Filhos bem-sucedidos - Sextante
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Filhos bem-sucedidos

Filhos bem-sucedidos

ANDREA RAMAL

Sete maneiras de ajudar seu filho a se realizar na escola e na vida

Sete maneiras de ajudar seu filho a se realizar na escola e na vida

Todo pai e toda mãe desejam que seu filho tenha sucesso na vida. Isso não se refere necessariamente a fama, dinheiro ou poder. Uma pessoa bem-sucedida é aquela que se sente realizada, vive com qualidade e equilíbrio, e está bem consigo mesma e com os outros.

Grande parte desse sucesso depende da qualidade da educação recebida na infância. Mas como educar os filhos num mundo tão competitivo e com tantas mudanças? A educação que precisa ser oferecida hoje, tanto em casa quanto na escola, certamente não é a mesma de décadas atrás.

Neste livro prático e objetivo, a educadora e consultora em educação Andrea Ramal explica aos pais como implementar no dia a dia os sete fatores-chave que irão garantir que os filhos tirem o melhor proveito da formação que receberem. São eles:

• Estimular uma atitude empreendedora

• Formar uma criança com valores essenciais para o futuro

• Acertar na hora de escolher uma escola

• Ensinar a criança a estudar

• Potencializar o trabalho da escola

• Ajudar o filho a superar dificuldades escolares

• Ir além do ensino escolar e formar um cidadão integral

A autora mostra também como lidar com os desafios de nossa realidade educacional e com o estilo de aprendizado das crianças e dos jovens da atual geração, oferecendo ferramentas úteis a esse processo, como uma tabela para organizar as tarefas semanais e guias para escolher a melhor escola ou a melhor creche.

****

Com você, por suas palavras e atitudes, seu filho pode aprender a reproduzir a sociedade ou transformá-la; perpetuar as injustiças ou batalhar por um mundo mais justo; viver na mesmice ou cultivar sonhos e construir a felicidade. Crie seu filho para levantar voo. – Andrea Ramal

 

A educadora Andrea Ramal apresenta neste livro sete fatores-chave que irão capacitar os pais a preparar os filhos para o mundo de hoje e o de amanhã.

Em primeiro lugar, é preciso estimular as crianças a ter uma atitude empreendedora, que as leve a querer se desenvolver e construir o próprio caminho.

O segundo fator-chave trata das competências e dos valores que se fazem necessários na educação de hoje, num mundo permeado de discussões sobre sustentabilidade, igualdade entre os sexos, cooperação e respeito à diversidade.

Acertar ao escolher a escola do seu filho é o terceiro fator. A escola é sua parceira na educação, e você deve saber avaliar qual instituição pode atender melhor às necessidades do seu filho e qual tem mais afinidade com sua visão educacional.

O quarto fator é bastante prático: você pode ajudar seu filho a estudar melhor, usando técnicas específicas. Com planejamento, organização, foco e recursos adequados, é possível fazer com que as horas dedicadas ao autodesenvolvimento rendam mais.

Pesquisas comprovam que, quanto mais os pais se envolvem no acompanhamento da vida escolar, melhor é o desempenho das crianças. Você pode, portanto, potencializar o trabalho da escola – e aprenderá a fazer isso quando chegar ao quinto fator-chave.

O sexto diz respeito a ajudar seu filho a superar problemas que às vezes surgem ao longo da vida escolar e que podem ser tanto acadêmicos quanto de comportamento ou relacionamento.

Por fim, o sétimo fator-chave trata do que pode fazer a diferença. Num mundo altamente competitivo, como seu filho vai se destacar? Se você lhe oferecer uma formação que vai além do que a escola proporciona, isso funcionará como acelerador da capacidade de aprender e será um diferencial na vida profissional.

Aprenda a incorporar cada um desses fatores na educação do seu filho e a usar as ferramentas incluídas ao final do livro para ajudá-lo a alcançar os melhores resultados.

Todo pai e toda mãe desejam que seu filho tenha sucesso na vida. Isso não se refere necessariamente a fama, dinheiro ou poder. Uma pessoa bem-sucedida é aquela que se sente realizada, vive com qualidade e equilíbrio, e está bem consigo mesma e com os outros.

Grande parte desse sucesso depende da qualidade da educação recebida na infância. Mas como educar os filhos num mundo tão competitivo e com tantas mudanças? A educação que precisa ser oferecida hoje, tanto em casa quanto na escola, certamente não é a mesma de décadas atrás.

Neste livro prático e objetivo, a educadora e consultora em educação Andrea Ramal explica aos pais como implementar no dia a dia os sete fatores-chave que irão garantir que os filhos tirem o melhor proveito da formação que receberem. São eles:

• Estimular uma atitude empreendedora

• Formar uma criança com valores essenciais para o futuro

• Acertar na hora de escolher uma escola

• Ensinar a criança a estudar

• Potencializar o trabalho da escola

• Ajudar o filho a superar dificuldades escolares

• Ir além do ensino escolar e formar um cidadão integral

A autora mostra também como lidar com os desafios de nossa realidade educacional e com o estilo de aprendizado das crianças e dos jovens da atual geração, oferecendo ferramentas úteis a esse processo, como uma tabela para organizar as tarefas semanais e guias para escolher a melhor escola ou a melhor creche.

****

Com você, por suas palavras e atitudes, seu filho pode aprender a reproduzir a sociedade ou transformá-la; perpetuar as injustiças ou batalhar por um mundo mais justo; viver na mesmice ou cultivar sonhos e construir a felicidade. Crie seu filho para levantar voo. – Andrea Ramal

 

A educadora Andrea Ramal apresenta neste livro sete fatores-chave que irão capacitar os pais a preparar os filhos para o mundo de hoje e o de amanhã.

Em primeiro lugar, é preciso estimular as crianças a ter uma atitude empreendedora, que as leve a querer se desenvolver e construir o próprio caminho.

O segundo fator-chave trata das competências e dos valores que se fazem necessários na educação de hoje, num mundo permeado de discussões sobre sustentabilidade, igualdade entre os sexos, cooperação e respeito à diversidade.

Acertar ao escolher a escola do seu filho é o terceiro fator. A escola é sua parceira na educação, e você deve saber avaliar qual instituição pode atender melhor às necessidades do seu filho e qual tem mais afinidade com sua visão educacional.

O quarto fator é bastante prático: você pode ajudar seu filho a estudar melhor, usando técnicas específicas. Com planejamento, organização, foco e recursos adequados, é possível fazer com que as horas dedicadas ao autodesenvolvimento rendam mais.

Pesquisas comprovam que, quanto mais os pais se envolvem no acompanhamento da vida escolar, melhor é o desempenho das crianças. Você pode, portanto, potencializar o trabalho da escola – e aprenderá a fazer isso quando chegar ao quinto fator-chave.

O sexto diz respeito a ajudar seu filho a superar problemas que às vezes surgem ao longo da vida escolar e que podem ser tanto acadêmicos quanto de comportamento ou relacionamento.

Por fim, o sétimo fator-chave trata do que pode fazer a diferença. Num mundo altamente competitivo, como seu filho vai se destacar? Se você lhe oferecer uma formação que vai além do que a escola proporciona, isso funcionará como acelerador da capacidade de aprender e será um diferencial na vida profissional.

Aprenda a incorporar cada um desses fatores na educação do seu filho e a usar as ferramentas incluídas ao final do livro para ajudá-lo a alcançar os melhores resultados.

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Ficha técnica
Lançamento 22/02/2013
Título original FILHOS BEM-SUCEDIDOS
Tradução
Formato
Número de páginas
Peso
Acabamento
ISBN
EAN
Preço
Ficha técnica e-book
eISBN 9788575429020
Preço R$ 24,99
Lançamento 22/02/2013
Título original FILHOS BEM-SUCEDIDOS
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Preço

E-book

eISBN 9788575429020
Preço R$ 24,99

Leia um trecho do livro

Introdução

Os modelos de educação de hoje e de amanhã

“Se você acha que a educação é cara,
experimente a ignorância.”

– Derek Bok, educador americano

Todo pai e toda mãe desejam que seu filho tenha sucesso na vida. Isso não se refere necessariamente a fama, dinheiro ou poder. O conceito de sucesso tem mais a ver com felicidade e bem-estar. Uma pessoa bem-sucedida é aquela que vive com qualidade e equilíbrio, se sente realizada e está bem consigo e com os outros.

Os pais sabem que grande parte desse sucesso está na qualidade da educação recebida na infância. Mas como educar os filhos num mundo com mudanças tão rápidas, tecnologias poderosas e alta competitividade? A educação que precisa ser oferecida hoje, tanto em casa quanto na escola, certamente não é a mesma de décadas atrás.

Até algumas décadas, o mundo se organizava de outro modo. Não se produzia uma quantidade tão grande de informação e em tamanha velocidade. Aprender uma profissão era suficiente para garantir um trabalho por toda a vida.

Cada profissional tinha tarefas individuais e bem-definidas para cumprir, horários rígidos e chefes para comandá-lo. Quem sabia muito era aquele que guardava muitos conhecimentos na própria cabeça.

O que acontecia em cada país ficava, em geral, limitado ao espaço de suas fronteiras. Cada ciência era estudada por pesquisadores especializados. Havia espaços demarcados: trabalho e lazer, público e privado, atividades da empresa e rotinas da casa. Na comunicação, existiam emissores e receptores com papéis fixos.

A escola é uma instituição planejada para preparar as pessoas para viver naquele modelo de sociedade. Como uma fábrica, ela tem instalações diferentes para cada atividade, matérias bem divididas e sinais sonoros anunciando o início e o fim do expediente.

Ela recebe grupos de crianças a cada ano e, mesmo que tenham histórias, interesses e aptidões diferentes, forma turmas com base na idade delas, como se fossem artigos agrupados pela data de fabricação.

Como numa linha de produção industrial, por meio de suas engrenagens (aulas, provas, atividades, rotinas, etc.), a fábrica-escola entrega, depois de alguns anos, um conjunto de produtos semelhantes: indivíduos “adaptados” ao meio social e cultural.

Nessa escola, as crianças são solicitadas a guardar o máximo de dados que puderem na cabeça (tabuada, fórmulas, verbos, regras gramaticais). E devem prestar contas do que sabem em provas individuais, aplicadas em datas marcadas. Mas nem sempre gostam do que estudam ou veem sentido no que é ensinado.

O professor apresenta o conteúdo; o aluno o recebe passivamente. As tarefas são rotineiras e manuais. Quem não se adapta acaba saindo da linha de produção: é reprovado ou expulso, como um produto que “deu errado”. Valoriza-se mais o resultado – a nota, o “passar de ano” – do que o processo – o modo como se aprende. Isso compromete o encantamento que existe na descoberta e na aprendizagem.

Esse modelo reforça uma dinâmica nas relações sociais. Forma pessoas que se habituam a um comportamento na vida: elas abrem um caderno em branco e esperam que alguém lhes diga o que deve ser escrito.

Pesquisas realizadas ao longo de vários anos acompanhando o desempenho de um grupo de crianças desde a educação infantil mostraram que, no pré-escolar, seu pensamento era muito mais criativo do que depois de frequentarem cinco a dez anos de escola. Isso acontece provavelmente porque, ao longo do tempo, a cabeça das crianças é, de certo modo, formatada.

Você já pensou que, em casa, os pais – formados por esse mesmo modelo de escola – muitas vezes acabam reproduzindo esse tipo de educação?

No entanto, o mundo de hoje é muito diferente. A informa-ção é produzida em grande quantidade e circula de modo incrivelmente veloz.

Os elementos decisivos da produção e da geração de riqueza não são mais terra, capital e trabalho. O fator decisivo é o conhecimento. Por isso, as pessoas precisam aprender o tempo todo ao longo da vida. Só que o conhecimento não fica mais dentro da cabeça. Ele está espalhado em sites, redes e dispositivos tecnológicos, e muda a toda hora. Não se pode memorizar tudo. O importante é saber gerenciar esse enorme conjunto de dados.

Agora não se trabalha mais sozinho, mas em grupos. Os saberes e as disciplinas se articulam: psicopedagogia, neurobiologia, biotecnologia, etc. O que acontece num país repercute imediatamente no outro, apagando as fronteiras.

A tecnologia faz parte da nossa vida e reduz os limites entre público e privado, lazer e trabalho, lares e empresas. Nunca paramos de nos comunicar, alternando os papéis de receptores e emissores. Sentimos que precisamos estabelecer relações continuamente. Somos interativos, conectando dados e pessoas e tecendo uma grande rede de milhares de cores e formas.

A cada cinco ou dez anos, nosso mundo tem feito o que outras gerações levaram 100 ou 200 anos para fazer. As mudanças acontecem num ritmo mais veloz do que a escola consegue acompanhar. Por isso, pensar numa formação para o século XXI já é defasado. Mais vale pensar no século XXII, porque é dele, de sua dinâmica e seus valores, que estamos mais próximos.

E, para pensar como deveria ser essa educação, precisamos levar em conta que a maioria dos países desenvolvidos está questionando o atual modelo de produção e consumo, pois trata-se de um modelo esgotado, que gera infelicidade e frustração nas pessoas, reforça as desigualdades, contamina e destrói o meio ambiente.

Como resposta, surge o conceito de desenvolvimento sustentável, que supõe satisfazer as necessidades das gerações de hoje sem comprometer a qualidade de vida das gerações futuras. Nele estão incluídos processos que favoreçam a integração social, a distribuição de renda e o fortalecimento da democracia.

O novo cidadão precisará pensar “fora da caixa” para construir esse novo modelo social, baseado em sustentabilidade e equidade. Nesse cenário, conhecimentos decorados ou habilidades construídas a partir de exercícios mecânicos e rotineiros já não serão suficientes. Será necessário ter criatividade, capacidade de dialogar com os outros, além de habilidade para lidar com as diferenças, gerenciar as próprias emoções e aprender com rapidez e autonomia.

Essas preocupações estão de algum modo presentes nos projetos pedagógicos da maioria das escolas. No entanto, um sistema de ensino projetado em outro século não muda com tanta velocidade. A realidade é que as práticas de ensino de hoje, embora estejam se transformando, ainda são muito parecidas com a educação do passado.

Dito isso, a questão que se levanta é: como você vai ajudar seu filho a se preparar para viver bem no mundo de hoje e no de amanhã?

Neste livro você conhecerá sete fatores-chave que irão auxiliá-lo nessa nobre tarefa.

Em primeiro lugar, é preciso estimular as crianças a ter uma atitude empreendedora, que as leve a querer se desenvolver e construir o próprio caminho. Esse é o ponto de partida, pois tudo depende da postura que se tem diante da vida e da vontade que temos ou não de ir em frente e progredir.

O segundo fator-chave trata das competências e dos valores que se fazem necessários na educação de hoje, num mundo permeado de discussões sobre sustentabilidade, igualdade entre os sexos, cooperação e respeito à diversidade. Isso requer o desenvolvimento não só da razão, mas sobretudo da inteligência emocional de crianças e jovens. Envolve também a formação da autonomia, com o adequado equilíbrio entre limites e liberdade. Você verá como alcançar isso no dia a dia.

Agora é importante ponderar o seguinte: se a escola, sozinha, não dá conta de formar o novo cidadão, por outro lado o que ela oferece é fundamental. O que se ensina lá é a base da educação futura. Hoje o conhecimento pode estar acessível a todos e disperso em muitos lugares, mas é na sala de aula que se aprende a sistematizá-lo, a atribuir sentido ao que se conhece.

Com uma base educacional forte, a pessoa se torna mais apta a aprender sempre, aumentando seu valor como profissional e até alcançando mais qualidade de vida – afinal, gente culta e bem-informada sabe cuidar melhor da saúde, dos próprios recursos e da família.

A formação básica é decisiva também para o ingresso no ensino superior. Exames aplicados ao final do ensino médio definem se o jovem poderá cursar uma boa faculdade e, assim, receber uma formação universitária de qualidade para ser um profissional competente.

É por isso que o terceiro fator-chave é acertar desde o ponto de partida: ao escolher a escola do seu filho. A escola é sua parceira na educação, espaço no qual a criança passa no mínimo quatro horas por dia, 200 dias por ano, ao longo de 12 anos. Aqui você encontrará um guia para avaliar qual instituição pode atender melhor o seu filho e qual tem mais afinidade com a sua visão educacional.

O quarto fator é bastante prático: você pode ajudar seu filho a estudar melhor e de maneira mais eficiente, usando técnicas específicas. Com planejamento, organização, foco e ferramentas adequadas, é possível fazer com que as horas dedicadas ao autodesenvolvimento rendam mais.

Pesquisas comprovam que, quanto mais os pais se envolvem no acompanhamento da vida escolar, melhor é o desempenho das crianças. Você pode, portanto, potencializar o trabalho da escola, e aprenderá a fazer isso quando falarmos sobre o quinto fator-chave.

Em seguida, chegamos ao sexto fator: ajudar seu filho a superar os problemas que às vezes surgem ao longo da vida escolar. Eles podem ser tanto acadêmicos – provas, recuperação, mudança de escola –, quanto de comportamento ou relacionamento – como bullying, falta de motivação, entre outros.

Por fim, o sétimo fator-chave trata do que pode fazer a diferença. Num mundo altamente competitivo, como seu filho vai se destacar? Se você oferecer uma formação que vai além do que a escola proporciona, isso funcionará como acelerador da capacidade de aprender e será um diferencial na vida profissional.

Neste livro, você aprenderá a incorporar cada um desses fatores na educação do seu filho e encontrará as ferramentas para ajudá-lo a alcançar os melhores resultados. Bom trabalho e sucesso!

Introdução

Os modelos de educação de hoje e de amanhã

“Se você acha que a educação é cara,
experimente a ignorância.”

– Derek Bok, educador americano

Todo pai e toda mãe desejam que seu filho tenha sucesso na vida. Isso não se refere necessariamente a fama, dinheiro ou poder. O conceito de sucesso tem mais a ver com felicidade e bem-estar. Uma pessoa bem-sucedida é aquela que vive com qualidade e equilíbrio, se sente realizada e está bem consigo e com os outros.

Os pais sabem que grande parte desse sucesso está na qualidade da educação recebida na infância. Mas como educar os filhos num mundo com mudanças tão rápidas, tecnologias poderosas e alta competitividade? A educação que precisa ser oferecida hoje, tanto em casa quanto na escola, certamente não é a mesma de décadas atrás.

Até algumas décadas, o mundo se organizava de outro modo. Não se produzia uma quantidade tão grande de informação e em tamanha velocidade. Aprender uma profissão era suficiente para garantir um trabalho por toda a vida.

Cada profissional tinha tarefas individuais e bem-definidas para cumprir, horários rígidos e chefes para comandá-lo. Quem sabia muito era aquele que guardava muitos conhecimentos na própria cabeça.

O que acontecia em cada país ficava, em geral, limitado ao espaço de suas fronteiras. Cada ciência era estudada por pesquisadores especializados. Havia espaços demarcados: trabalho e lazer, público e privado, atividades da empresa e rotinas da casa. Na comunicação, existiam emissores e receptores com papéis fixos.

A escola é uma instituição planejada para preparar as pessoas para viver naquele modelo de sociedade. Como uma fábrica, ela tem instalações diferentes para cada atividade, matérias bem divididas e sinais sonoros anunciando o início e o fim do expediente.

Ela recebe grupos de crianças a cada ano e, mesmo que tenham histórias, interesses e aptidões diferentes, forma turmas com base na idade delas, como se fossem artigos agrupados pela data de fabricação.

Como numa linha de produção industrial, por meio de suas engrenagens (aulas, provas, atividades, rotinas, etc.), a fábrica-escola entrega, depois de alguns anos, um conjunto de produtos semelhantes: indivíduos “adaptados” ao meio social e cultural.

Nessa escola, as crianças são solicitadas a guardar o máximo de dados que puderem na cabeça (tabuada, fórmulas, verbos, regras gramaticais). E devem prestar contas do que sabem em provas individuais, aplicadas em datas marcadas. Mas nem sempre gostam do que estudam ou veem sentido no que é ensinado.

O professor apresenta o conteúdo; o aluno o recebe passivamente. As tarefas são rotineiras e manuais. Quem não se adapta acaba saindo da linha de produção: é reprovado ou expulso, como um produto que “deu errado”. Valoriza-se mais o resultado – a nota, o “passar de ano” – do que o processo – o modo como se aprende. Isso compromete o encantamento que existe na descoberta e na aprendizagem.

Esse modelo reforça uma dinâmica nas relações sociais. Forma pessoas que se habituam a um comportamento na vida: elas abrem um caderno em branco e esperam que alguém lhes diga o que deve ser escrito.

Pesquisas realizadas ao longo de vários anos acompanhando o desempenho de um grupo de crianças desde a educação infantil mostraram que, no pré-escolar, seu pensamento era muito mais criativo do que depois de frequentarem cinco a dez anos de escola. Isso acontece provavelmente porque, ao longo do tempo, a cabeça das crianças é, de certo modo, formatada.

Você já pensou que, em casa, os pais – formados por esse mesmo modelo de escola – muitas vezes acabam reproduzindo esse tipo de educação?

No entanto, o mundo de hoje é muito diferente. A informa-ção é produzida em grande quantidade e circula de modo incrivelmente veloz.

Os elementos decisivos da produção e da geração de riqueza não são mais terra, capital e trabalho. O fator decisivo é o conhecimento. Por isso, as pessoas precisam aprender o tempo todo ao longo da vida. Só que o conhecimento não fica mais dentro da cabeça. Ele está espalhado em sites, redes e dispositivos tecnológicos, e muda a toda hora. Não se pode memorizar tudo. O importante é saber gerenciar esse enorme conjunto de dados.

Agora não se trabalha mais sozinho, mas em grupos. Os saberes e as disciplinas se articulam: psicopedagogia, neurobiologia, biotecnologia, etc. O que acontece num país repercute imediatamente no outro, apagando as fronteiras.

A tecnologia faz parte da nossa vida e reduz os limites entre público e privado, lazer e trabalho, lares e empresas. Nunca paramos de nos comunicar, alternando os papéis de receptores e emissores. Sentimos que precisamos estabelecer relações continuamente. Somos interativos, conectando dados e pessoas e tecendo uma grande rede de milhares de cores e formas.

A cada cinco ou dez anos, nosso mundo tem feito o que outras gerações levaram 100 ou 200 anos para fazer. As mudanças acontecem num ritmo mais veloz do que a escola consegue acompanhar. Por isso, pensar numa formação para o século XXI já é defasado. Mais vale pensar no século XXII, porque é dele, de sua dinâmica e seus valores, que estamos mais próximos.

E, para pensar como deveria ser essa educação, precisamos levar em conta que a maioria dos países desenvolvidos está questionando o atual modelo de produção e consumo, pois trata-se de um modelo esgotado, que gera infelicidade e frustração nas pessoas, reforça as desigualdades, contamina e destrói o meio ambiente.

Como resposta, surge o conceito de desenvolvimento sustentável, que supõe satisfazer as necessidades das gerações de hoje sem comprometer a qualidade de vida das gerações futuras. Nele estão incluídos processos que favoreçam a integração social, a distribuição de renda e o fortalecimento da democracia.

O novo cidadão precisará pensar “fora da caixa” para construir esse novo modelo social, baseado em sustentabilidade e equidade. Nesse cenário, conhecimentos decorados ou habilidades construídas a partir de exercícios mecânicos e rotineiros já não serão suficientes. Será necessário ter criatividade, capacidade de dialogar com os outros, além de habilidade para lidar com as diferenças, gerenciar as próprias emoções e aprender com rapidez e autonomia.

Essas preocupações estão de algum modo presentes nos projetos pedagógicos da maioria das escolas. No entanto, um sistema de ensino projetado em outro século não muda com tanta velocidade. A realidade é que as práticas de ensino de hoje, embora estejam se transformando, ainda são muito parecidas com a educação do passado.

Dito isso, a questão que se levanta é: como você vai ajudar seu filho a se preparar para viver bem no mundo de hoje e no de amanhã?

Neste livro você conhecerá sete fatores-chave que irão auxiliá-lo nessa nobre tarefa.

Em primeiro lugar, é preciso estimular as crianças a ter uma atitude empreendedora, que as leve a querer se desenvolver e construir o próprio caminho. Esse é o ponto de partida, pois tudo depende da postura que se tem diante da vida e da vontade que temos ou não de ir em frente e progredir.

O segundo fator-chave trata das competências e dos valores que se fazem necessários na educação de hoje, num mundo permeado de discussões sobre sustentabilidade, igualdade entre os sexos, cooperação e respeito à diversidade. Isso requer o desenvolvimento não só da razão, mas sobretudo da inteligência emocional de crianças e jovens. Envolve também a formação da autonomia, com o adequado equilíbrio entre limites e liberdade. Você verá como alcançar isso no dia a dia.

Agora é importante ponderar o seguinte: se a escola, sozinha, não dá conta de formar o novo cidadão, por outro lado o que ela oferece é fundamental. O que se ensina lá é a base da educação futura. Hoje o conhecimento pode estar acessível a todos e disperso em muitos lugares, mas é na sala de aula que se aprende a sistematizá-lo, a atribuir sentido ao que se conhece.

Com uma base educacional forte, a pessoa se torna mais apta a aprender sempre, aumentando seu valor como profissional e até alcançando mais qualidade de vida – afinal, gente culta e bem-informada sabe cuidar melhor da saúde, dos próprios recursos e da família.

A formação básica é decisiva também para o ingresso no ensino superior. Exames aplicados ao final do ensino médio definem se o jovem poderá cursar uma boa faculdade e, assim, receber uma formação universitária de qualidade para ser um profissional competente.

É por isso que o terceiro fator-chave é acertar desde o ponto de partida: ao escolher a escola do seu filho. A escola é sua parceira na educação, espaço no qual a criança passa no mínimo quatro horas por dia, 200 dias por ano, ao longo de 12 anos. Aqui você encontrará um guia para avaliar qual instituição pode atender melhor o seu filho e qual tem mais afinidade com a sua visão educacional.

O quarto fator é bastante prático: você pode ajudar seu filho a estudar melhor e de maneira mais eficiente, usando técnicas específicas. Com planejamento, organização, foco e ferramentas adequadas, é possível fazer com que as horas dedicadas ao autodesenvolvimento rendam mais.

Pesquisas comprovam que, quanto mais os pais se envolvem no acompanhamento da vida escolar, melhor é o desempenho das crianças. Você pode, portanto, potencializar o trabalho da escola, e aprenderá a fazer isso quando falarmos sobre o quinto fator-chave.

Em seguida, chegamos ao sexto fator: ajudar seu filho a superar os problemas que às vezes surgem ao longo da vida escolar. Eles podem ser tanto acadêmicos – provas, recuperação, mudança de escola –, quanto de comportamento ou relacionamento – como bullying, falta de motivação, entre outros.

Por fim, o sétimo fator-chave trata do que pode fazer a diferença. Num mundo altamente competitivo, como seu filho vai se destacar? Se você oferecer uma formação que vai além do que a escola proporciona, isso funcionará como acelerador da capacidade de aprender e será um diferencial na vida profissional.

Neste livro, você aprenderá a incorporar cada um desses fatores na educação do seu filho e encontrará as ferramentas para ajudá-lo a alcançar os melhores resultados. Bom trabalho e sucesso!

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Andrea Ramal

Sobre o autor

Andrea Ramal

Doutora em educação pela PUC-Rio e comentarista da TV Globo, com uma coluna semanal sobre educação no telejornal Bom Dia Rio. Tem diversos livros publicados na área, entre eles Educação na cibercultura (Artmed) e Depende de você – Como fazer de seu filho uma história de sucesso (LTC), que vendeu mais de 80 mil exemplares. Como diretora da ID Projetos Educacionais, desenvolve ações de educação e de responsabilidade social em empresas como Grupo Pão de Açúcar, Volkswagen, Usiminas, Gerdau e Braskem.

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