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Ouse crescer

Ouse crescer

TARA MOHR

Encontre sua voz e deixe sua marca no mundo

Encontre sua voz e deixe sua marca no mundo

“Finalmente um livro que vai empoderar um número enorme de mulheres e ajudá-las a assumir a força que têm.” – Elizabeth Gilbert, autora de Comer, rezar, amar

 

Em seus programas de liderança e coaching para mulheres, Tara Mohr percebeu que suas clientes ousavam pouco na carreira e na vida pessoal. Insegurança e autocrítica estavam por trás de atitudes conservadoras e confortáveis, que não condiziam com o tamanho de seus sonhos e ambições.

Neste livro, ela apresenta importantes conceitos e reflexões para ajudar você a liberar todo o seu potencial. Em capítulos objetivos, Tara aponta o que atrapalha seu crescimento e ensina como calar a voz interior que a faz duvidar de si mesma e se livrar do perfeccionismo. O programa Ouse crescer oferece ferramentas para apoiar o desenvolvimento pessoal e profissional e já formou mais de mil mulheres pelo mundo. Nele você vai aprender:

• O que o crescimento significa para mulheres como você – nada relacionado a marcos externos de sucesso, mas ao que atende a seus sonhos de vida e carreira.

• As desculpas que as mulheres dão para não ousarem enquanto convencem a si mesmas de que estão fazendo tudo que podem para crescer.

• Como diferenciar sua censora interior de sua mentora interior e reconhecer a sabedoria infalível que existe dentro de você.

• Os detalhes em sua maneira de falar e escrever que diminuem o impacto de sua mensagem e o que fazer para obter o efeito oposto.

• Como se livrar da dependência de feedbacks positivos e aproveitar melhor as críticas.

• Os comportamentos premiados na fase escolar que podem prejudicar as mulheres na vida adulta.

“Finalmente um livro que vai empoderar um número enorme de mulheres e ajudá-las a assumir a força que têm.” – Elizabeth Gilbert, autora de Comer, rezar, amar

 

Em seus programas de liderança e coaching para mulheres, Tara Mohr percebeu que suas clientes ousavam pouco na carreira e na vida pessoal. Insegurança e autocrítica estavam por trás de atitudes conservadoras e confortáveis, que não condiziam com o tamanho de seus sonhos e ambições.

Neste livro, ela apresenta importantes conceitos e reflexões para ajudar você a liberar todo o seu potencial. Em capítulos objetivos, Tara aponta o que atrapalha seu crescimento e ensina como calar a voz interior que a faz duvidar de si mesma e se livrar do perfeccionismo. O programa Ouse crescer oferece ferramentas para apoiar o desenvolvimento pessoal e profissional e já formou mais de mil mulheres pelo mundo. Nele você vai aprender:

• O que o crescimento significa para mulheres como você – nada relacionado a marcos externos de sucesso, mas ao que atende a seus sonhos de vida e carreira.

• As desculpas que as mulheres dão para não ousarem enquanto convencem a si mesmas de que estão fazendo tudo que podem para crescer.

• Como diferenciar sua censora interior de sua mentora interior e reconhecer a sabedoria infalível que existe dentro de você.

• Os detalhes em sua maneira de falar e escrever que diminuem o impacto de sua mensagem e o que fazer para obter o efeito oposto.

• Como se livrar da dependência de feedbacks positivos e aproveitar melhor as críticas.

• Os comportamentos premiados na fase escolar que podem prejudicar as mulheres na vida adulta.

Compre agora:

Ficha técnica
Lançamento 07/11/2016
Título original PLAYING BIG
Tradução AFONSO CELSO DA CUNHA CESAR
Formato 16 x 23 cm
Número de páginas 240
Peso 340 g
Acabamento BROCHURA
ISBN 978-85-431-0221-4
EAN 9788543102214
Preço R$ 34,90
Ficha técnica e-book
eISBN 9788543104058
Preço R$ 24,99
Lançamento 07/11/2016
Título original PLAYING BIG
Tradução AFONSO CELSO DA CUNHA CESAR
Formato 16 x 23 cm
Número de páginas 240
Peso 340 g
Acabamento BROCHURA
ISBN 978-85-431-0221-4
EAN 9788543102214
Preço R$ 34,90

E-book

eISBN 9788543104058
Preço R$ 24,99

Leia um trecho do livro

INTRODUÇÃO

Você conhece esta mulher. É sua amiga ou colega de trabalho. Uma pessoa inteligente e criativa. Ela é incrível: qualquer que seja a situação na empresa, na comunidade ou nos noticiários, ela tem ótimas ideias sobre o que precisa ser feito. Também é muito íntegra – não é gananciosa, não cede a tentações de corrupção, não tem sede de poder. E é engraçada, calorosa e confiável.

De vez em quando, você a ouve falar e pensa: como seria bom se pessoas como ela estivessem no topo…

Pois saiba que alguém vê você da mesma maneira que você enxerga essa mulher. Na verdade, muita gente. Para nós, você é essa mulher talentosa que não sabe as habilidades que tem. Você é a mulher que poderia criar uma empresa inovadora ou tirar uma firma do atoleiro, contribuir com boas ideias para a escola do seu filho ou escrever um livro que mudaria milhares de vidas. Você é essa mulher extraordinária que gostaríamos que estivesse se manifestando mais e aparecendo para o mundo.

Ouse crescer foi escrito para ajudá-la a transpor o abismo entre o que enxergamos em você e o que você sabe sobre si mesma. É um guia prático para superar as inseguranças e criar o que você deseja com mais intensidade – na profissão, na comunidade ou em alguma atividade pela qual tenha paixão. Não se trata daquela velha ideia de que vencer na vida significa ter mais dinheiro, cargos de prestígio, grandes impérios ou fama. Ter sucesso de verdade é viver com mais liberdade para expressar suas opiniões e realizar suas aspirações. É se atrever a pensar grande de acordo com o que isso de fato significa para você. E se você ainda não souber o que é, as ideias e ferramentas aqui apresentadas vão ajudá-la a descobrir.

Esse conceito de ousar crescer não se refere a subir na hierarquia dentro de sistemas falidos, mas a aplicar suas ideias para mudar esses sistemas. Não é “aceitar” ou “rejeitar” de acordo com o que a sociedade estabelece. É descartar os rótulos limitadores e reorientar o foco para seus anseios e sonhos, e ousar tentar realizá-los.

•••

Este livro nasceu de uma frustração e de uma esperança. A frustração? Mulheres brilhantes estão ousando pouco. A esperança? Que o mundo possa mudar – para melhor, para muito melhor – por meio de uma participação feminina mais ampla e mais ativa.

Nisha foi uma de minhas primeiras clientes de coaching: 30 e poucos anos, cabelos longos ondulados, sempre vestida com cores fortes, que realçavam ainda mais seu rosto bonito. Nisha era uma gerente de nível médio, responsável pela gestão de softwares em uma organização sem fins lucrativos. Era conhecida no ambiente de trabalho como uma gestora organizada e discreta, boa em implementar os planos de outras pessoas.

Em nossas sessões de coaching, porém, vim a conhecer uma Nisha muito diferente. Ela se revelou uma aprendiz ávida, que passava boa parte do tempo livre lendo os periódicos e livros importantes relacionados à sua área de atuação. Também era criativa, cheia de ideias sobre como a organização poderia se tornar mais eficaz se incorporasse as descobertas recentes do setor. Por acaso eu conhecia bem os empregadores de Nisha, e bastaram poucas reuniões com ela para eu concluir que suas sugestões sobre o futuro da empresa eram pelo menos tão avançadas e inteligentes quanto as do presidente e as do Conselho de Administração, se não mais. No entanto, ninguém no trabalho de Nisha sabia disso. As ideias e
os talentos dela estavam ocultos. Não se manifestavam fora da cabeça
e do coração dela,
não ecoavam na organização.

Com frequência eu encontrava, entre minhas clientes de coaching, minhas amigas e colegas, mulheres como Nisha: profissionais brilhantes, mas que mal conseguiam enxergar o próprio brilho, convencidas de que suas ideias precisavam ser mais bem elaboradas antes de serem postas em prática, ou que – por motivos que elas mesmas desconheciam – não avançavam em direção à concretização de seus maiores sonhos e anseios. Isso me incomodava muito, porque eu queria viver no mundo melhor, mais humano e mais esclarecido que, eu tinha certeza, aquelas mulheres seriam capazes
de construir.

Elizabeth, outra cliente, era uma dinâmica ex-editora de revistas que havia adotado quatro crianças no exterior e tinha vontade de escrever sobre suas experiências com adoção. Ela me disse: “Tara, sinto que aprendi muito sobre o que realmente é a maternidade e sobre o que é a vida. No entanto, não tem ninguém por aí falando dessas coisas. Quando olho para o mundo, é como se a questão da adoção nem existisse.”

Fiz questão de ler o blog de Elizabeth – textos que ela escreveu rapidamente em meio a seus muitos compromissos. Eles eram fortes, e ela realmente falava sobre maternidade e amor de uma forma nova e importante. Minha vontade era ver o ponto de vista dela nas páginas de opiniões dos jornais ou nas estantes das livrarias. Mas, apesar das muitas conexões de Elizabeth no mercado editorial, ela estava paralisada – reprimida por crises de insegurança, oprimida e confusa quanto às medidas práticas a tomar.

E também havia Cynthia, diretora de vendas de uma empresa de tecnologia no Vale do Silício. Extremamente astuta e dedicada, destacava-se pela incrível capacidade de mediar conflitos. Mas Cynthia se sentia um pouco entediada no trabalho – atuava na mesma função fazia mais de uma década, sem nunca ter gostado muito, para começar. Entretanto, estava muito interessada em outra área da empresa, a exploração de uma nova linha de negócios que poderia oferecer serviços valiosos para os clientes e ter muito sucesso. Quando conversamos sobre a hipótese de ela propor à alta administração que investisse na inovação e deixasse o novo empreendimento sob sua supervisão, Cynthia não conseguia acreditar que ela merecesse aquela oportunidade especial.

Cada uma dessas mulheres tinha o potencial de moldar suas organizações e comunidades de maneira muito mais significativa do que vinham fazendo até então. Todas tinham talento, inteligência e conhecimento suficientes para concretizar o sonho que supunham inalcançável. Mas todas estavam deixando escapar um bocado de alegria, realização profissional e sucesso.

Acredito que quase todas nós somos, sob alguns aspectos, como essas mulheres – não percebemos que nossos grandes sonhos são possíveis, não enxergamos nossa capacidade e ainda não construímos carreiras tão bem-sucedidas e vibrantes quanto seria possível.

Eu me sentia pessoalmente frustrada com o que observava em minhas clientes. Nisha tinha ideias e opiniões valiosas que poderiam contribuir para o avanço de sua organização. Cynthia era o tipo de líder dedicada, ética e colaborativa de que tanto precisamos no mundo empresarial. Os textos de Elizabeth sobre adoção e maternidade narravam uma história impressionante, ainda não abordada pela maioria das discussões. Eu queria ver mulheres brilhantes como essas e suas ideias impactando o mundo. Portanto, para mim, conseguir fazê-las soltar a voz era uma questão urgente tanto do ponto de vista pessoal quanto do profissional, afinal elas estavam me procurando em busca de ajuda.

•••

Meu trabalho de coaching com elas se transformou em um laboratório de descobertas: o que possibilitaria que essas mulheres construíssem a carreira e a vida que realmente almejavam? Sessões de coaching são a hora da verdade. Não basta dar conselhos que parecem bons; é preciso promover, junto com o cliente, a mudança que ele está buscando.

Eu precisava descobrir o que seria necessário acontecer para que Nisha se tornasse uma líder respeitada em sua organização, para que os textos de Elizabeth alcançassem pessoas além do círculo de parentes e amigos e para que Cynthia realizasse um trabalho que a enchesse de energia todos os dias.

Eu conhecia as respostas convencionais: mais confiança, bons mentores, compromisso com as etapas para a realização dos objetivos. Mas logo aprendi que nada disso era útil de fato. Táticas e dicas – como elaborar o currículo, como se comportar nas entrevistas, como negociar, como falar em público – não ajudavam muito, pois as mulheres não conseguiriam usar todos esses novos recursos se sua base interior para assumir riscos, superar medos e lidar com a insegurança ainda não tivesse sido construída.
Auxiliar as mulheres a desenvolver relacionamentos com mentores era ineficaz, porque, sem as ferramentas para confiar nas próprias ideias e para avaliar os conselhos dos mentores, elas se perderiam em meio às opiniões alheias e se afastariam do curso que era realmente o melhor para elas.

Os recursos convencionais não eram profundos o suficiente para identificar o que estava impedindo o progresso das mulheres ou do que elas precisavam para ir adiante.

O que efetivamente ajudaria as mulheres a ousar crescer seria um conjunto de conceitos e práticas capazes de mudar a maneira como se viam e o tipo de atitude que tomavam. Também incluiria uma sequência de ações – abandonar o que as fazia dar ouvidos à voz interior que levantava dúvidas sobre si mesmas e passar a escutar a voz da tranquilidade e da sabedoria; libertar-se do perfeccionismo e do excesso de planejamento e aprender uma nova maneira de tomar decisões rápidas; calar a preocupação com as opiniões alheias e focar na autorrealização. Todas essas peças se encaixariam para criar uma infraestrutura interior que impulsionaria as mulheres a avançar com ousadia rumo a seus sonhos, ao mesmo tempo superando os obstáculos internos e enfrentando melhor os desafios externos.

Esse conjunto de ferramentas e práticas levou diferentes mulheres a ousar em suas carreiras: mulheres jovens e mais velhas, executivas e empreendedoras novatas, profissionais no mundo dos negócios, na área social e nas artes. Depois de alguns anos atuando como coaching para mulheres, sistematizei o trabalho que vinha realizando com minhas clientes e desenvolvi uma experiência grupal, um programa de liderança chamado Ouse crescer – Playing Big, que, desde a primeira sessão, foi alvo de comentários entusiasmados. Hoje, mais de mil mulheres de todo o mundo já participaram do programa. Algumas aplicaram as ideias em carreiras dinâmicas e bem-sucedidas; outras, na realização de objetivos não profissionais, como paixões criativas ou atividades de voluntariado. Sinto orgulho de, como resultado do programa, as participantes relatarem que:

  • se sentem mais confiantes;
  • compartilham suas ideias, dúvidas e críticas com mais frequência e coragem;
  • têm menos medo de críticas;
  • comunicam-se de maneira assertiva e poderosa;
  • são capazes de explorar com mais facilidade sua sabedoria interior;
  • percebem com mais nitidez que já têm tudo de que precisam para alcançar o que querem em sua carreira;
  • veem-se como parte de uma rede global de mulheres que buscam empreender mudanças positivas;
  • estão ousando crescer, de acordo com o que crescer significa para elas.

Todas essas transformações interiores as levaram a implementar as mudanças profissionais que desejavam, conquistar promoções e aumentos salariais, criar e desenvolver os próprios negócios e assumir funções de liderança. Elas começaram a transformar suas comunidades – e o mundo – como sempre sonharam. Neste livro, você terá acesso a tudo o que elas aprenderam, de modo que possa descobrir o próprio caminho e ousar crescer.

INTRODUÇÃO

Você conhece esta mulher. É sua amiga ou colega de trabalho. Uma pessoa inteligente e criativa. Ela é incrível: qualquer que seja a situação na empresa, na comunidade ou nos noticiários, ela tem ótimas ideias sobre o que precisa ser feito. Também é muito íntegra – não é gananciosa, não cede a tentações de corrupção, não tem sede de poder. E é engraçada, calorosa e confiável.

De vez em quando, você a ouve falar e pensa: como seria bom se pessoas como ela estivessem no topo…

Pois saiba que alguém vê você da mesma maneira que você enxerga essa mulher. Na verdade, muita gente. Para nós, você é essa mulher talentosa que não sabe as habilidades que tem. Você é a mulher que poderia criar uma empresa inovadora ou tirar uma firma do atoleiro, contribuir com boas ideias para a escola do seu filho ou escrever um livro que mudaria milhares de vidas. Você é essa mulher extraordinária que gostaríamos que estivesse se manifestando mais e aparecendo para o mundo.

Ouse crescer foi escrito para ajudá-la a transpor o abismo entre o que enxergamos em você e o que você sabe sobre si mesma. É um guia prático para superar as inseguranças e criar o que você deseja com mais intensidade – na profissão, na comunidade ou em alguma atividade pela qual tenha paixão. Não se trata daquela velha ideia de que vencer na vida significa ter mais dinheiro, cargos de prestígio, grandes impérios ou fama. Ter sucesso de verdade é viver com mais liberdade para expressar suas opiniões e realizar suas aspirações. É se atrever a pensar grande de acordo com o que isso de fato significa para você. E se você ainda não souber o que é, as ideias e ferramentas aqui apresentadas vão ajudá-la a descobrir.

Esse conceito de ousar crescer não se refere a subir na hierarquia dentro de sistemas falidos, mas a aplicar suas ideias para mudar esses sistemas. Não é “aceitar” ou “rejeitar” de acordo com o que a sociedade estabelece. É descartar os rótulos limitadores e reorientar o foco para seus anseios e sonhos, e ousar tentar realizá-los.

•••

Este livro nasceu de uma frustração e de uma esperança. A frustração? Mulheres brilhantes estão ousando pouco. A esperança? Que o mundo possa mudar – para melhor, para muito melhor – por meio de uma participação feminina mais ampla e mais ativa.

Nisha foi uma de minhas primeiras clientes de coaching: 30 e poucos anos, cabelos longos ondulados, sempre vestida com cores fortes, que realçavam ainda mais seu rosto bonito. Nisha era uma gerente de nível médio, responsável pela gestão de softwares em uma organização sem fins lucrativos. Era conhecida no ambiente de trabalho como uma gestora organizada e discreta, boa em implementar os planos de outras pessoas.

Em nossas sessões de coaching, porém, vim a conhecer uma Nisha muito diferente. Ela se revelou uma aprendiz ávida, que passava boa parte do tempo livre lendo os periódicos e livros importantes relacionados à sua área de atuação. Também era criativa, cheia de ideias sobre como a organização poderia se tornar mais eficaz se incorporasse as descobertas recentes do setor. Por acaso eu conhecia bem os empregadores de Nisha, e bastaram poucas reuniões com ela para eu concluir que suas sugestões sobre o futuro da empresa eram pelo menos tão avançadas e inteligentes quanto as do presidente e as do Conselho de Administração, se não mais. No entanto, ninguém no trabalho de Nisha sabia disso. As ideias e
os talentos dela estavam ocultos. Não se manifestavam fora da cabeça
e do coração dela,
não ecoavam na organização.

Com frequência eu encontrava, entre minhas clientes de coaching, minhas amigas e colegas, mulheres como Nisha: profissionais brilhantes, mas que mal conseguiam enxergar o próprio brilho, convencidas de que suas ideias precisavam ser mais bem elaboradas antes de serem postas em prática, ou que – por motivos que elas mesmas desconheciam – não avançavam em direção à concretização de seus maiores sonhos e anseios. Isso me incomodava muito, porque eu queria viver no mundo melhor, mais humano e mais esclarecido que, eu tinha certeza, aquelas mulheres seriam capazes
de construir.

Elizabeth, outra cliente, era uma dinâmica ex-editora de revistas que havia adotado quatro crianças no exterior e tinha vontade de escrever sobre suas experiências com adoção. Ela me disse: “Tara, sinto que aprendi muito sobre o que realmente é a maternidade e sobre o que é a vida. No entanto, não tem ninguém por aí falando dessas coisas. Quando olho para o mundo, é como se a questão da adoção nem existisse.”

Fiz questão de ler o blog de Elizabeth – textos que ela escreveu rapidamente em meio a seus muitos compromissos. Eles eram fortes, e ela realmente falava sobre maternidade e amor de uma forma nova e importante. Minha vontade era ver o ponto de vista dela nas páginas de opiniões dos jornais ou nas estantes das livrarias. Mas, apesar das muitas conexões de Elizabeth no mercado editorial, ela estava paralisada – reprimida por crises de insegurança, oprimida e confusa quanto às medidas práticas a tomar.

E também havia Cynthia, diretora de vendas de uma empresa de tecnologia no Vale do Silício. Extremamente astuta e dedicada, destacava-se pela incrível capacidade de mediar conflitos. Mas Cynthia se sentia um pouco entediada no trabalho – atuava na mesma função fazia mais de uma década, sem nunca ter gostado muito, para começar. Entretanto, estava muito interessada em outra área da empresa, a exploração de uma nova linha de negócios que poderia oferecer serviços valiosos para os clientes e ter muito sucesso. Quando conversamos sobre a hipótese de ela propor à alta administração que investisse na inovação e deixasse o novo empreendimento sob sua supervisão, Cynthia não conseguia acreditar que ela merecesse aquela oportunidade especial.

Cada uma dessas mulheres tinha o potencial de moldar suas organizações e comunidades de maneira muito mais significativa do que vinham fazendo até então. Todas tinham talento, inteligência e conhecimento suficientes para concretizar o sonho que supunham inalcançável. Mas todas estavam deixando escapar um bocado de alegria, realização profissional e sucesso.

Acredito que quase todas nós somos, sob alguns aspectos, como essas mulheres – não percebemos que nossos grandes sonhos são possíveis, não enxergamos nossa capacidade e ainda não construímos carreiras tão bem-sucedidas e vibrantes quanto seria possível.

Eu me sentia pessoalmente frustrada com o que observava em minhas clientes. Nisha tinha ideias e opiniões valiosas que poderiam contribuir para o avanço de sua organização. Cynthia era o tipo de líder dedicada, ética e colaborativa de que tanto precisamos no mundo empresarial. Os textos de Elizabeth sobre adoção e maternidade narravam uma história impressionante, ainda não abordada pela maioria das discussões. Eu queria ver mulheres brilhantes como essas e suas ideias impactando o mundo. Portanto, para mim, conseguir fazê-las soltar a voz era uma questão urgente tanto do ponto de vista pessoal quanto do profissional, afinal elas estavam me procurando em busca de ajuda.

•••

Meu trabalho de coaching com elas se transformou em um laboratório de descobertas: o que possibilitaria que essas mulheres construíssem a carreira e a vida que realmente almejavam? Sessões de coaching são a hora da verdade. Não basta dar conselhos que parecem bons; é preciso promover, junto com o cliente, a mudança que ele está buscando.

Eu precisava descobrir o que seria necessário acontecer para que Nisha se tornasse uma líder respeitada em sua organização, para que os textos de Elizabeth alcançassem pessoas além do círculo de parentes e amigos e para que Cynthia realizasse um trabalho que a enchesse de energia todos os dias.

Eu conhecia as respostas convencionais: mais confiança, bons mentores, compromisso com as etapas para a realização dos objetivos. Mas logo aprendi que nada disso era útil de fato. Táticas e dicas – como elaborar o currículo, como se comportar nas entrevistas, como negociar, como falar em público – não ajudavam muito, pois as mulheres não conseguiriam usar todos esses novos recursos se sua base interior para assumir riscos, superar medos e lidar com a insegurança ainda não tivesse sido construída.
Auxiliar as mulheres a desenvolver relacionamentos com mentores era ineficaz, porque, sem as ferramentas para confiar nas próprias ideias e para avaliar os conselhos dos mentores, elas se perderiam em meio às opiniões alheias e se afastariam do curso que era realmente o melhor para elas.

Os recursos convencionais não eram profundos o suficiente para identificar o que estava impedindo o progresso das mulheres ou do que elas precisavam para ir adiante.

O que efetivamente ajudaria as mulheres a ousar crescer seria um conjunto de conceitos e práticas capazes de mudar a maneira como se viam e o tipo de atitude que tomavam. Também incluiria uma sequência de ações – abandonar o que as fazia dar ouvidos à voz interior que levantava dúvidas sobre si mesmas e passar a escutar a voz da tranquilidade e da sabedoria; libertar-se do perfeccionismo e do excesso de planejamento e aprender uma nova maneira de tomar decisões rápidas; calar a preocupação com as opiniões alheias e focar na autorrealização. Todas essas peças se encaixariam para criar uma infraestrutura interior que impulsionaria as mulheres a avançar com ousadia rumo a seus sonhos, ao mesmo tempo superando os obstáculos internos e enfrentando melhor os desafios externos.

Esse conjunto de ferramentas e práticas levou diferentes mulheres a ousar em suas carreiras: mulheres jovens e mais velhas, executivas e empreendedoras novatas, profissionais no mundo dos negócios, na área social e nas artes. Depois de alguns anos atuando como coaching para mulheres, sistematizei o trabalho que vinha realizando com minhas clientes e desenvolvi uma experiência grupal, um programa de liderança chamado Ouse crescer – Playing Big, que, desde a primeira sessão, foi alvo de comentários entusiasmados. Hoje, mais de mil mulheres de todo o mundo já participaram do programa. Algumas aplicaram as ideias em carreiras dinâmicas e bem-sucedidas; outras, na realização de objetivos não profissionais, como paixões criativas ou atividades de voluntariado. Sinto orgulho de, como resultado do programa, as participantes relatarem que:

  • se sentem mais confiantes;
  • compartilham suas ideias, dúvidas e críticas com mais frequência e coragem;
  • têm menos medo de críticas;
  • comunicam-se de maneira assertiva e poderosa;
  • são capazes de explorar com mais facilidade sua sabedoria interior;
  • percebem com mais nitidez que já têm tudo de que precisam para alcançar o que querem em sua carreira;
  • veem-se como parte de uma rede global de mulheres que buscam empreender mudanças positivas;
  • estão ousando crescer, de acordo com o que crescer significa para elas.

Todas essas transformações interiores as levaram a implementar as mudanças profissionais que desejavam, conquistar promoções e aumentos salariais, criar e desenvolver os próprios negócios e assumir funções de liderança. Elas começaram a transformar suas comunidades – e o mundo – como sempre sonharam. Neste livro, você terá acesso a tudo o que elas aprenderam, de modo que possa descobrir o próprio caminho e ousar crescer.

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Tara Mohr

Sobre o autor

Tara Mohr

Especialista em liderança feminina. Formada em literatura inglesa em Yale e com um MBA de Stanford, é colunista do The Huffington Post e costuma ser convidada pela imprensa para falar de temas relacionados a mulheres e carreira. Já apareceu em programas de TV como Today Show e outros veículos como ForbesWoman, Harvard Business Review, Whole Living e The Financial Times, entre outros. Em 2011, criou o programa Ouse crescer – Playing Big, que oferece ferramentas de apoio ao crescimento pessoal e profissional e já formou mais de mil mulheres pelo mundo. Seus conceitos integram o programa de desenvolvimento de liderança de empresas como T-Mobile, Starbucks, Bank of America, Amazon e muitas outras. Também foram incorporados em escolas de ensino fundamental e médio nos Estados Unidos e no Reino Unido para promover o desenvolvimento feminino. Ouse crescer foi considerado o livro do ano pelo iBooks da Apple em 2014.

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