108 histórias para entender a atenção plena | Sextante
Livro

108 histórias para entender a atenção plena

Arnie Kozak Ph.D.

“Divertido, sábio e memorável.” – Tara Brach, autora de Aceitação radical

“Todas as 108 histórias deste livro podem ser lidas de maneira independente, portanto, fique à vontade para lê-las na ordem que quiser. Podemos enxergar essas histórias e metáforas como sementes. Espero que, ao plantá-las no solo da sua experiência, elas possam criar raízes e dar frutos em sua vida.” – Arnie Kozak

 

 

Este pequeno livro envolvente e acessível está repleto de humor e profundos ensinamentos.

Ele apresenta 108 metáforas para a atenção plena, a prática de meditação, a natureza do eu, a mudança, a aceitação profunda e outros valores que o Dr. Kozak cultivou ao longo de 25 anos de meditação, prática de yoga e atuação como psicólogo clínico.

Essas histórias são indispensáveis para compreender a atenção plena e ajudar a internalizá-la, a torná-la parte da sua vida cotidiana.

Essas imagens mentalmente cativantes podem nos motivar a praticar, nos mostrar como e onde dar vida à atenção plena em nossa experiência pessoal e nos ajudar a empregar métodos poderosos de transformação.

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Ficha técnica
Lançamento 09/02/2022
Título original 108 Metaphors for Mindfulness
Tradução Ana Beatriz Rodrigues
Formato 14 x 21 cm
Número de páginas 208
Peso 300 g
Acabamento Brochura
ISBN 978-65-5564-289-6
EAN 9786555642896
Preço R$ 49,90
Ficha técnica e-book
eISBN 978-65-5564-290-2
Preço R$ 29,99
Ficha técnica audiolivro
ISBN 9786555643794
Duração 05h 26min
Locutor Sidney Ferreira
Lançamento 09/02/2022
Título original 108 Metaphors for Mindfulness
Tradução Ana Beatriz Rodrigues
Formato 14 x 21 cm
Número de páginas 208
Peso 300 g
Acabamento Brochura
ISBN 978-65-5564-289-6
EAN 9786555642896
Preço R$ 49,90

E-book

eISBN 978-65-5564-290-2
Preço R$ 29,99

Audiolivro

ISBN 9786555643794
Duração 05h 26min
Locutor Sidney Ferreira
Preço US$ 5,59

Leia um trecho do livro

PREFÁCIO

 

Desde que 108 histórias para entender a atenção plena foi publicado pela primeira vez, em 2009, passei a valorizar ainda mais a maestria do Buda em contar histórias por meio de metáforas. De fato, como afirmou o estudioso budista Damien Keown, “a capacidade do Buda em ensinar o Dharma era demonstrada por sua aptidão em adaptar a mensagem ao contexto no qual era transmitida. Parábolas, metáforas e analogias constituíam uma parte importante de seu repertório de ensinamentos, habilmente ajustadas aos indivíduos a quem se destinavam”. O Cânone Páli, a compilação por escrito dos ensinamentos budistas tradicionais, contém mais de mil referências metafóricas que abordam mais de 500 conceitos diferentes. O Buda usou metáforas de elementos (principalmente água e fogo), animais e as tecnologias do seu tempo (flechas, por exemplo) para transmitir seus ensinamentos ao seu público.

O objetivo deste livro é seguir os passos da pedagogia do Buda a meu próprio modo. O poder das histórias e das metáforas é uma presença indelével para mim, e apresento aqui 108 delas para fazer a atenção plena ganhar vida para você. Torço para que essa abordagem seja útil para divulgar ainda mais essa prática (também conhecida como mindfulness).

A metáfora das galinhas selvagens e dos pequenos tiranos (que você poderá ler nas páginas 116 e 128, respectivamente) foi destaque no livro Mindful America: The Mutual Transformation of Buddhist Meditation and American Culture, de Jeff Wilson. Nele, o Professor Wilson afirmou: “As metáforas de Kozak se baseiam em elementos da vida cotidiana e da nossa cultura, enfatizando os benefícios que podem ser extraídos da prática da atenção plena.” Embora alguns estudiosos budistas considerem problemática a popularização da atenção plena, foi com satisfação que vi meu livro sendo retratado dessa maneira, pois minha intenção é exatamente levar o mindfulness a um público mais amplo.

Como no tempo do Buda, as metáforas ajudam a tornar os ensinamentos acessíveis a toda e qualquer pessoa. Espero que consigam torná-los acessíveis para você também.

 

INTRODUÇÃO

 

Em 1988, meu orientador no doutorado em psicologia clínica me apresentou um pequeno livro intitulado Metáforas da vida cotidiana, do linguista George Lakoff e do filósofo Mark Johnson. Essa obra incisiva norteou minha formação e transformou minha maneira de pensar e praticar a psicoterapia.

As metáforas nos ajudam a entender o mundo: são o carro-chefe da linguagem e do significado, pois nos permitem compreender uma coisa comparando-a a outra e nos ajudam a comunicar esse entendimento. Percebemos o mundo por meio de metáforas e, ao fazer isso, criamos uma sensação de familiaridade. As metáforas, porém, são mais do que meras figuras de linguagem. Na verdade, não podemos separá-las da maneira como vemos e como vivenciamos o mundo. E mais: grande parte da linguagem do dia a dia é baseada em nosso corpo físico, e muitas metáforas refletem, de certo modo, a forma como o cérebro humano está organizado. Assim, conceitos metafóricos não são referências arbitrárias, e sim um reflexo da maneira como somos constituídos, a própria estrutura do nosso ser.

O psicólogo Julian Jaynes argumentou que a metáfora é a base da linguagem. Vejamos, por exemplo, o verbo to be, em inglês. Esse verbo básico vem do sânscrito bhu, que significa “crescer” ou “fazer crescer”. Portanto, o verbo to be tem a mesma raiz etimológica de outro verbo em sânscrito, asmi, que significa “respirar”. Assim, encapsulada na linguagem de uma metáfora milenar, está a constatação de que viver e respirar são uma coisa só. E, numa comovente conexão com os temas deste livro, podemos também refletir sobre o fato de que a respiração constitui a base da meditação de atenção plena, que, por extensão, é uma prática de ser.

Este livro apresenta 108 histórias para ajudar você a entender a atenção plena, a prática da meditação, o eu, a mudança, a aceitação profunda e outros conceitos afins. Compilei as metáforas apresentadas aqui ao longo de décadas de meditação, prática de ioga, estudo do budismo e de minha atuação como profissional de saúde mental.

A atenção plena é um processo de autoinvestigação voltado para o que está acontecendo no momento, na maior parte das vezes focado nas sensações do corpo – na corporificação do momento presente. É o direcionamento intencional da atenção para o desenrolar da experiência no agora e no momento que vem a seguir, sem comentários, julgamentos ou narrativas interiores.

As metáforas são fundamentais para entendermos a atenção plena e torná-la parte da nossa rotina. Elas podem nos motivar a incorporar a prática ao dia a dia e usá-la para transformar a nossa vida.

Com frequência me pego pensando e falando em metáforas. Elas ancoram a compreensão sobre a vida e muitas vezes servem como um guia para o aprimoramento pessoal. São como uma ponte que liga o conceitual ao vivencial.

Muitas das metáforas neste livro são criações minhas; outras foram extraídas da literatura sobre mindfulness e budismo. Elas formam o núcleo prático dos meus ensinamentos sobre atenção plena, e cada uma é um nó na rede de conceitos entrelaçados que tentam dar vida à experiência do mindfulness.

Você verá que o próprio processo de desvendar uma metáfora exige o uso de várias outras!

 

COMO LER ESTE LIVRO

 

Todas as 108 histórias deste livro podem ser lidas de maneira independente, portanto, fique à vontade para ler na ordem que quiser. Elas estão organizadas em cinco categorias: Metáforas da mente; Metáforas do eu; Metáforas da emoção, da mudança e da “loucura comum”; Metáforas da aceitação, da resistência e do espaço; Metáforas da prática. Assim como ocorre em qualquer sistema de categorização, há muitas semelhanças entre algumas delas – especialmente entre as que se referem ao eu e à mente. Entretanto, tais categorias constituem uma forma geral de organização que pode ser útil ao leitor.

Podemos considerar essas histórias e metáforas como sementes. Espero que, ao plantá-las no solo da sua experiência, elas possam criar raízes e dar frutos em sua vida.

 

METÁFORAS DA MENTE

 

Como descrever a mente? Como conhecê-la? Tente descrevê-la sem se referir a outra coisa. É difícil. A mente com certeza pode ir para lá e para cá; por exemplo, dizemos “hoje minha mente está acelerada” ou “minha mente está voando”. A mente é capaz de falar e contar histórias; por exemplo, “ai meu Deus, o que foi que eu fiz?” ou “ele sempre faz a mesma coisa, será que um dia vai aprender?”. A mente pode nos atormentar de inúmeras formas: convencendo-nos de que somos defeituosos de algum jeito ou alegando que uma pessoa é intolerável e precisa mudar. A tendência da mente a ser automática – na maneira como fala consigo sempre do mesmo modo, perseguindo pensamentos, sentimentos e percepções sem refletir – também é um tema recorrente.

Já a experiência da atenção plena e a meditação quase só podem ser descritas por meio de metáforas. No livro Philosophy in the Flesh, George Lakoff e Mark Johnson afirmam que:

É praticamente impossível pensar ou falar sobre a mente com seriedade sem conceitualizá-la em termos metafóricos. Sempre que conceitualizamos aspectos da mente dizendo coisas como “alcançar ideias”, “chegar a conclusões”, “ter clareza” ou “engolir reclamações”, estamos usando metáforas para tentar entender o que fazemos com ela.

A mensagem essencial aqui é que o que entendemos por mente não pode ser separado da noção de corpo. A dualidade mente-corpo levantada pelo filósofo Descartes há mais de 300 anos é um legado duradouro, mas problemático. De fato, tanto a mente quanto o eu são conceitos fundamentais para a atenção plena; é impossível descrevê-los e entendê-los sem as metáforas que têm origem em nossa experiência corporificada. Além disso, a meditação pode aproximá-lo da sua corporeidade porque, durante a prática, você percebe as sensações do corpo. A atenção plena pode ajudá-lo a se tornar íntimo da vasta sabedoria dos sentimentos e, portanto, aproximá-lo da realidade e ajudá-lo a superar a falsa dualidade entre mente e corpo.

As metáforas da mente e da atenção plena podem levá-lo mais perto do terreno da experiência – o corpo físico que também é mente. Dessa perspectiva, a prática é uma forma de comportamento racional que ajuda a revelar a base corporificada da vida mental.

Até a expressão mindfulness, em si, é metafórica. O que significa ter – ou não ter – a mente (mind) preenchida (full)? Na verdade, o termo mindfulness deriva de uma metáfora que vê a mente como um recipiente: coisas podem ser colocadas “na” mente; conselhos podem “entrar por um ouvido e sair pelo outro”; e pode “dar um branco” ao tentar lembrar o nome de uma pessoa.

Esta seção de Metáforas da mente explora diversas maneiras de entender o difícil conceito de mente ao compará-la com outras coisas.

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Arnie Kozak Ph.D.

Sobre o autor

Arnie Kozak Ph.D.

ARNIE KOZAK é professor assistente do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Vermont. Ministra workshops no Centro Barre de Estudos Budistas, no Centro Kripalu de Yoga e Saúde e no Instituto Copper Beech. Publicou vários livros, entre eles Mindfulness A to Z: 108 Insights for Awakening Now. Arnie pratica yoga e meditação há mais de trinta anos e se dedica a traduzir os ensinamentos do Buda para uma linguagem clara e acessível. Nas horas vagas, gosta de fazer trilhas com seus cães nas encostas das Green Mountains, em Vermont.

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