só esse sonho, mas muitos dos que vieram depois.

Mesmo assim, nosso dinheiro era canalizado para objetivos bem definidos entre o casal. Não sobrava para excessos. Não dá para afirmar que levávamos uma vida confortável. Por outro lado, conversávamos muito sobre isso, dividindo o assunto com amigos. Assim, um de nossos objetivos principais passou a ser mudar essa realidade. Decidimos poupar para termos mais opções na vida, mas também tínhamos a certeza de que não que­ríamos passar a vida toda na expectativa da mudança. Queríamos passar a viver melhor, e em breve.

Encontrar um caminho enquanto ainda éramos jovens nos trouxe grande motivação e fôlego para os desafios do trabalho de ambos. Felizmente, apesar das várias pequenas discussões que tivemos sobre nossas escolhas financeiras, não precisamos administrar problemas realmente graves de relacionamento por causa de dinheiro. Creio que o jogo aberto e o esforço em buscarmos respostas rápidas (nem sempre viáveis) para superar situações de conflito ajudaram a nutrir nossa união.

Tínhamos os conflitos típicos de outros casais, mas nos orgulhávamos de termos aprendido a lidar com isso. Como eu tinha uma agenda ocupada com aulas, o que dificultava expandir minha atividade como consultor, decidi fazer dos livros um instrumento para ensinar às pessoas aquilo que eu e Adriana praticávamos em nossa vida. Eu havia estudado muito o assunto, era professor de Finanças e tive a felicidade de descobrir uma maneira aparentemente saudável de construir minha riqueza.

Foram as lições que aprendi nessa deliciosa experiência de vida com a Adriana que levei para os meus livros. Casais inteligentes enriquecem juntos, meu maior best-seller, trata – acredito que sem muita complicação – justamente da forma de cuidar do dinheiro que conduz famílias a uma situação de maior prosperidade e equilíbrio. Hoje, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos em vários países e após ter sido transformado em roteiro de cinema, tornou-se um manual para casais em todas as fases do relacionamento.

Porém, mesmo com minha dedicação a formular e revisar um modelo simples, e apesar do sucesso daquele livro, diariamente recebo comentários de leitores com dúvidas sobre questões específicas e situações que aparentemente podem colocar em xeque algumas de minhas ideias. Entretanto, hoje elas não são apenas ideias. Foram testadas e validadas em centenas de casos de consultoria que atendi entre os anos 2000 e 2008, o que me permite aperfeiçoar alguns argumentos e reforçar meu ponto de vista nos pontos em que a teoria merecia ajustes.

Há algo mais a discutir. Os casais que são felizes em seu relacionamento e que têm sucesso nas finanças adotam algumas práticas, nem sempre conscientes, que os ajudam a conduzir melhor suas escolhas. Algumas delas foram aprendidas com exemplos dos pais, outras com o convívio social, e outras tantas podem ter surgido simplesmente da química entre o casal. Não importa a origem: existem práticas que podem fazer seu relacionamento e sua vida financeira mudarem para melhor, e foi para tratar delas que decidi escrever este livro.

Essas práticas são recomendadas com base em exemplos e novas ideias que chegaram até mim nas consultorias e em contatos feitos por leitores, tanto aqueles com problemas quanto os que encontraram soluções criativas – às vezes geniais – para o sucesso de suas finanças. Afinal, a melhor coisa de meu trabalho é acumular histórias e poder compartilhá-las, para que mais gente possa viver em harmonia com o dinheiro e com a pessoa amada. Essa é a forma que escolhi para educar e que me proporciona muita realização. Se este livro mudar ao menos um pouquinho sua atitude em relação ao dinheiro e ao seu relacionamento amoroso, meu esforço terá valido a pena. Afinal, essa mudança será um passo importante para seu enriquecimento, pois, quando se trata de dinheiro, pequenas ações presentes geram enormes resultados que se multiplicam com o tempo. Não é crença, não é fé. A racional matemática financeira explica isso.

Boa leitura!

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Gustavo Cerbasi

Sobre o autor

Gustavo Cerbasi

Mestre em Administração pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA/USP) e graduado em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas. Possui especializações em Finanças pela Stern School of Business (New York University) e pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Sua preocupação maior está em torno do crescimento humano. Por isso, Cerbasi desenvolve treinamentos, palestras e consultorias para diversos públicos por todo o Brasil. Além disso, possui larga experiência prática e acadêmica em finanças dos negócios, planejamento familiar e economia doméstica. É autor de diversos livros, entre eles os best-sellers Dinheiro – Os segredos de quem tem e Casais inteligentes enriquecem juntos (Editora Gente) e Investimentos inteligentes (Thomas Nelson Brasil).

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