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NÃO FICÇÃO

Em busca da alma brasileira – biografia de Mário de Andrade

Em busca da alma brasileira – biografia de Mário de Andrade

JASON TÉRCIO

Escrito com base em pesquisa bibliográfica e documentos de primeira mão, Em busca da alma brasileira – biografia de Mário de Andrade passa a limpo um dos capítulos mais fascinantes da nossa história cultural e que traz muitas lições para o Brasil de hoje. 

“Nas pegadas deste Mário de Andrade de Jason Tércio, aprendi mais sobre 1922 e o modernismo do que em quase tudo o que já tinha lido a respeito. É, para mim, o melhor livro feito até hoje sobre aquela turma – nunca as suas grandezas e pequenezas ficaram tão evidentes.”  —  RUY CASTRO

                                  

ALMA CALEIDOSCÓPICA

Estávamos em 2015 quando a notícia da iminente publicação desta aguardada biografia, escrita pelo premiado jornalista, escritor e tradutor Jason Tércio, começou a figurar entre as várias homenagens programadas para a celebração dos 70 anos da morte de Mário de Andrade.

Mas a expectativa pela chegada deste livro vinha sendo acalentada desde 2012, quando a mídia especializada começou a noticiar que Tércio estava a escrever aquela que poderia ser a primeira biografia, no sentido lato, de um dos principais escritores do país. 

Cada nova matéria na imprensa, cada nova descoberta de Jason Tércio acerca da vida de Mário de Andrade davam-nos conta de que os leitores teriam definitivamente uma biografia à altura da importância desse brasileiro cuja morte, em 1945, significou, nas palavras de Antonio Candido, uma perda comparável somente à de Machado de Assis.

A espera acabou. Em busca da alma brasileira – biografia de Mário de Andrade demorou o tempo que precisava para ser publicado. O que o leitor verá em cada página é a mais competente reconstituição do contexto histórico em que o genial escritor nasceu, viveu e fez desabrochar todo um oceano de realizações em diferentes áreas.

O livro é também um profundo e significativo esforço de compreensão da alma de um dos mais importantes brasileiros de todos os tempos. Em sua obsessão pela busca da alma brasileira, o Mário revelado por Tércio é ousado e tímido, recatado e escandaloso, confessional e comedido, modesto e vaidoso, apolíneo e dionisíaco, singular e plural.

Caso único de nossa cultura, Mário era um autodidata com visão multidimensional, que teve consciência de seu papel histórico, esteve no centro dos principais debates num dos períodos mais agitados do país e, ao contrário de muitos dos seus contemporâneos, sempre prezou pela coerência. Mário de Andrade é tão grande que não caberia em nenhum livro convencional, mas o que Jason Tércio consegue aqui é revelar um Mário que ninguém jamais conseguiu apreender.

PASCOAL SOTO

Escrito com base em pesquisa bibliográfica e documentos de primeira mão, Em busca da alma brasileira – biografia de Mário de Andrade passa a limpo um dos capítulos mais fascinantes da nossa história cultural e que traz muitas lições para o Brasil de hoje. 

“Nas pegadas deste Mário de Andrade de Jason Tércio, aprendi mais sobre 1922 e o modernismo do que em quase tudo o que já tinha lido a respeito. É, para mim, o melhor livro feito até hoje sobre aquela turma – nunca as suas grandezas e pequenezas ficaram tão evidentes.”  —  RUY CASTRO

                                  

ALMA CALEIDOSCÓPICA

Estávamos em 2015 quando a notícia da iminente publicação desta aguardada biografia, escrita pelo premiado jornalista, escritor e tradutor Jason Tércio, começou a figurar entre as várias homenagens programadas para a celebração dos 70 anos da morte de Mário de Andrade.

Mas a expectativa pela chegada deste livro vinha sendo acalentada desde 2012, quando a mídia especializada começou a noticiar que Tércio estava a escrever aquela que poderia ser a primeira biografia, no sentido lato, de um dos principais escritores do país. 

Cada nova matéria na imprensa, cada nova descoberta de Jason Tércio acerca da vida de Mário de Andrade davam-nos conta de que os leitores teriam definitivamente uma biografia à altura da importância desse brasileiro cuja morte, em 1945, significou, nas palavras de Antonio Candido, uma perda comparável somente à de Machado de Assis.

A espera acabou. Em busca da alma brasileira – biografia de Mário de Andrade demorou o tempo que precisava para ser publicado. O que o leitor verá em cada página é a mais competente reconstituição do contexto histórico em que o genial escritor nasceu, viveu e fez desabrochar todo um oceano de realizações em diferentes áreas.

O livro é também um profundo e significativo esforço de compreensão da alma de um dos mais importantes brasileiros de todos os tempos. Em sua obsessão pela busca da alma brasileira, o Mário revelado por Tércio é ousado e tímido, recatado e escandaloso, confessional e comedido, modesto e vaidoso, apolíneo e dionisíaco, singular e plural.

Caso único de nossa cultura, Mário era um autodidata com visão multidimensional, que teve consciência de seu papel histórico, esteve no centro dos principais debates num dos períodos mais agitados do país e, ao contrário de muitos dos seus contemporâneos, sempre prezou pela coerência. Mário de Andrade é tão grande que não caberia em nenhum livro convencional, mas o que Jason Tércio consegue aqui é revelar um Mário que ninguém jamais conseguiu apreender.

PASCOAL SOTO

Compre agora:

Ficha técnica
Lançamento 12/08/2019
Título original
Tradução
Formato 16 x 23 cm
Número de páginas 544
Peso 850 g
Acabamento brochura
ISBN 978-85-5608-046-2
EAN 9788556080462
Preço R$ 79,90
Ficha técnica e-book
eISBN 9788556080479
Preço R$ 49,99
Selo
Estação Brasil
Lançamento 12/08/2019
Título original
Tradução
Formato 16 x 23 cm
Número de páginas 544
Peso 850 g
Acabamento brochura
ISBN 978-85-5608-046-2
EAN 9788556080462
Preço R$ 79,90

E-book

eISBN 9788556080479
Preço R$ 49,99

Selo

Estação Brasil

Leia um trecho do livro

Introdução

Em 14 de outubro de 1943, um ano e quatro meses antes de morrer, Mário de Andrade escreveu a um amigo, mas pensando na posteridade: “Imagino que, numa possível biografia minha, o biógrafo teria que botar: o ano de 1943 não existiu.” Reclamava da inatividade causada por uma persistente dor de cabeça. Não acatei a sua sugestão. Aquele ano foi bem produtivo e a frase hiperbólica era mais um dos paradoxos de alguém que sempre foi um enigma para muitos que o conheceram e para si próprio.

Ousado e tímido. Recatado e escandaloso. Confessional e comedido. Modesto e vaidoso. Apolíneo e dionisíaco. Singular e plural. Tantos contrastes num espírito criativo e dotado de imensa curiosidade intelectual tornaram Mário de Andrade um caso único na cultura brasileira. Autodidata com visão multidimensional, consciente de seu papel histórico, esteve no centro dos principais debates num dos períodos mais agitados do país, com polêmicas ardentes, grandes transformações urbanas, crescimento industrial, evolução da imprensa, crises e rupturas políticas. E, ao contrário da maioria dos companheiros de jornada, sempre manteve coerência de ideias e atitudes.

Embora paulistano da gema, abominava bairrismos e dedicou a maior parte de sua vida tentando decifrar a intricada alma brasileira. Nessa missão, desdobrou-se em poeta, romancista, contista, cronista, crítico de arte, musicólogo, folclorista, fotógrafo, professor, colecionador de arte, epistológrafo, jornalista, bibliófilo, ícone da vanguarda modernista e diretor do primeiro órgão cultural no Brasil.

Sob a sua liderança informal nossas artes começaram a se livrar do espartilho e da cartola, nas primeiras décadas do século XX. Dezenas de pintores e escritores consagrados o tiveram como mentor e/ou incentivador. Muita gente passou a conhecer e entender bumba-meu-boi, maracatu, samba de roda, repente, cordel e outras criações populares a partir dos textos dele. Seu principal personagem literário virou adjetivo – macunaímico. Com verdadeira obsessão pelas coisas brasileiras, fez longas viagens a Minas Gerais, Amazônia e Nordeste, além de ter morado dois anos e meio no Rio de Janeiro.

Muitos dos problemas, indagações e reflexões que ele discutiu continuam presentes no Brasil de hoje. Seus desbravamentos na cultura popular são cultivados por vários discípulos e projetos de sua iniciativa frutificaram e são parte importante de seu legado – a Biblioteca Municipal de São Paulo, a Sociedade de Etnografia e Folclore, o Coral Paulistano, a Discoteca Pública, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, cuja semente ele plantou.

Mário de Andrade era, portanto, um oceano. Tão infinito que se tornou, pela minha estimativa, o segundo escritor brasileiro mais estudado, após Machado de Assis. Centenas de livros, artigos, ensaios, teses, dissertações e monografias têm sido escritos discutindo os mais diferentes aspectos de sua obra, e ainda há muitos a serem desvendados. Daí porque me abstive aqui de comentar seus escritos, exceto o mínimo pertinente à narrativa.

Alguns livros sobre a sua obra (e as suas cartas) contêm informações biográficas, mas sucintas e fragmentadas. Já o biógrafo, no sentido lato, reconstrói a vida individual, do nascimento à morte, abarcando as dimensões pública e privada – ou seja, os ângulos profissional, afetivo, emocional, comportamental e familiar, com base em documentação, análise e discernimento diante das informações. Esse gênero de escrita exige técnica narrativa e metodologia bem específicas, e disposição para gastar sola de sapato.

E foi com esse espírito que me dispus a reconstruir a vida completa de Mário de Andrade. Embasado em fontes primárias novas, conferindo e reconferindo documentos escritos, orais, iconográficos e audiovisuais, consultando a vasta bibliografia existente, confrontando versões, descobri muitas informações inéditas que preenchem lacunas importantes e corrigem reiterados equívocos sobre o escritor e a história do Modernismo. Também apresento pela primeira vez detalhes sobre a sua família, a militância religiosa na juventude, a participação na guerra civil de 1932, além de uma releitura da gênese da Semana de Arte Moderna e aspectos do cotidiano dos modernistas brasileiros em Paris, um tema que mereceria um livro à parte.

Meu interesse por essa multifacetada personalidade começou quando eu fazia mestrado em Literatura Brasileira na Universidade de Brasília, na década de 1990. Mas o trabalho efetivo de redação só teve início a partir de 2010. Uma aventura tão fascinante quanto desafiante. Foi necessário penetrar nas ações e reações individuais e coletivas envolvendo Mário de Andrade, bem como na conjuntura social, cultural, política e religiosa, sem perder de vista os seus companheiros, todos figurinhas carimbadas.

Espero ter assim trazido alguma contribuição para um melhor entendimento de um dos capítulos mais fascinantes de nossa história cultural no século XX.

Durante as etapas deste livro, contei com a generosidade e a competência de diversas pessoas e instituições que me concederam colaboração e assistência imprescindíveis, às quais agradeço imensamente: Arquivo Público do Estado de São Paulo, Biblioteca Mário de Andrade (São Paulo), Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (CPDOC e Arquivo Capanema), Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro), Biblioteca do Instituto de Estudos Brasileiros da USP, Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, Fundação Casa de Rui Barbosa, Anne Pinheiro, Benedito José de Santana, Bianca Dettino, Edson Rosalini, Elaine Pelegrini, Fábio de Sousa Coutinho, Flávia Camargo Toni, Florestan Fernandes Júnior, Gabriela Giacomini, Gonzalo Pastor Castro Barreda, Jair Mongelli Jr., José Miguel Wisnik, Kathia Ferreira, Márcia Camargos, Marcos Antonio de Moraes, Maria Isabel Barrozo de Almeida, Mauro Pinheiro, Olympio Barbanti, Paula Sacchetta, Reynaldo Santos Neves, Ruthe de Andrade Moraes, Ruy Castro, Sílvia Maria G. Bezerra Lima, Telê Ancona Lopez (maior estudiosa de Mário de Andrade no Brasil e que me apoiou com palavras e livros desde o início), Vladimir Sacchetta, Wilson Figueiredo, e agradecimentos especiais ao Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (Elisabete Marin Ribas e sua eficiente equipe no Serviço de Arquivo) e, infelizmente póstumos, ao professor Antonio Candido de Mello e Souza, por sua paciência e disposição de ler o texto e me atender várias vezes para esclarecimentos e informações.

J. T.

Introdução

Em 14 de outubro de 1943, um ano e quatro meses antes de morrer, Mário de Andrade escreveu a um amigo, mas pensando na posteridade: “Imagino que, numa possível biografia minha, o biógrafo teria que botar: o ano de 1943 não existiu.” Reclamava da inatividade causada por uma persistente dor de cabeça. Não acatei a sua sugestão. Aquele ano foi bem produtivo e a frase hiperbólica era mais um dos paradoxos de alguém que sempre foi um enigma para muitos que o conheceram e para si próprio.

Ousado e tímido. Recatado e escandaloso. Confessional e comedido. Modesto e vaidoso. Apolíneo e dionisíaco. Singular e plural. Tantos contrastes num espírito criativo e dotado de imensa curiosidade intelectual tornaram Mário de Andrade um caso único na cultura brasileira. Autodidata com visão multidimensional, consciente de seu papel histórico, esteve no centro dos principais debates num dos períodos mais agitados do país, com polêmicas ardentes, grandes transformações urbanas, crescimento industrial, evolução da imprensa, crises e rupturas políticas. E, ao contrário da maioria dos companheiros de jornada, sempre manteve coerência de ideias e atitudes.

Embora paulistano da gema, abominava bairrismos e dedicou a maior parte de sua vida tentando decifrar a intricada alma brasileira. Nessa missão, desdobrou-se em poeta, romancista, contista, cronista, crítico de arte, musicólogo, folclorista, fotógrafo, professor, colecionador de arte, epistológrafo, jornalista, bibliófilo, ícone da vanguarda modernista e diretor do primeiro órgão cultural no Brasil.

Sob a sua liderança informal nossas artes começaram a se livrar do espartilho e da cartola, nas primeiras décadas do século XX. Dezenas de pintores e escritores consagrados o tiveram como mentor e/ou incentivador. Muita gente passou a conhecer e entender bumba-meu-boi, maracatu, samba de roda, repente, cordel e outras criações populares a partir dos textos dele. Seu principal personagem literário virou adjetivo – macunaímico. Com verdadeira obsessão pelas coisas brasileiras, fez longas viagens a Minas Gerais, Amazônia e Nordeste, além de ter morado dois anos e meio no Rio de Janeiro.

Muitos dos problemas, indagações e reflexões que ele discutiu continuam presentes no Brasil de hoje. Seus desbravamentos na cultura popular são cultivados por vários discípulos e projetos de sua iniciativa frutificaram e são parte importante de seu legado – a Biblioteca Municipal de São Paulo, a Sociedade de Etnografia e Folclore, o Coral Paulistano, a Discoteca Pública, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, cuja semente ele plantou.

Mário de Andrade era, portanto, um oceano. Tão infinito que se tornou, pela minha estimativa, o segundo escritor brasileiro mais estudado, após Machado de Assis. Centenas de livros, artigos, ensaios, teses, dissertações e monografias têm sido escritos discutindo os mais diferentes aspectos de sua obra, e ainda há muitos a serem desvendados. Daí porque me abstive aqui de comentar seus escritos, exceto o mínimo pertinente à narrativa.

Alguns livros sobre a sua obra (e as suas cartas) contêm informações biográficas, mas sucintas e fragmentadas. Já o biógrafo, no sentido lato, reconstrói a vida individual, do nascimento à morte, abarcando as dimensões pública e privada – ou seja, os ângulos profissional, afetivo, emocional, comportamental e familiar, com base em documentação, análise e discernimento diante das informações. Esse gênero de escrita exige técnica narrativa e metodologia bem específicas, e disposição para gastar sola de sapato.

E foi com esse espírito que me dispus a reconstruir a vida completa de Mário de Andrade. Embasado em fontes primárias novas, conferindo e reconferindo documentos escritos, orais, iconográficos e audiovisuais, consultando a vasta bibliografia existente, confrontando versões, descobri muitas informações inéditas que preenchem lacunas importantes e corrigem reiterados equívocos sobre o escritor e a história do Modernismo. Também apresento pela primeira vez detalhes sobre a sua família, a militância religiosa na juventude, a participação na guerra civil de 1932, além de uma releitura da gênese da Semana de Arte Moderna e aspectos do cotidiano dos modernistas brasileiros em Paris, um tema que mereceria um livro à parte.

Meu interesse por essa multifacetada personalidade começou quando eu fazia mestrado em Literatura Brasileira na Universidade de Brasília, na década de 1990. Mas o trabalho efetivo de redação só teve início a partir de 2010. Uma aventura tão fascinante quanto desafiante. Foi necessário penetrar nas ações e reações individuais e coletivas envolvendo Mário de Andrade, bem como na conjuntura social, cultural, política e religiosa, sem perder de vista os seus companheiros, todos figurinhas carimbadas.

Espero ter assim trazido alguma contribuição para um melhor entendimento de um dos capítulos mais fascinantes de nossa história cultural no século XX.

Durante as etapas deste livro, contei com a generosidade e a competência de diversas pessoas e instituições que me concederam colaboração e assistência imprescindíveis, às quais agradeço imensamente: Arquivo Público do Estado de São Paulo, Biblioteca Mário de Andrade (São Paulo), Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (CPDOC e Arquivo Capanema), Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro), Biblioteca do Instituto de Estudos Brasileiros da USP, Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, Fundação Casa de Rui Barbosa, Anne Pinheiro, Benedito José de Santana, Bianca Dettino, Edson Rosalini, Elaine Pelegrini, Fábio de Sousa Coutinho, Flávia Camargo Toni, Florestan Fernandes Júnior, Gabriela Giacomini, Gonzalo Pastor Castro Barreda, Jair Mongelli Jr., José Miguel Wisnik, Kathia Ferreira, Márcia Camargos, Marcos Antonio de Moraes, Maria Isabel Barrozo de Almeida, Mauro Pinheiro, Olympio Barbanti, Paula Sacchetta, Reynaldo Santos Neves, Ruthe de Andrade Moraes, Ruy Castro, Sílvia Maria G. Bezerra Lima, Telê Ancona Lopez (maior estudiosa de Mário de Andrade no Brasil e que me apoiou com palavras e livros desde o início), Vladimir Sacchetta, Wilson Figueiredo, e agradecimentos especiais ao Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (Elisabete Marin Ribas e sua eficiente equipe no Serviço de Arquivo) e, infelizmente póstumos, ao professor Antonio Candido de Mello e Souza, por sua paciência e disposição de ler o texto e me atender várias vezes para esclarecimentos e informações.

J. T.

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Jason Tércio

Sobre o autor

Jason Tércio

Jason Tércio publicou o romance A pátria que o pariu, a biografia Órfão da tempestade – a vida de Carlinhos Oliveira, o romance-reportagem Segredo de Estado – o desaparecimento de Rubens Paiva e mais quatro livros. Jornalista pela Universidade Gama Filho, trabalhou e colaborou em diferentes órgãos do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, além de quatro anos na BBC de Londres, como produtor e apresentador de programas. É também autor de contos, roteiros de filmes, poemas e peças teatrais, uma delas, Kafka e Lima Barreto jogando sinuca em Bruzundanga, transcorrida em 1922. Mora em São Paulo.  

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Destaques na mídia

DECIFRADOR DA ALMA BRASILEIRA

“Escrevia brasileiro. Diferentemente dos intelectuais dos anos 1920, Paris não o seduzia. Queria rasgar o território continental, afundar-se na cultura popular, nas lendas e no folclore, mitos e deuses do Nordeste e do Norte amazônico. Percorrendo a literatura das tribos taulipang e arejuná, que habitavam a região da fronteira tríplice Brasil, Venezuela e Guiana, arrancou daquelas entranhas inspiração para Macunaíma, o herói sem identidade. Tradições, superstições, falares regionais, nessa miscelânea literária apresentou o Brasil aos brasileiros, unificando pela cultura essa terra de oligarquias, terra que se fizera República, mas ainda vagava sem encontro marcado com o seu espírito.”

Bertha Maakaroun – Jornal O Estado de Minas

ALMA DE MÁRIO DE ANDRADE

“Durante anos, Tércio revisitou documentos, jornais da época, fotografias e o que ele chama de fontes primárias para traçar a história não apenas do modernista, mas também de um período histórico, social e político brasileiro (...) Os arquivos do conservatório musical onde Mário foi aluno e lecionou foram essenciais nessa reconstrução. Ao serem disponibilizados ao escritor, revelou dados valiosos.”

Roberta Pinheiro – Jornal Correio Braziliense

Turnê de lançamento

Veja no Blog da Sextante

“Em busca da alma brasileira”: curiosidades sobre a vida e a obra de Mário de Andrade
BIOGRAFIA

“Em busca da alma brasileira”: curiosidades sobre a vida e a obra de Mário de Andrade

Biografia escrita por Jason Tércio reconstrói a trajetória do pensador modernista e corrige imprecisões sobre sua vida e a carreira. O escritor define Mário de Andrade como “um enigma para muitos que o conheceram e para si próprio”

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