Desenhando letras - Sextante
Livro
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ARTE
CALIGRAFIA

Desenhando letras

Desenhando letras

JULIANA MOORE

Um guia prático para dominar a arte de escrever à mão

Um guia prático para dominar a arte de escrever à mão

 

Resgate o prazer de escrever à mão e desenvolva uma nova habilidade.

 

Quando foi a última vez que você escreveu em vez de digitar? Você gosta da sua letra? E se pudesse aprimorá-la de forma divertida e criativa?

Em Desenhando Letras, você vai resgatar o prazer de escrever à mão e aprender diferentes técnicas de es­crita, caligrafia e lettering.

Com uma linguagem acessível, a designer Juliana Moore nos leva a uma jornada de conhecimento e prática dessas técnicas, ensinando como aplicá-las para criar composições incrí­veis. Tudo explicado em detalhes para deixar sua agenda, seus ca­dernos e até suas paredes ainda mais coloridas!

 

 

 

Resgate o prazer de escrever à mão e desenvolva uma nova habilidade.

 

Quando foi a última vez que você escreveu em vez de digitar? Você gosta da sua letra? E se pudesse aprimorá-la de forma divertida e criativa?

Em Desenhando Letras, você vai resgatar o prazer de escrever à mão e aprender diferentes técnicas de es­crita, caligrafia e lettering.

Com uma linguagem acessível, a designer Juliana Moore nos leva a uma jornada de conhecimento e prática dessas técnicas, ensinando como aplicá-las para criar composições incrí­veis. Tudo explicado em detalhes para deixar sua agenda, seus ca­dernos e até suas paredes ainda mais coloridas!

 

 

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Ficha técnica
Lançamento 09/03/2021
Formato 21 x 28 cm
Número de páginas 144
Peso 300 g
Acabamento brochura
ISBN 978-85-431-0947-3
EAN 9788543109473
Preço R$ 49,90
Lançamento 09/03/2021
Título original
Tradução
Formato 21 x 28 cm
Número de páginas 144
Peso 300 g
Acabamento brochura
ISBN 978-85-431-0947-3
EAN 9788543109473
Preço R$ 49,90

Leia um trecho do livro

1 – ESCRITA

Por que escrevemos?

Quando foi a última vez que você escreveu algo à mão? Qual a importância que a escrita tem no seu dia a dia? Por que preservar e aprimorar a escrita manual num mundo em que grande parte da população dispõe de celulares, computadores e tablets – em que se pode digitar e editar textos quantas vezes quiser, a qualquer momento, em qualquer lugar? É curioso que nesse contexto estejam surgindo cada vez mais pessoas interessadas em caligrafia e lettering, em melhorar a própria letra. Elas querem fazer anotações de estudo bonitas, querem criar diários, planners e agendas com letras caprichadas feitas à mão.

A escrita nasceu da necessidade do homem de registrar sua passagem pelo mundo. Começou pictórica, com desenhos figurativos, e foi evoluindo para expressar ideias cada vez mais complexas. O que muda quando deixamos de ter o movimento físico de traçar a letra, a expressividade do desenho pessoal, e passamos para o ato de apertar botões e ver o texto se materializando numa tela em letras padronizadas criadas por outra pessoa? O conteúdo está ali, mas deixamos para trás a nossa personalidade, a nossa marca, que é a nossa própria letra. Além disso, muitos estudos comprovam que quando escrevemos à mão ativamos mais partes do cérebro do que quando digitamos. As ideias fluem com mais facilidade e rapidez, memorizamos melhor o conteúdo e expressamos nossos pensamentos e emoções mais livremente. Portanto a escrita, além de informar e registrar, é também uma atividade cognitiva e terapêutica.

Uma das coisas que mais ouço é: “Quero muito aprender caligrafia/ lettering, mas a minha letra é horrível!” Sempre digo que não importa como é sua letra pessoal, pois na caligrafia o objetivo principal é copiar um modelo de letra preexistente. O processo é diferente, você tem que prestar muito mais atenção na forma do que no conteúdo, está mais para o ato de desenhar do que o de escrever. Definitivamente, sua letra vai sair bem diferente de como sairia se tivesse que escrever uma redação de mil palavras para entregar no dia seguinte!

Essa pergunta levanta também um outro ponto: o que aconteceu para que a sua letra ficasse “horrível”? Aliás, o que você considera uma letra “bonita”?

Na alfabetização, em geral nos ensinam dois modelos de letra: bastão e cursiva. São modelos simplificados e adaptados para o nível de desenvolvimento psicológico e motor de uma criança de 6 anos (idade em que a maioria começa a ler e escrever). O interessante a notar é que todos começamos com o mesmo modelo, mas a letra de cada pessoa é tão individual quanto a impressão digital.

Algumas crianças vão ter mais habilidade manual e paciência para seguir os modelos; outras, nem tanto. Alguns professores podem ser exigentes a ponto de criar aversão à atividade em algumas pessoas, outros talvez se preocupem apenas que esteja minimamente legível. Como você era nessa fase da escola? Como foi a sua experiência de alfabetização? E qual atenção você deu, ao longo da vida, para a sua letra?

No meu caso, sempre gostei de escrever. Gostava de usar o caderno de caligrafia e mantive muitos diários na infância e na adolescência. Sim, eu era a garota que tinha o estojo cheio de canetinhas coloridas e o caderno todo limpinho e organizado, que todos pegavam emprestado para copiar a matéria. Todo ano eu criava uma caligrafia nova, mudando algumas características das letras – às vezes fazia mais redondinhas, outras mais inclinadas; às vezes grandes, outras vezes pequenas. Inventava letras decorativas para as capas dos trabalhos… Já fiz de tudo!

Com o tempo, as individualidades vão permeando a escrita, e sua letra acaba dizendo muito sobre quem você é e o que valoriza. Alguns tendem a fazer letras mais redondas e verticais; outros, mais angulosas e inclinadas. Começamos a misturar letras bastão e cursivas na mesma palavra, o que nos leva a criar combinações bem particulares. Também influencia muito o fato de termos que escrever cada vez mais rápido, o que nos faz desconectar da forma para nos concentrarmos apenas no conteúdo. A mão tem que seguir a velocidade do pensamento, e o pensamento voa!

Muitas pessoas têm vergonha da própria letra. O caminho para melhorar isso é um processo de autoconhecimento e dedicação. Acredito que se você se interessou por este livro é porque quer, no mínimo, fazer alguma mudança nesse sentido. Quem sabe ter uma letra mais clara, uniforme e elegante para escrever um cartão de aniversário para os amigos ou o convite para um evento especial. Talvez você queira ir além e acabe descobrindo na caligrafia e no lettering uma atividade prazerosa para adotar como hobby ou até profissão.

Vou guiar você passo a passo nessa jornada, transmitindo de maneira simples um pouco do que aprendi e indicando materiais acessíveis, para que qualquer um possa fazer.

Deixe de lado a insegurança, faça os exercícios e abra o coração para as letrinhas, e de agora em diante será só evolução! Você vai ter alguns espaços aqui no livro para treinar, mas não hesite em pegar outras folhas de papel e repetir várias vezes o mesmo exercício. E não esqueça: é tudo uma questão de prática. Nada acontece da noite para o dia.

1 – ESCRITA

Por que escrevemos?

Quando foi a última vez que você escreveu algo à mão? Qual a importância que a escrita tem no seu dia a dia? Por que preservar e aprimorar a escrita manual num mundo em que grande parte da população dispõe de celulares, computadores e tablets – em que se pode digitar e editar textos quantas vezes quiser, a qualquer momento, em qualquer lugar? É curioso que nesse contexto estejam surgindo cada vez mais pessoas interessadas em caligrafia e lettering, em melhorar a própria letra. Elas querem fazer anotações de estudo bonitas, querem criar diários, planners e agendas com letras caprichadas feitas à mão.

A escrita nasceu da necessidade do homem de registrar sua passagem pelo mundo. Começou pictórica, com desenhos figurativos, e foi evoluindo para expressar ideias cada vez mais complexas. O que muda quando deixamos de ter o movimento físico de traçar a letra, a expressividade do desenho pessoal, e passamos para o ato de apertar botões e ver o texto se materializando numa tela em letras padronizadas criadas por outra pessoa? O conteúdo está ali, mas deixamos para trás a nossa personalidade, a nossa marca, que é a nossa própria letra. Além disso, muitos estudos comprovam que quando escrevemos à mão ativamos mais partes do cérebro do que quando digitamos. As ideias fluem com mais facilidade e rapidez, memorizamos melhor o conteúdo e expressamos nossos pensamentos e emoções mais livremente. Portanto a escrita, além de informar e registrar, é também uma atividade cognitiva e terapêutica.

Uma das coisas que mais ouço é: “Quero muito aprender caligrafia/ lettering, mas a minha letra é horrível!” Sempre digo que não importa como é sua letra pessoal, pois na caligrafia o objetivo principal é copiar um modelo de letra preexistente. O processo é diferente, você tem que prestar muito mais atenção na forma do que no conteúdo, está mais para o ato de desenhar do que o de escrever. Definitivamente, sua letra vai sair bem diferente de como sairia se tivesse que escrever uma redação de mil palavras para entregar no dia seguinte!

Essa pergunta levanta também um outro ponto: o que aconteceu para que a sua letra ficasse “horrível”? Aliás, o que você considera uma letra “bonita”?

Na alfabetização, em geral nos ensinam dois modelos de letra: bastão e cursiva. São modelos simplificados e adaptados para o nível de desenvolvimento psicológico e motor de uma criança de 6 anos (idade em que a maioria começa a ler e escrever). O interessante a notar é que todos começamos com o mesmo modelo, mas a letra de cada pessoa é tão individual quanto a impressão digital.

Algumas crianças vão ter mais habilidade manual e paciência para seguir os modelos; outras, nem tanto. Alguns professores podem ser exigentes a ponto de criar aversão à atividade em algumas pessoas, outros talvez se preocupem apenas que esteja minimamente legível. Como você era nessa fase da escola? Como foi a sua experiência de alfabetização? E qual atenção você deu, ao longo da vida, para a sua letra?

No meu caso, sempre gostei de escrever. Gostava de usar o caderno de caligrafia e mantive muitos diários na infância e na adolescência. Sim, eu era a garota que tinha o estojo cheio de canetinhas coloridas e o caderno todo limpinho e organizado, que todos pegavam emprestado para copiar a matéria. Todo ano eu criava uma caligrafia nova, mudando algumas características das letras – às vezes fazia mais redondinhas, outras mais inclinadas; às vezes grandes, outras vezes pequenas. Inventava letras decorativas para as capas dos trabalhos… Já fiz de tudo!

Com o tempo, as individualidades vão permeando a escrita, e sua letra acaba dizendo muito sobre quem você é e o que valoriza. Alguns tendem a fazer letras mais redondas e verticais; outros, mais angulosas e inclinadas. Começamos a misturar letras bastão e cursivas na mesma palavra, o que nos leva a criar combinações bem particulares. Também influencia muito o fato de termos que escrever cada vez mais rápido, o que nos faz desconectar da forma para nos concentrarmos apenas no conteúdo. A mão tem que seguir a velocidade do pensamento, e o pensamento voa!

Muitas pessoas têm vergonha da própria letra. O caminho para melhorar isso é um processo de autoconhecimento e dedicação. Acredito que se você se interessou por este livro é porque quer, no mínimo, fazer alguma mudança nesse sentido. Quem sabe ter uma letra mais clara, uniforme e elegante para escrever um cartão de aniversário para os amigos ou o convite para um evento especial. Talvez você queira ir além e acabe descobrindo na caligrafia e no lettering uma atividade prazerosa para adotar como hobby ou até profissão.

Vou guiar você passo a passo nessa jornada, transmitindo de maneira simples um pouco do que aprendi e indicando materiais acessíveis, para que qualquer um possa fazer.

Deixe de lado a insegurança, faça os exercícios e abra o coração para as letrinhas, e de agora em diante será só evolução! Você vai ter alguns espaços aqui no livro para treinar, mas não hesite em pegar outras folhas de papel e repetir várias vezes o mesmo exercício. E não esqueça: é tudo uma questão de prática. Nada acontece da noite para o dia.

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Juliana Moore

Sobre o autor

Juliana Moore

JULIANA MOORE é formada em Design Gráfico pelo Senac­-SP e cursou a especialização em Design de Tipografias da Univer­sidad de Buenos Aires. Sempre se interessou muito por letras, desenho e escrita, mas foi só aos 18 anos, entrando na faculdade, que se encantou com a tipografia e per­cebeu que poderia fazer disso uma profissão. Trabalha hoje exclusiva­mente na criação de letterings para logotipos de empresas, materiais editoriais, eventos e ações publi­citárias. É professora em cursos livres e de graduação, e mora no Rio de Janeiro com a família.  

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