Aceitação radical - Sextante
Livro
AUTOAJUDA

Aceitação radical

TARA BRACH

Como despertar o amor que cura o medo e a vergonha dentro de nós

Como despertar o amor que cura o medo e a vergonha dentro de nós

 

“Este livro nos convida a abraçar nossas dores, medos e ansiedades, e a dar um passo leve, porém firme, no caminho da compreensão e da compaixão.” – Thich Nhat Hanh

“Este livro é um guia claro, prático e atencioso que nos mostra como passar da vergonha e do ódio contra nós mesmos para uma revolução na consciência: amando-nos por quem somos e pelas capacidades inatas do coração humano.” – Sharon Salzberg, autora de A real felicidade 

 

A Aceitação Radical é um caminho poderoso para nos libertarmos da crença de que tem algo errado conosco.

Sentir-se insuficiente e não merecedor é um sofrimento profundo, que se expressa em autojulgamentos e relacionamentos conturbados, em vícios e perfeccionismo, em solidão e excesso de atividades – forças que nos mantêm em uma vida frustrante e restrita.

Psicóloga e professora de meditação mundialmente reconhecida, Tara Brach nos ajuda a enxergar com clareza o que está acontecendo dentro de nós e a acolher o que vemos com um coração generoso.

Neste livro, ela enriquece seus ensinamentos com histórias, orientações práticas para o dia a dia, novas interpretações de contos budistas e meditações guiadas.

Aceitação Radical não significa resignação ou permissividade. Pelo contrário, ela promove a mudança genuína ao curar o medo e a vergonha, ajudando a construir relacionamentos autênticos.

Quando cessamos a guerra contra nós mesmos, somos livres para viver plenamente cada momento precioso da vida.

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Ficha técnica
Lançamento 26/05/2021
Título original Radical Acceptance
Tradução Ivo Korytowski
Formato 16 x 23 cm
Número de páginas 320
Peso 400g
Acabamento brochura
ISBN 978-65-5564-155-4
EAN 9786555641554
Preço R$ 54,90
Ficha técnica e-book
eISBN 978-65-5564-156-1
Preço R$ 39,99
Ficha técnica audiolivro
ISBN 9786555642445
Duração 13h 41min
Locutor Zeza Mota
Preço US$ 7,99
Lançamento 26/05/2021
Título original Radical Acceptance
Tradução Ivo Korytowski
Formato 16 x 23 cm
Número de páginas 320
Peso 400g
Acabamento brochura
ISBN 978-65-5564-155-4
EAN 9786555641554
Preço R$ 54,90

E-book

eISBN 978-65-5564-156-1
Preço R$ 39,99

Audiolivro

ISBN 9786555642445
Duração 13h 41min
Locutor Zeza Mota
Preço US$ 7,99

Leia um trecho do livro

Bem além das ideias de errado e certo
existe um campo. Ali o encontrarei.

Quando a alma se deita naquele
gramado, o mundo está repleto demais para
falarmos dele.
Ideias, linguagem, mesmo a expressão um ao outro
não fazem nenhum sentido.

– Rumi

Prefácio

Você tem nas mãos um belo convite: um convite a lembrar que é possível levar sua vida com o coração sábio e suave de um buda. Em Aceitação Radical, Tara Brach amavelmente oferece uma compreensão transformadora e palavras de cura, frutos de seus muitos anos de prática como professora de meditação e psicoterapeuta. Tendo mergulhado no trabalho diário de recuperar a dignidade humana com compaixão e perdão sinceros, Tara oferece ensinamentos imediatos e tangíveis, derrubando as barreiras que impedem que sejamos plenamente vivos.

Em uma sociedade moderna estressante e competitiva, que promove a indignidade, o autojulgamento e a perda do sagrado em tantas pessoas, os princípios da Aceitação Radical aqui expressos são essenciais para recuperar uma vida de alegria e liberação. Através de histórias saborosas e relatos de alunos e clientes de Tara, de sua própria jornada pessoal e de práticas claras e sistemáticas, Aceitação Radical nos mostra formas sábias de nos cuidarmos, transformar nossas dores e recuperar nossa integridade.

Acima de tudo, este livro nos desperta novamente para nossa natureza de buda – a felicidade e a liberdade fundamentais que são direitos de nascença de todo ser humano. Leia estas páginas devagar. Absorva estas palavras e práticas. Permita que elas guiem você e abençoem seu caminho.

JACK KORNFIELD
Spirit Rock Center
Fevereiro de 2003.

Prólogo:
“Tem alguma coisa errada comigo”

Quando eu estava na faculdade, fui passar um fim de semana fazendo trilha nas montanhas com uma sábia amiga de 22 anos, mais velha que eu. Depois que montamos nossa barraca, nos sentamos à beira de um riacho e ficamos observando a água rodopiar em torno das rochas enquanto conversávamos sobre a vida. A certa altura, ela me contou como estava aprendendo a ser “sua melhor amiga”. Senti uma tristeza enorme me invadir e comecei a chorar. Eu estava longe de ser minha melhor amiga. Vivia perseguida por um juiz interno que era impiedoso, implacável, implicante e compulsivo, sempre alerta, ainda que muitas vezes invisível. Eu sabia que jamais trataria uma amiga do jeito que tratava a mim mesma, sem compaixão ou gentileza.

A ideia por trás de tudo isso era de que havia alguma coisa fundamentalmente errada comigo e eu tentava de tudo para controlar e corrigir o que me parecia um eu falho. Exigia de mim mesma um desempenho excelente na faculdade, era uma ativista política fervorosa e tinha uma vida social intensa. O vício em comida e a obsessão por realizações eram meios de evitar a dor (mas só a aumentavam). Minha busca por prazer era saudável às vezes – na natureza, com amigas –, mas também incluía uma impulsiva busca de emoções com drogas recreativas, sexo e outras aventuras. Aos olhos do mundo, eu era altamente funcional. Por dentro, era ansiosa, compulsiva e muitas vezes ficava deprimida. Não me sentia em paz em nenhuma área da minha vida.

Esse mal-estar vinha acompanhado por uma profunda solidão. No início da adolescência, às vezes eu imaginava que vivia dentro de uma esfera transparente que me separava das pessoas e da vida à minha volta. Quando eu estava bem comigo e à vontade com os outros, a bolha afinava, tornando-se quase como um filete invisível de gás; quando estava mal, ficava tão grossa que era como se os outros pudessem vê-la. Aprisionada por dentro, eu me sentia vazia e extremamente sozinha. Com o tempo, essa fantasia da bolha passou, mas mesmo assim eu vivia com medo de desapontar alguém ou ser rejeitada.

Com minha amiga de faculdade era diferente: eu confiava nela e podia me abrir por completo. Nos dois dias seguintes de trilha pelo alto das montanhas, comecei a perceber, conversando com ela ou sentada em silêncio, que aquela sensação de profunda deficiência pessoal estava por trás de toda a minha depressão, toda a solidão, todas as oscilações de humor e todos os comportamentos compulsivos. Era a primeira vez que eu via claramente o núcleo do sofrimento que revisitaria repetidas vezes ao longo da vida. Intuitivamente eu sabia que, apesar de fazer com que me sentisse exposta e dolorida, enfrentar aquela dor era um caminho de cura.

No domingo à noite, ao descermos de carro das montanhas, meu coração estava mais leve, embora ainda dolorido. Eu ansiava por ser mais gentil comigo mesma. Ansiava por acolher minha experiência interna e me sentir mais conectada e mais à vontade com as pessoas ao meu redor.

Quando, alguns anos depois, esses anseios me levaram ao caminho budista, encontrei ali os ensinamentos e práticas que me permitiram encarar aquela sensação de indignidade e insegurança. Eles me deram um meio de ver claramente o que estava acontecendo comigo e me mostraram como ter mais compaixão comigo mesma. Os ensinamentos do Buda também me ajudaram a desfazer a dolorosa e equivocada ideia de que eu estava sozinha no meu sofrimento, de que aquilo era um problema pessoal e, de algum modo, culpa minha.

Nos últimos 20 anos, como psicóloga e professora budista, tive contato com milhares de clientes e alunos que me revelaram se sentirem oprimidos pela sensação de não serem bons o suficiente. Seja durante uma conversa em um retiro de meditação de 10 dias, seja durante uma sessão de terapia semanal, o sofrimento – o medo de ser falho e não merecedor – é basicamente o mesmo.

Para muitas pessoas, tal sensação de deficiência está sempre à espreita. Basta um pequeno incidente – saber das realizações de alguém, ser criticado, se envolver numa discussão, cometer uma falha no trabalho – para sentirem que não estão bem.

Nas palavras de uma amiga minha: “A sensação de que há algo errado comigo é o gás tóxico invisível que estou sempre respirando.” Quando nos enxergamos pelas lentes da insuficiência pessoal, ficamos prisioneiros do que chamo de transe da indignidade. Aprisionados nesse transe, não conseguimos perceber a verdade de quem realmente somos.

Uma aluna de meditação em um retiro em que eu estava lecionando me contou sobre uma experiência que a levou a perceber a tragédia de viver em transe. Marilyn havia passado muitas horas sentada junto ao leito de morte da mãe – lendo para ela, meditando junto dela tarde da noite, segurando sua mão e dizendo repetidas vezes que a amava. A mãe estava inconsciente a maior parte do tempo, respirando com dificuldade e de forma irregular. Certo dia, antes do amanhecer, ela abriu os olhos de repente e olhou clara e fixamente para a filha. “Sabe”, murmurou a mãe, “passei a vida toda achando que havia algo errado comigo.” Balançando ligeiramente a cabeça, como quem diz Que desperdício, ela fechou os olhos e voltou a entrar em coma. Horas depois, veio a falecer.

Não precisamos esperar até estarmos no leito de morte para perceber como desperdiçamos nossa preciosa vida acreditando haver algo errado conosco. O problema é que, devido à força desse nosso hábito de nos sentirmos insuficientes, despertar do transe exige não apenas uma resolução interna, mas também um treinamento ativo do coração e da mente. Com as práticas budistas de consciência, nos libertamos do sofrimento do transe, pois aprendemos a reconhecer o que é verdade no momento presente e a acolher o que vemos com o coração aberto. Esse cultivo da atenção plena e da compaixão é o que chamo de Aceitação Radical.

A Aceitação Radical inverte nosso hábito de viver em guerra com experiências desconhecidas, assustadoras ou intensas. É o antídoto necessário a anos de autonegligência, anos de julgamento e tratamento rude, anos rejeitando a experiência do momento presente. A Aceitação Radical é a disposição de experimentar a nós mesmos e a vida como ela é. Um momento de Aceitação Radical é um momento de liberdade genuína.

O mestre da meditação indiana do século XX Sri Nisargadatta nos encoraja a tomar esse caminho de liberdade de todo o coração: “… tudo que peço a vocês é: Torne perfeito o amor por você mesmo.” Para Marilyn, as últimas palavras da mãe agonizante a despertaram para essa possibilidade. “Foi o presente de despedida dela”, contou Marilyn. “Percebi que eu não precisava perder minha vida como ela havia perdido. Movida pelo amor, o amor por minha mãe e pela vida, resolvi viver com mais aceitação e gentileza.” Todos nós podemos escolher fazer o mesmo.

Quando praticamos a Aceitação Radical, começamos pelos nossos temores e feridas e descobrimos que nosso coração de compaixão se amplia sem limites. Ao nos cuidarmos com compaixão, ficamos livres para amar este mundo vivo. É a bênção da Aceitação Radical: quando nos libertamos do sofrimento do “Tem alguma coisa errada comigo”, confiamos e expressamos a plenitude de quem somos.

Que os ensinamentos deste livro nos sirvam enquanto despertamos juntos. Que cada um de nós descubra a pura percepção e o amor que são nossa natureza mais profunda. Que nossa consciência amorosa envolva todos os seres por toda parte.

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Tara Brach

Sobre o autor

Tara Brach

TARA BRACH é psicóloga clínica e professora no Insight Meditation Community de Washington, um dos maiores centros de meditação não residenciais dos Estados Unidos. Também é palestrante e conduz retiros de meditação budistas por toda a América do Norte. Com uma abordagem que une a psicologia a práticas espirituais orientais, é uma voz distinta no budismo ocidental. Mora em Great Falls (Virgínia), com o marido e o cachorro.    

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