De cu pra lua - Sextante
Livro
ESTAÇÃO BRASIL

De cu pra lua

NELSON MOTTA

AUTOBIOGRAFIA DE NELSON MOTTA, PERSONAGEM FUNDAMENTAL NA CONSTRUÇÃO DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA.

 

“Sua produção como letrista e como descobridor e orientador de talentos possui peso histórico inigualado na nossa música. “ – CAETANO VELOSO

 

“Trabalho duro, inteligência, sensibilidade, generosidade, talento, bom senso, sabedoria e muita dedicação são as receitas da “sorte” do Nelsinho. A sorte só ajuda quem ajuda a sorte.” – MARISA MONTE

 

“Já era hora de contar a trajetória do rapaz que teve a sorte de estar no lugar certo e na hora certa enquanto muitos dos mais importantes movimentos culturais e artísticos da nossa história aconteciam.

Afinal, Nelsinho Motta foi um personagem fundamental na construção das mais belas páginas da música popular brasileira, ora como descobridor e produtor de talentos, ora como compositor, ora como crítico, ora como roteirista.

Neste livro, você conhecerá essa história repleta de lindas canções, grandes personalidades e episódios que marcaram a produção de arte no Brasil nas últimas décadas.” – PASCOAL SOTO

 

“Nelsinho Motta era um menino talentoso e informado. Suas conversas eram boas e suas letras de música também. Tornou-se um jornalista de perfil raríssimo: fez sucesso sem falar mal de ninguém. Além de escrever muitas coisas boas, ele ainda desenvolveu seu estilo jornalístico num articulismo independente e mostrou-se biógrafo e ficcionista de fôlego. É uma figura humana de grande sensatez e doçura.” – CAETANO VELOSO

 

“Sorte é a minha de ter encontrado Nelsinho cedo na vida e de ter contado com sua generosidade e seu talento. Imagina o que seria de nós todos sem “Como uma onda”. Tudo passa, menos o que fica.” – LULU SANTOS

 

“Quando quero contar vantagem, eu lembro que Nelsinho foi meu aluno de Comunicação Verbal na Escola Superior de Desenho Industrial, a Esdi – se não o melhor, certamente um dos melhores de todos os tempos da escola. Tenho muito orgulho desse privilégio. Um detalhe: tudo o que ele sabe não aprendeu comigo, aprendeu com ele mesmo – com quem, aliás, aprendo até hoje.” – ZUENIR VENTURA

 

“Que grande bênção a nossa ter um mestre a quem a maior reverência devida é chamá-lo por diminutivo, nosso para sempre Nelsinho.” – PEDRO BIAL

 

“Nelson Motta. Nelsinho, para nós.

Sempre menino, sempre adolescente,

Sempre de costas para o que já foi,

Sempre de frente para o sol nascente.” – GILBERTO GIL

 

“Nelson Motta é multimídia desde muito antes de a expressão multimídia existir.” – WASHINGTON OLIVETTO

 

“Paulistana da gema, o Rio sempre me encantou, desde pequena. E brinco que sem música não vou nem à padaria. Eu nunca tinha visitado a Cidade Maravilhosa – mas já a amava, por tudo que lia e ouvia. E amava personagens específicos que, no meu imaginário, se misturavam com a cidade pulsante, musical, viva que eu, sem conhecer pessoalmente, montava na cabeça. Nelsinho era um desses personagens. O nosso ponto de encontro no tête-à-tête foi Jorge Bastos Moreno.

Nelson Motta virou Nelsinho, e passamos a trocar impressões sobre a política brasileira, e nada me dava mais prazer do que ouvi-lo contar histórias sobre a sua trajetória, que se mistura com a cultura brasileira. Mas o que mais me chamava a atenção no Nelsinho era sua simplicidade, sua humildade, sempre acessível e com disposição para estar, comparecer – coisa de que só gigantes são capazes. Que sorte a minha poder conviver com ele!” – ANDREIA SADI

 

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Ficha técnica
Lançamento 28/10/2020
Formato 16 x 23 cm
Número de páginas 480
Peso 620 g
Acabamento brochura
ISBN 978-65-5733-004-3
EAN 9786557330043
Preço R$ 69,90
Ficha técnica e-book
eISBN 978-65-5733-003-6
Preço R$ 39,99
Selo
Estação Brasil
Lançamento 28/10/2020
Título original
Tradução
Formato 16 x 23 cm
Número de páginas 480
Peso 620 g
Acabamento brochura
ISBN 978-65-5733-004-3
EAN 9786557330043
Preço R$ 69,90

E-book

eISBN 978-65-5733-003-6
Preço R$ 39,99

Selo

Estação Brasil

Leia um trecho do livro

OS MISTÉRIOS DA SORTE

 

Em 1974, numa viagem a Salvador, Gilberto Gil e sua mulher, Sandra “Drão”, me levaram ao terreiro de Mãe Menininha do Gantois, em uma noite de festa para Oxum. Fiquei maravilhado com a atmosfera espiritual, os cantos e batuques, o cheiro das ervas, com a figura majestosa e sorridente de Mãe Menininha, uma rainha sentada num grande trono de palha. E sobretudo com as filhas de santo que dançavam no centro do terreiro e incorporavam entidades, cada qual com danças e movimentos próprios. Senti medo quando se aproximaram. E se um santo incorporasse em mim?

Então imaginei um conto em que o personagem está numa dor de corno monumental e vai a um terreiro em busca de alívio. Lá, sem querer, é possuído por uma entidade. O que aconteceria? Como ele se sentiria? Fiquei muito interessado pelo tema e comecei a pesquisar sobre a natureza do transe, incluindo muitas leituras e conversas com mães e filhas de santo que recebiam entidades, mas nenhuma delas se lembrava de nada depois do transe.

Ninguém sabe nem ciência alguma explica o transe místico e a possessão por entidades em terreiros de candomblé, ao ritmo hipnótico de cantos e batuques, ou pelo Espírito Santo em igrejas batistas do Harlem, ao som do órgão e do coro gospel. É o mesmo mistério.

O estudo do transe me levou ao da sorte, que para alguns se apresenta em forma de proteção e intervenção divinas, e para outros é puro mistério. O que faz alguém estar no lugar certo na hora certa? Ou longe do lugar errado? Como entender “coincidências” e “acasos” improváveis e implausíveis? Por que alguns têm sorte e outros não? Que sorte tem o espermatozoide que chega primeiro?

Ser atingido por um raio só pode ser explicado pela falta de sorte. Mas ser atingido duas vezes por um raio, como aconteceu a um lavrador brasileiro, e não morrer é o máximo da sorte. Ou ser como Joãosinho Trinta, recém-chegado ao Rio de Janeiro vindo de São Luís, sem comer há dois dias, que achou uma nota de 100 cruzeiros no Jardim da Glória. Ou alguém perder o voo que caiu. Ou ser assaltado e não sofrer nada.

Coisas ruins acontecem a todos, mas nem sempre são falta de sorte: significam oportunidades para a verdadeira sorte se manifestar no desfecho, geralmente associada a talento, esforço, determinação, competência, dedicação e capacidade de aceitar e aprender com fracassos e derrotas e saber que ninguém faz nada sozinho. Assim como a vida, a natureza e o cosmos, a sorte não é justa, não beneficia só quem merece.

Mas a sorte pode ser enganadora e traiçoeira. Às vezes, um acontecimento que parece ser sorte depois se revela ser o inverso, aquela palavra de quatro letras que não se fala. Pessoas que são a boa sorte para uns podem ser a má sorte de outros. A sorte pode ter consequências nefastas; já provocou a morte e desgraçou a vida de alguns sortudos que ganharam grandes prêmios na loteria.

A primeira inspiração para este livro foram os mistérios da sorte manifestada ao longo da trajetória de um personagem que conheço bem, mas do qual precisei me distanciar para ficar mais à vontade para contar suas aventuras e desventuras e explorar a presença da sorte em sua vida.

N.M.

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Nelson Motta

Sobre o autor

Nelson Motta

Nasceu em São Paulo, em 1944, estudou design, mas começou como jornalista e crítico musical aos 20 anos. Em 1966 ganhou o I Festival Internacional da Canção com “Saveiros” (com Dori Caymmi). É letrista de 300 músicas e sucessos como “Dancin’ days” e “Como uma onda” (com Lulu Santos). Produziu discos de Elis Regina e Marisa Monte, escreveu os best-sellers Vale tudo: o som e a fúria de Tim Maia, Noites tropicais: solos, improvisos e memórias musicais, O canto da sereia e 101 canções que tocaram o Brasil, e o sucesso teatral Elis, a musical (com Patricia Andrade).

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Destaques na mídia

Nelson Motta conta em biografia como chega aos 76 sendo invejado por tantos

“Jornalista, escritor, roteirista, letrista, produtor musical, homem de TV, empresário da noite. Em todas essas áreas, Nelson consagrou uma figura cordial, bem-humorada, que surge ao púbico como bon vivant, conquistador incorrigível e dono de um texto de excelência. E essa prosa fluente preenche as quase 500 páginas da autobiografia que chega às livrarias nesta segunda (26), ‘De Cu pra Lua: Dramas, Comédias e Mistérios de um Rapaz de Sorte’.”

THALES DE MENEZES – FOLHA DE S.PAULO

Nelson Motta lança novo livro de memórias

“Nelsinho narra casos íntimos. Em alguns, trocou nomes. Em outros, manteve os personagens com seus nomes verdadeiros para que as histórias não deixassem de ter brilho às custas de um anonimato.”

JULIA MARIA – O ESTADO DE S.PAULO

Livro traz Nelson Motta por ele mesmo, mas em terceira pessoa

“Sorte não é mérito. Mas o que fazer com ela, sim. Nelson Motta, ao longo de seus quase 76 anos, soube tirar proveito máximo do que o destino aprontou com ele. É em torno de sua fortuna – e mulheres, música, ídolos, família, drogas e viagens ao redor do mundo – que o jornalista, escritor, letrista e produtor musical escreveu a autobiografia ‘De cu pra lua – Dramas, comédias e mistérios de um rapaz de sorte’ (Estação Brasil).”

MARIANA PEIXOTO – O ESTADO DE MINAS

Veja no Blog da Sextante

Você se considera uma pessoa de sorte?
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Você se considera uma pessoa de sorte?

Nelson Motta revisita a própria história em narrativas breves que também investigam o papel do acaso em sua vida

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