Um curso de meditação | Sextante
Livro

Um curso de meditação

Osho

Um curso completo de 21 dias para você que quer começar a meditar ou simplesmente incorporar novos recursos à sua prática pessoal.

“Viva o momento pela pura alegria de vivê-lo. Você está aqui para gozar a vida na sua totalidade.” – OSHO

 

 

Para a mente hiperativa do século XXI não é fácil relaxar e se entregar à experiência do silêncio e da presença. Por isso Osho desenvolveu técnicas de meditação especificamente pensadas para os desafios do mundo moderno.

Neste livro, você vai conhecer essas técnicas e descobrir como incluí-las na sua rotina sem complicação.

A cada dia, Osho joga luz sobre um novo tema importante da vida – como a busca pelo equilíbrio, o gerenciamento da raiva ou o valor da aceitação –, seguindo com dicas práticas e uma técnica focada nesse aspecto específico da vivência meditativa.

Ao fim de tudo, uma citação e um espaço para anotações convidam a levar o aprendizado para o restante do seu dia, prolongando os efeitos da prática e contribuindo para estabelecer a sua consciência no momento presente.

Este livro mostra como todos nós podemos retornar à natureza meditativa com a qual chegamos ao mundo, trazendo um novo entendimento sobre o que significa estar alerta, aberto e apto a lidar com todos os desafios que aparecerem pela frente.

 

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Ficha técnica
Lançamento 15/10/2020
Título original A Course in Meditation
Tradução Beatriz Medina
Formato 14 x 21 cm
Número de páginas 208
Peso 310 g
Acabamento brochura
ISBN 978-65-5564-072-4
EAN 9786555640724
Preço R$ 49,90
Ficha técnica e-book
eISBN 978-65-5564-073-1
Preço R$ 29,99
Ficha técnica audiolivro
ISBN 9786555641158
Duração 04h 22min
Locutor Sidney Ferreira
Lançamento 15/10/2020
Título original A Course in Meditation
Tradução Beatriz Medina
Formato 14 x 21 cm
Número de páginas 208
Peso 310 g
Acabamento brochura
ISBN 978-65-5564-072-4
EAN 9786555640724
Preço R$ 49,90

E-book

eISBN 978-65-5564-073-1
Preço R$ 29,99

Audiolivro

ISBN 9786555641158
Duração 04h 22min
Locutor Sidney Ferreira
Preço US$ 7,99

Leia um trecho do livro

INTRODUÇÃO

 

Se quiser ter uma vida mais plena, é bom, antes, conhecer seu potencial, saber quem você realmente é. A meditação é o caminho para esse conhecimento. É a metodologia da ciência da consciência. A beleza dessa ciência interna é que ela capacita quem quiser explorar e experimentar seu interior a fazer isso sozinho. Assim, são eliminadas a dependência a uma autoridade externa, a necessidade de se filiar a alguma organização e a obrigação de aceitar uma determinada ideologia. Depois de entender os passos básicos, você percorre o caminho do seu próprio jeito.

Muitas técnicas meditativas exigem sentar-se imóvel e ficar calado – o que, para a maioria de nós, com estresse acumulado no corpo e na mente, pode ser difícil.

Mas o que exatamente é a meditação? E como começar a praticá-la?

Este curso experiencial foi pensado para lhe dar as bases da meditação ensinada por Osho. Talvez você já o conheça por seus livros, traduzidos e publicados em mais de 60 idiomas. Místico e cientista, Osho era um espírito rebelde cuja inigualável contribuição à compreensão de quem somos desafiava classificações. Seu único interesse era alertar a humanidade para a necessidade urgente de descobrir um novo modo de viver. Segundo seu entendimento, apenas se cada um de nós mudar, o resultado de todos os nossos “eus” – as sociedades, as culturas, as crenças, o mundo – também mudará. O portal para essa mudança é a meditação.

Para os meditadores iniciantes, este é um guia para aprender a meditar e ficar atento e imóvel. Para os meditadores experientes, é o segredo para elevar a prática a um novo nível. Neste programa de 21 dias, em cada capítulo você será apresentado a um aspecto diferente da vida meditativa, com a leitura de trechos dos discursos de Osho como experiência de meditação. Em seguida, aprenderá exercícios simples e práticos de meditação e consciência ligados ao tema do dia como ferramentas para fazer experiências.

Na seção de leituras sugeridas no fim do livro, para cada dia/tópico indicamos um livro de Osho que se aprofunda no tema abordado no programa.

Assim como a ciência investiga o mundo externo, Osho usava uma abordagem científica para a investigação do mundo interno da meditação e da autodescoberta. Ele experimentou todas as técnicas meditativas desenvolvidas no passado e examinou seus efeitos sobre o ser humano moderno. Viu como seria difícil para a mente hiperativa da nossa época simplesmente se sentar em silêncio e observar a respiração. Também constatou como é fácil usar um antigo mantra sagrado como substituto de uma pílula para dormir. Com essa compreensão, ele criou novas meditações para as pessoas de hoje, sugerindo começar com o corpo e tomar consciência do que podemos observar nos pensamentos e nas sensações do complexo corpo-mente. Muitas de suas meditações começam com atividade física para liberar primeiro as tensões e o estresse do corpo e da mente. Assim, fica mais fácil relaxar em uma experiência de observação e consciência imóvel e silenciosa.

Osho também transformou a “arte de escutar” em um portal da meditação. Ao falar todos os dias com as pessoas reunidas à sua volta – pessoas de todas as idades, nacionalidades e bagagens culturais –, seus discursos respondem às preocupações e às perguntas feitas e explicam sua proposta de um modo de vida mais são e voltado para o interior. Esses discursos foram publicados nos diversos livros de Osho disponíveis no mercado. Ele enfatizou várias vezes que seus discursos não são uma “preleção” para transmitir informações, e explicou: “Meu falar não é oratório; não é uma doutrina que estou pregando. É simplesmente um dispositivo arbitrário para lhes dar uma ideia do que é o silêncio.”

Em outras palavras, os discursos de Osho são, em si, uma meditação. Neles, as palavras se tornam música, o ouvinte descobre quem está escutando e a consciência se desloca do que está sendo ouvido para o indivíduo que ouve.

 

DIA 1
O que é meditação?

 

Hoje começamos com uma pergunta básica: o que é meditação?

A resposta de Osho indica que a meditação é uma qualidade com a qual nascemos e que nossa tarefa é simplesmente recordar e nos reconectar com essa qualidade que tínhamos quando crianças.

Depois de cada seção “Ideias de Osho”, haverá uma meditação e um exercício de consciência.

Você pode experimentá-los em seu próprio tempo, talvez à noite, antes de dormir.

 

IDEIAS DE OSHO

A meditação é um estado de não mente, um estado de pura consciência sem conteúdo. Em geral, a consciência fica cheia de lixo, como um espelho coberto de pó. A mente é um tráfego constante: os pensamentos se movem, os desejos se movem, as lembranças se movem, as ambições se movem… É um tráfego incessante, entra dia, sai dia. Mesmo quando você dorme, a mente funciona: é o sonho. Ela ainda pensa; ainda está ligada em preocupações e ansiedades. Está se preparando para o dia seguinte; há uma preparação subconsciente.

Esse é o estado de não meditação; o oposto exato é a meditação. Quando não há tráfego e o pensamento cessou – nenhum pensamento se move, nenhum desejo se remexe, você está absolutamente calado –, esse silêncio é a meditação. Nesse silêncio, a verdade é conhecida. A meditação é um estado de não mente. E não se pode encontrar a meditação por meio da mente, porque a mente se perpetuará. Só se pode encontrar a meditação deixando a mente de lado, sendo frio, indiferente, não se identificando com a mente; vendo a mente passar, mas não se identificando com ela, não pensando “eu sou isso”.

A meditação é a consciência de que “não sou minha mente”. Quando a consciência se aprofunda em você cada vez mais, aos poucos alguns momentos de silêncio, de espaço puro, chegam. Momentos de transparência, momentos em que nada se mexe em você e tudo está parado. Nesses momentos imóveis, você saberá quem é e saberá o que é o mistério da existência.

E, depois de provar essas poucas gotas de néctar, surgirá um grande desejo de ir cada vez mais fundo nelas. Um desejo irresistível surgirá, uma grande sede. Você ficará em chamas!

Quando tiver provado alguns instantes de silêncio, alegria, meditatividade, você irá desejar que esse estado se torne seu estado constante, um estado contínuo. E, se alguns instantes são possíveis, então não há problema. Aos poucos, mais e mais momentos virão. Conforme se torna hábil, conforme aprende o segredo de não se envolver na mente, conforme aprende a arte de permanecer isolado, longe da mente, conforme aprende a ciência de criar uma distância entre você e seus pensamentos, mais e mais meditação se derramará sobre você. E quanto mais se derramar, mais ela o transformará. Chegará o dia, um dia de grandes bênçãos, em que a meditação se tornará seu estado natural.

A mente é algo não natural; ela nunca se torna seu estado natural. Mas a meditação é um estado natural… que perdemos. É um paraíso perdido, mas o paraíso pode ser recuperado. Olhe os olhos de um menino; olhe e verá um tremendo silêncio, inocência. Cada menino vem com um estado meditativo, mas ele deve ser iniciado nos hábitos da sociedade. Ele tem que aprender a pensar, a calcular, a raciocinar, a argumentar; tem que aprender palavras, linguagem, conceitos. E aos poucos ele perde o contato com a própria inocência, fica contaminado, poluído pela sociedade. Torna-se um mecanismo eficiente; não é mais um homem.

Só é preciso recuperar esse espaço novamente. Você já o conheceu e, quando conhecer pela primeira vez a meditação, ficará surpreso, porque surgirá em você um grande sentimento de que já a conhece. E esse sentimento é verdadeiro; você a conhece. Você se esqueceu. O diamante está perdido em meio ao lixo. Mas, se puder torná-lo visível, você reencontrará o diamante; ele é seu.

Na verdade, ele não pode ser perdido, e sim esquecido.

Nascemos meditadores e depois aprendemos os modos da mente. Mas nossa natureza real continua escondida em algum lugar profundo, como uma corrente subterrânea. Cave um pouco e descobrirá que a fonte de água fresca ainda corre. E a maior alegria da vida é encontrá-la.

Uma criança nasce; a criança vem pronta, com grande energia. A criança não passa de energia pura personificada. E a primeira coisa que a criança tem que buscar e procurar é o seio da mãe. A criança está com fome. Durante os nove meses no útero, a criança foi alimentada automaticamente; viveu como parte da mãe. Agora está isolada da mãe; tornou-se uma entidade separada em si – e a primeira coisa, a primeira necessidade, é procurar comida. É assim que começa a jornada para fora.

A entrada no mundo é pelo seio. E o seio fez duas coisas: nutriu a criança, possibilitou sua sobrevivência. O seio era a comida, o seio era a vida. E a segunda coisa: o seio deu calor, abrigo e amor à criança. É por isso que comida e amor se tornaram tão associados.

E é por isso que, sempre que não se sente amado, você começa a comer demais. As pessoas que se viciam em comida são as que sentem falta de amor. Começam a substituir amor por comida. Se você se sentir realmente amado, não consegue comer demais.

A meditação significa tomar consciência de que a fonte da vida é interna. O corpo depende do exterior, é verdade; mas você não é somente o corpo. Você não depende do lado de fora. Você depende do mundo interior. Estes são os dois sentidos: mover-se para fora ou mover-se para dentro. A meditação é o reconhecimento de que “também há um mundo interior e tenho que procurá-lo”.

A meditação é a mente se voltando para a sua própria fonte. A mente é um modo de entender o objeto; a meditação é um modo de entender o sujeito. A mente é uma preocupação com o conteúdo, e a meditação é uma preocupação com o recipiente, a consciência. A mente fica obcecada pelas nuvens, e a meditação busca o céu. As nuvens vêm e vão; o céu permanece, reside.

Busque o céu interior. E, se o encontrar, você nunca morrerá.

 

A MEDITAÇÃO:
CONSCIÊNCIA COTIDIANA

O trecho que se segue é adaptado de O livro dos segredos, de Osho. É uma técnica simples para lhe dar a sensação e a experiência de trazer a consciência às atividades que você pratica todos os dias. Enquanto experimenta a técnica, comece a recuperar seu estado meditativo natural de todo o ruído e todo o tráfego da mente.

Osho disse:

Quando digo que a consciência não pode ser atingida pela mente, quero dizer que não se pode atingi-la pensando sobre ela. Ela só pode ser atingida fazendo, não pensando.

Portanto, não fique pensando sobre o que é a consciência, como atingi-la ou qual será o resultado. Não pense; coloque em prática.

Quando estiver andando na rua, ande com consciência. É difícil, você vai esquecer, mas não desanime. Sempre que se lembrar, fique alerta.

Dê cada passo com toda a vigilância, intencionalmente.

Mantenha o passo, sem permitir que a mente vá para outro lugar.

Quando comer, coma. Mastigue sua comida com consciência.

O que quer que você faça, não faça mecanicamente. Por exemplo, posso mover minha mão mecanicamente. Mas também posso mover minha mão com total atenção. Minha mente está consciente de que minha mão está sendo movida.

 

A técnica

Faça, tente – agora mesmo. Estenda a mão para um objeto próximo e pegue-o como faria normalmente, de forma mecânica. Depois, ponha-o de volta no lugar.

E agora… tome consciência de sua mão, sinta-a de dentro para fora. Se houver qualquer tensão na mão, nos dedos, deixe a tensão ir embora.

Permaneça com a consciência de sua mão, com toda a sua atenção na mão, e estenda-a novamente para pegar o objeto. Pegue-o. Sinta sua textura, seu peso. Como é a sensação dele na mão. Veja como sua mão quer reagir a esse objeto… virá-lo, pesá-lo, brincar com ele… ou simplesmente segurá-lo imóvel. Com vigilância e consciência de cada movimento.

Agora, pouse o objeto, mantendo-se alerta e consciente do movimento de sua mão.

Você sentirá a mudança. A qualidade da ação muda no mesmo instante.

Osho explicou:

Por exemplo, se você comer com consciência, não conseguirá comer mais do que é necessário para o corpo.

A qualidade muda. Se comer com consciência, você mastigará mais. Com os hábitos inconscientes e mecânicos, você simplesmente continua empurrando coisas para seu estômago. Você não mastiga nada, só se enche. Então não há prazer. E, como não há prazer, você precisa de mais para obter o prazer. Não há paladar, e assim você precisa de mais comida.

Apenas fique alerta e veja o que acontece. Se estiver atento, você mastigará mais, sentirá mais o sabor, sentirá o prazer de comer. E, quando o corpo desfruta, ele lhe diz quando parar.

 

Experimente essa técnica de consciência hoje e nos próximos dias, em situações diferentes; não há necessidade de reservar um tempo extra para essa meditação. A questão é apenas meditar de um jeito relaxado e divertido enquanto faz essas atividades normais e cotidianas. As coisas ordinárias que você faz normalmente sem pensar, faça desta vez em um espaço de consciência.

 

Citação do dia

Quando a mente sabe, chamamos de conhecimento. Quando o coração sabe, chamamos de amor. E quando o ser sabe, chamamos de meditação.

— OSHO

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Osho

Sobre o autor

Osho

OSHO foi um dos mais influentes líderes espirituais do século XX. Orador brilhante e polêmico, ele inspirou milhares de pessoas de todas as idades, países e formações religiosas com seus ensinamentos simples e diretos. Nos anos 70, ele capturou a atenção de jovens do Ocidente que queriam experimentar a meditação e atingir a iluminação. Três décadas após sua morte, aos 59 anos, em 1990, o interesse por sua obra continua a se expandir. Osho se destacou por oferecer ferramentas para as pessoas buscarem a realização no dia a dia, em vez de soluções mágicas ou dogmáticas. Seu resort de meditação em Puna, na Índia, continua atraindo visitantes de todo o mundo.

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