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NÃO FICÇÃO

Chega de plástico

Chega de plástico

THE ORION PUBLISHING GROUP LTD.

101 maneiras de se livrar do plástico e salvar o planeta

101 maneiras de se livrar do plástico e salvar o planeta

A guerra contra o plástico já começou e você é uma peça fundamental nesta luta.

Juntos nós PODEMOS fazer a diferença!

#chegadeplástico

 

Você sabia que existem 51 trilhões de micropartículas de plástico nos oceanos neste momento?

A guerra contra o plástico já começou e você é uma peça fundamental nesta luta.

Este livro ilustrado contém 101 dicas simples que qualquer pessoa pode seguir para evitar o uso do plástico descartável.

Você pode e deve fazer a sua parte. Cada decisão consciente que você toma no dia a dia é um passo para salvar o planeta.

A guerra contra o plástico já começou e você é uma peça fundamental nesta luta.

Juntos nós PODEMOS fazer a diferença!

#chegadeplástico

 

Você sabia que existem 51 trilhões de micropartículas de plástico nos oceanos neste momento?

A guerra contra o plástico já começou e você é uma peça fundamental nesta luta.

Este livro ilustrado contém 101 dicas simples que qualquer pessoa pode seguir para evitar o uso do plástico descartável.

Você pode e deve fazer a sua parte. Cada decisão consciente que você toma no dia a dia é um passo para salvar o planeta.

Compre agora:

Ficha técnica
Lançamento 14/01/2019
Título original F**K PLASTIC
Tradução F**K PLASTIC
Formato 12 x 18 cm
Número de páginas 128
Peso 340 g
Acabamento BROCHURA
ISBN 978-85-431-0689-2
EAN 9788543106892
Preço R$ 29,90
Ficha técnica e-book
eISBN 9788543106908
Preço R$ 19,99
Lançamento 14/01/2019
Título original F**K PLASTIC
Tradução F**K PLASTIC
Formato 12 x 18 cm
Número de páginas 128
Peso 340 g
Acabamento BROCHURA
ISBN 978-85-431-0689-2
EAN 9788543106892
Preço R$ 29,90

E-book

eISBN 9788543106908
Preço R$ 19,99

Leia um trecho do livro

Introdução

Plástico: qual é o problema?

O plástico continua sendo uma grande invenção. Está presente na composição de objetos como seringas, próteses de quadril, capacetes de proteção, laptops, celulares, automóveis, etc. Vamos ser sinceros: não há a menor chance de ele desaparecer da nossa vida. E o grande problema é justamente este: a infinidade de objetos descartáveis de plástico que adquirimos todos os dias sem perceber também não vai desaparecer. Uma sacola plástica é utilizada, em média, durante 15 minutos,1 mas ainda estará no planeta por um período que pode variar entre 100 e 300 anos. A garrafa de água que você comprou no almoço pode durar 450 anos.

A maioria dos plásticos é reciclável, mas muitas usinas de reciclagem não conseguem dar conta do volume de material plástico que consumimos a cada ano, e em certos casos a quantidade de energia necessária para reciclar um produto é tão grande que faz com que a própria reciclagem seja em vão. Isso significa que grande quantidade do plástico que jogamos na lixeira de recicláveis vai parar, junto com o que já é deixado em lixeiras comuns, em aterros sanitários.

É claro que isso não é o ideal (lembra do filme WALL-E?), mas, além disso, anualmente, a gigantesca quantidade de 8 milhões de toneladas de plástico vai parar nos nossos oceanos.2 Um terço desse número é composto por objetos que caem de navios ou são perdidos no mar; os cerca de 5 milhões restantes provêm do lixo jogado nas praias; de objetos descartados em cidades grandes ou pequenas e que vão parar nos rios e esgotos; de vazamentos industriais; de mau gerenciamento de aterros sanitários e lixeiras perto da costa; e de coisas jogadas no vaso sanitário. A soma de tudo isso resulta na quantidade de partículas microscópicas de plástico que existe nos oceanos hoje em dia:

51 trilhões

O número é tão descomunal que não é fácil sequer compreender sua magnitude. É 500 vezes o número de estrelas na galáxia.3 E isso é um problema por muitos motivos. Um deles é que ninguém quer ir à praia nadar no meio do lixo nem passear numa areia imunda. A razão mais importante, porém, é que isso pode ser mortal para a vida selvagem – peixes, golfinhos, aves marinhas e focas podem acabar ingerindo ou ficando presos em plástico. Especialistas estimam que, até 2050, 99% das aves marinhas terão plástico dentro do estômago.4

Isso também nos afeta diretamente. Mais de 30% dos peixes destinados ao consumo humano ingeriram plástico. Portanto, se você come peixe, pode estar ingerindo aquilo que descarta.5 Os cientistas ainda estão pesquisando até que ponto isso é prejudicial para nós. Mas pelo fato de o plástico absorver substâncias químicas relacionadas a distúrbios endocrinológicos (hormonais) e até alguns tipos de câncer, a realidade parece bem sombria.6

É possível retirar todo o plástico espalhado pelos oceanos?

Só 1% da poluição plástica flutua na superfície do mar – a grande maioria se transforma em partículas microscópicas. Por isso, mesmo que conseguíssemos fazer com que todos os países financiassem uma limpeza geral dos oceanos, seria quase impossível concluir essa tarefa – isso para não mencionar a seguinte questão: mesmo que conseguíssemos tirar todo o plástico do mar, onde o colocaríamos? Onde caberiam esses 8 milhões de toneladas que despejamos no mar todos os anos sem nos dar conta?

Então, o que podemos fazer?

Ainda bem que você perguntou! Precisamos parar com a poluição plástica agora, para que ela não piore. Nos últimos anos os debates sobre o plástico têm recebido cada vez mais atenção. Devemos fazer com que esse movimento continue até que sejam encontradas alternativas a todos os objetos de plástico descartáveis e eles sejam banidos de vez da nossa vida. Iniciativas incríveis têm surgido no mundo todo para mostrar que estamos caminhando nessa direção. Eis algumas delas:

  • Muitos países estão tentando banir o plástico: a França proibiu o uso de copos, pratos e talheres de plástico em 2016; a Escócia fez o mesmo com os cotonetes; o estado indiano de Karnataka proibiu o uso de plástico em todo o território; e alguns países, como Taiwan, simplesmente baniram todo e qualquer tipo de plástico descartável.
  • Em 2018, o Rio de Janeiro se tornou a primeira capital brasileira a proibir o uso de canudos plásticos em quiosques, bares e restaurantes. É permitido o fornecimento de canudos de material biodegradável aos clientes.
  • Diversos lugares, como o Marrocos, o território da Tasmânia, a França e alguns estados norte-americanos, proibiram o uso de sacolas de plástico ou passaram a cobrar por elas. No Reino Unido, só no primeiro ano, essa medida fez com que 6 bilhões de sacolas deixassem de ser produzidas – uma queda de 83%.
  • Um grande número de empresas e instituições se comprometeu a parar de utilizar plásticos descartáveis – até 2020 a BBC planeja aderir a essa medida, que já está em vigor nos departamentos do governo do Reino Unido. Algumas marcas também assumiram esse compromisso. A Evian se comprometeu a usar garrafas recicladas até 2025, e a Coca-Cola tem planos de coletar e reciclar todas as suas embalagens até 2030.
  • Os supermercados também estão entrando nesse jogo. As filiais de Amsterdã da rede Ekoplaza de supermercados foram as primeiras a montar um corredor com produtos completamente livres de plástico; a Iceland foi a primeira rede de supermercados do Reino Unido a se comprometer a não utilizar plástico nos produtos de fabricação própria até 2023, e outras redes comunicaram que tomarão medidas semelhantes.
  • Austrália, Alemanha, Finlândia e outros países adotaram um sistema de depósito reembolsável para garrafas plásticas. Na prática, você paga uma pequena quantia por uma garrafa, mas recupera o valor se devolvê-la.
  • Os cientistas estão pesquisando formas de criar uma alternativa biodegradável ao plástico. O ma-terial teria a mesma durabilidade, mas não seria prejudicial aos oceanos nem duraria séculos. Uma solução que vem sendo desenvolvida utiliza a caseína – uma proteína encontrada no leite – para criar um material similar ao poliestireno que possa ser utilizado para embalar produtos.

E há muito mais que VOCÊ também pode fazer:

  • Cate o lixo. Se você mora no litoral, entre no espírito comunitário e participe de um mutirão de limpeza da praia – procure um perto de casa ou busque dicas sobre formas de organizar sua própria equipe de limpeza com ONGs e instituições. Se não mora no litoral, não tem problema. Se encontrar lixo às margens das ruas e estradas, cate-o – não deixe que ele desça pelo bueiro ou vá parar num rio.
  • Tenha voz ativa. Informe as empresas que encontrou lixo fabricado por elas em locais inadequados. Caso se depare com uma garrafa plástica na praia, tire uma foto, publique nas redes sociais e marque as empresas.7 E, se possível, envie o produto de volta para elas com tarifa paga pelo destinatário!
  • Cobre dos legisladores. Os governos enfim estão começando a perceber a importância do assunto – mas não os deixe esquecer! Use o e-mail ou as redes sociais para pressioná-los e garantir que deem prioridade ao tema.
  • E o jeito mais fácil de todos? Leia este livro! Aqui tem 101 ideias que vão ajudar você, seus amigos, familiares, colegas de trabalho, a pessoa ao seu lado no ônibus e todo mundo que encontrar pelo caminho a mudar de hábitos até não sermos mais tão dependentes do plástico. Então coloque essas sugestões em prática e divulgue-as o máximo que puder, pessoalmente ou pela internet, sempre com a hashtag #chegade-plástico.

Juntos nós PODEMOS fazer a diferença!

Introdução

Plástico: qual é o problema?

O plástico continua sendo uma grande invenção. Está presente na composição de objetos como seringas, próteses de quadril, capacetes de proteção, laptops, celulares, automóveis, etc. Vamos ser sinceros: não há a menor chance de ele desaparecer da nossa vida. E o grande problema é justamente este: a infinidade de objetos descartáveis de plástico que adquirimos todos os dias sem perceber também não vai desaparecer. Uma sacola plástica é utilizada, em média, durante 15 minutos,1 mas ainda estará no planeta por um período que pode variar entre 100 e 300 anos. A garrafa de água que você comprou no almoço pode durar 450 anos.

A maioria dos plásticos é reciclável, mas muitas usinas de reciclagem não conseguem dar conta do volume de material plástico que consumimos a cada ano, e em certos casos a quantidade de energia necessária para reciclar um produto é tão grande que faz com que a própria reciclagem seja em vão. Isso significa que grande quantidade do plástico que jogamos na lixeira de recicláveis vai parar, junto com o que já é deixado em lixeiras comuns, em aterros sanitários.

É claro que isso não é o ideal (lembra do filme WALL-E?), mas, além disso, anualmente, a gigantesca quantidade de 8 milhões de toneladas de plástico vai parar nos nossos oceanos.2 Um terço desse número é composto por objetos que caem de navios ou são perdidos no mar; os cerca de 5 milhões restantes provêm do lixo jogado nas praias; de objetos descartados em cidades grandes ou pequenas e que vão parar nos rios e esgotos; de vazamentos industriais; de mau gerenciamento de aterros sanitários e lixeiras perto da costa; e de coisas jogadas no vaso sanitário. A soma de tudo isso resulta na quantidade de partículas microscópicas de plástico que existe nos oceanos hoje em dia:

51 trilhões

O número é tão descomunal que não é fácil sequer compreender sua magnitude. É 500 vezes o número de estrelas na galáxia.3 E isso é um problema por muitos motivos. Um deles é que ninguém quer ir à praia nadar no meio do lixo nem passear numa areia imunda. A razão mais importante, porém, é que isso pode ser mortal para a vida selvagem – peixes, golfinhos, aves marinhas e focas podem acabar ingerindo ou ficando presos em plástico. Especialistas estimam que, até 2050, 99% das aves marinhas terão plástico dentro do estômago.4

Isso também nos afeta diretamente. Mais de 30% dos peixes destinados ao consumo humano ingeriram plástico. Portanto, se você come peixe, pode estar ingerindo aquilo que descarta.5 Os cientistas ainda estão pesquisando até que ponto isso é prejudicial para nós. Mas pelo fato de o plástico absorver substâncias químicas relacionadas a distúrbios endocrinológicos (hormonais) e até alguns tipos de câncer, a realidade parece bem sombria.6

É possível retirar todo o plástico espalhado pelos oceanos?

Só 1% da poluição plástica flutua na superfície do mar – a grande maioria se transforma em partículas microscópicas. Por isso, mesmo que conseguíssemos fazer com que todos os países financiassem uma limpeza geral dos oceanos, seria quase impossível concluir essa tarefa – isso para não mencionar a seguinte questão: mesmo que conseguíssemos tirar todo o plástico do mar, onde o colocaríamos? Onde caberiam esses 8 milhões de toneladas que despejamos no mar todos os anos sem nos dar conta?

Então, o que podemos fazer?

Ainda bem que você perguntou! Precisamos parar com a poluição plástica agora, para que ela não piore. Nos últimos anos os debates sobre o plástico têm recebido cada vez mais atenção. Devemos fazer com que esse movimento continue até que sejam encontradas alternativas a todos os objetos de plástico descartáveis e eles sejam banidos de vez da nossa vida. Iniciativas incríveis têm surgido no mundo todo para mostrar que estamos caminhando nessa direção. Eis algumas delas:

  • Muitos países estão tentando banir o plástico: a França proibiu o uso de copos, pratos e talheres de plástico em 2016; a Escócia fez o mesmo com os cotonetes; o estado indiano de Karnataka proibiu o uso de plástico em todo o território; e alguns países, como Taiwan, simplesmente baniram todo e qualquer tipo de plástico descartável.
  • Em 2018, o Rio de Janeiro se tornou a primeira capital brasileira a proibir o uso de canudos plásticos em quiosques, bares e restaurantes. É permitido o fornecimento de canudos de material biodegradável aos clientes.
  • Diversos lugares, como o Marrocos, o território da Tasmânia, a França e alguns estados norte-americanos, proibiram o uso de sacolas de plástico ou passaram a cobrar por elas. No Reino Unido, só no primeiro ano, essa medida fez com que 6 bilhões de sacolas deixassem de ser produzidas – uma queda de 83%.
  • Um grande número de empresas e instituições se comprometeu a parar de utilizar plásticos descartáveis – até 2020 a BBC planeja aderir a essa medida, que já está em vigor nos departamentos do governo do Reino Unido. Algumas marcas também assumiram esse compromisso. A Evian se comprometeu a usar garrafas recicladas até 2025, e a Coca-Cola tem planos de coletar e reciclar todas as suas embalagens até 2030.
  • Os supermercados também estão entrando nesse jogo. As filiais de Amsterdã da rede Ekoplaza de supermercados foram as primeiras a montar um corredor com produtos completamente livres de plástico; a Iceland foi a primeira rede de supermercados do Reino Unido a se comprometer a não utilizar plástico nos produtos de fabricação própria até 2023, e outras redes comunicaram que tomarão medidas semelhantes.
  • Austrália, Alemanha, Finlândia e outros países adotaram um sistema de depósito reembolsável para garrafas plásticas. Na prática, você paga uma pequena quantia por uma garrafa, mas recupera o valor se devolvê-la.
  • Os cientistas estão pesquisando formas de criar uma alternativa biodegradável ao plástico. O ma-terial teria a mesma durabilidade, mas não seria prejudicial aos oceanos nem duraria séculos. Uma solução que vem sendo desenvolvida utiliza a caseína – uma proteína encontrada no leite – para criar um material similar ao poliestireno que possa ser utilizado para embalar produtos.

E há muito mais que VOCÊ também pode fazer:

  • Cate o lixo. Se você mora no litoral, entre no espírito comunitário e participe de um mutirão de limpeza da praia – procure um perto de casa ou busque dicas sobre formas de organizar sua própria equipe de limpeza com ONGs e instituições. Se não mora no litoral, não tem problema. Se encontrar lixo às margens das ruas e estradas, cate-o – não deixe que ele desça pelo bueiro ou vá parar num rio.
  • Tenha voz ativa. Informe as empresas que encontrou lixo fabricado por elas em locais inadequados. Caso se depare com uma garrafa plástica na praia, tire uma foto, publique nas redes sociais e marque as empresas.7 E, se possível, envie o produto de volta para elas com tarifa paga pelo destinatário!
  • Cobre dos legisladores. Os governos enfim estão começando a perceber a importância do assunto – mas não os deixe esquecer! Use o e-mail ou as redes sociais para pressioná-los e garantir que deem prioridade ao tema.
  • E o jeito mais fácil de todos? Leia este livro! Aqui tem 101 ideias que vão ajudar você, seus amigos, familiares, colegas de trabalho, a pessoa ao seu lado no ônibus e todo mundo que encontrar pelo caminho a mudar de hábitos até não sermos mais tão dependentes do plástico. Então coloque essas sugestões em prática e divulgue-as o máximo que puder, pessoalmente ou pela internet, sempre com a hashtag #chegade-plástico.

Juntos nós PODEMOS fazer a diferença!

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