Livro
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POESIA

Voz ao verbo

Voz ao verbo

ALLAN DIAS CASTRO

Poemas para calar o medo

Poemas para calar o medo

Voz ao verbo é o segundo livro do poeta Allan Dias Castro.

“Allan Dias acha os versos
Onde a alma faz morada
Grita o silêncio da vida
E silencia a zoada
Pro mundo poder ouvir
Sua poesia encantada.”

Bráulio Bessa

No princípio era o verbo. E os versos.
Mas o gaúcho Allan Dias Castro não conseguia lhes dar voz.
Silenciavam dentro do peito. Doíam. Ele se sentia inadequado e só.

Nascido numa família tradicional de advogados, Allan não queria desapontar gerações. Foi cursar Direito, mas logo percebeu que não conseguiria ser feliz seguindo os passos dos pais.

“Nem todo talento cabe no diploma. Nem toda identidade cabe na carteira. Nem todo mundo é igual”, concluiu.

Matar seu sonho seria morrer antes da morte. Decidido a encontrar a própria voz, veio para o Rio de Janeiro em 2010 escrever sua história como poeta e compositor.

Este livro é o roteiro errante de como ele deu Voz ao Verbo, criando em 2016 um projeto de vídeos de poesia falada que gerou enorme identificação com o público e ultrapassou a surpreendente marca de 90 milhões de visualizações nas redes sociais.

Agora, os poemas, os textos poéticos e as histórias contidas nestas páginas servem de companhia a todos aqueles que desejam calar o medo, ouvir a si mesmos e descobrir seu modo de se colocar no mundo.

Voz ao verbo é o segundo livro do poeta Allan Dias Castro.

“Allan Dias acha os versos
Onde a alma faz morada
Grita o silêncio da vida
E silencia a zoada
Pro mundo poder ouvir
Sua poesia encantada.”

Bráulio Bessa

No princípio era o verbo. E os versos.
Mas o gaúcho Allan Dias Castro não conseguia lhes dar voz.
Silenciavam dentro do peito. Doíam. Ele se sentia inadequado e só.

Nascido numa família tradicional de advogados, Allan não queria desapontar gerações. Foi cursar Direito, mas logo percebeu que não conseguiria ser feliz seguindo os passos dos pais.

“Nem todo talento cabe no diploma. Nem toda identidade cabe na carteira. Nem todo mundo é igual”, concluiu.

Matar seu sonho seria morrer antes da morte. Decidido a encontrar a própria voz, veio para o Rio de Janeiro em 2010 escrever sua história como poeta e compositor.

Este livro é o roteiro errante de como ele deu Voz ao Verbo, criando em 2016 um projeto de vídeos de poesia falada que gerou enorme identificação com o público e ultrapassou a surpreendente marca de 90 milhões de visualizações nas redes sociais.

Agora, os poemas, os textos poéticos e as histórias contidas nestas páginas servem de companhia a todos aqueles que desejam calar o medo, ouvir a si mesmos e descobrir seu modo de se colocar no mundo.

Compre agora:

Ficha técnica
Lançamento 06/05/2019
Título original VOZ AO VERBO
Tradução
Formato 14 X 21 CM
Número de páginas 144
Peso 0.35 KG
Acabamento BROCHURA
ISBN 9788543107431
EAN 9788543107431
Preço R$ 34.90
Ficha técnica e-book
eISBN 9788543107448
Preço R$ 19.99
Ficha técnica audiolivro
ISBN 9788543107943
Duração 01h 46min
Locutor Allan Dias Castro
Preço R$ 27,99
Lançamento 06/05/2019
Título original VOZ AO VERBO
Tradução
Formato 14 X 21 CM
Número de páginas 144
Peso 0.35 KG
Acabamento BROCHURA
ISBN 9788543107431
EAN 9788543107431
Preço R$ 34.90

E-book

eISBN 9788543107448
Preço R$ 19.99

Audiolivro

ISBN 9788543107943
Duração 01h 46min
Locutor Allan Dias Castro
Preço R$ 27,99

Leia um trecho do livro

Onde nasce um poema

Hoje eu vou te levar para onde nasce um poema.

É lá onde o arrependimento não volta,

Porque entende que os erros moram no tempo.

E olhar para a frente é escolher não visitá-los.

É por isso que lá, onde nasce um poema,

A culpa virou passado.

E não se trata de esquecimento,

Mas talvez de aprendizado.

Onde nasce um poema se percebe no outro um espelho,

Para ver o outro lado de um problema que também é seu.

Por isso, perdoar é trazer em si a solução.

Porque, se tudo tem dois lados, receber

Vai ser reflexo de oferecer perdão.

É aí, onde os sorrisos são tão leves,

Que os versos nos levam pela mão.

Hoje eu vou te levar para onde nasce um poema.

É lá onde o desejo antecede o pedido,

E, se por acaso não for atendido,

É lá que se recompensa a paciência.

Onde nasce um poema,

O acaso nos dá uma segunda chance

E ganha o nome de coincidência.

É lá que o poeta só enxerga a beleza,

Mas não vive de aparência.

É onde nasce um poema que está nossa verdade.

E se o caminho for complicado de entender,

É porque muitas vezes eu mesmo esqueço:

Um poema também nasce da simplicidade

E talvez não tenha um endereço.

E quem sabe eu seja só um cara falando em te levar

Pra onde nem eu mesmo conheço,

Só imaginando, desde o começo,

De tanta vontade de te ver.

Eu só queria ter te levado

Pra onde eu acho que nasce um poema.

E não me arrependo.

Mesmo se você tiver aprendido a me esquecer,

Não foi um erro.

Se pelo menos um verso meu,

Mesmo confuso, perdido,

Te fizer sorrir quando acabar de ler,

Tudo vai fazer sentido.

Porque vai ter sido um poema

Que me levou até você.

Como encontrei minha voz

Eu não correspondi às expectativas dos meus pais. Nasci numa família de advogados e, no roteiro que eles criaram para mim, eu deveria ter me formado em Direito e feito concurso para juiz. Assim, com 30 e poucos anos, teria um emprego estável e estaria garantido pelo resto da vida. O final feliz que eles pretendiam me dar chegou ao fim quando, depois de cursar alguns semestres, percebi que não conseguiria interpretar aquela personagem até concluir a faculdade e, muito menos, por toda a vida.

Foi como se eu finalmente tivesse acordado: eu estava perdendo o sono para correr atrás de um sonho que não era meu. É claro que no começo foi um pesadelo, tudo que eu queria era ser “normal”, aproveitar aquela oportunidade maravilhosa que eles estavam me dando de cursar uma ótima universidade, passar no concurso futuramente, envelhecer no emprego, me aposentar e morrer.

E isso é vida? Eu decidi que não seria a minha. Matar o meu sonho seria morrer antes da morte. Não foi fácil desapontar gerações. Demorei a entender que essa vontade de seguir uma carreira sem ser conhecido como o filho de fulano, ou simplesmente não entrando em portas já abertas, seria a minha saída para a liberdade. E se eu não precisasse provar mais nada a ninguém? A consciência de que não nasci para acordar reclamando e sair atrasado para chegar aonde eu não queria foi o que me fez despertar.

Nem todo talento cabe no diploma. Nem toda identidade cabe na carteira. Nem todo mundo é igual, pelo contrário, há quem busque seu sonho a qualquer preço, mas há quem se venda por salário. Quem está errado? Na minha opinião, apenas quem estiver fazendo algo que não quer porque disseram que era o certo. Eu percebi que algumas pessoas não se encaixam em um padrão, e essa ideia de que é possível ter uma receita de felicidade, sucesso ou comportamento é o que está nos deixando cada vez mais doentes.

Se você não se enquadra nas regras, mesmo as mais simples, como horários, convenções sociais ou estereótipos do que é ser uma pessoa bem-sucedida, mais cedo ou mais tarde, vai ser julgado como louco. Perder o medo desse julgamento é o primeiro passo para ser o que você quiser. É essa liberdade que apavora aqueles que gostariam de ter tido a mesma atitude, porque escrever a própria história é o que nos livra de uma armadura chamada de lucidez por aqueles que não percebem que seguir o roteiro dos outros é censurar a si mesmo.

Mas eu tive a sorte de poder contar com o apoio incondicional da minha família, mesmo quando tudo era só uma aposta. Parece que esse novo mundo que se abriu para mim tinha como chave a coragem de tomar uma iniciativa sem culpar ninguém por, no seu mais sincero ponto de vista, apenas querer o meu bem.

No fim, sempre fui eu contra meu próprio medo. Aí percebi que a dose de loucura que precisei para seguir meu sonho, com o tempo, foi a cura para minha insatisfação. Meus pais, hoje em dia, vendo minha alegria a cada conquista no caminho que escolhi, sentem-se realizados. Por isso, tenho o prazer de repetir que eu não correspondi às expectativas deles. Fui maluco o suficiente para superá-las.

Este livro refaz essa trajetória sem a menor pretensão ou compromisso de estar em ordem cronológica perfeita, ou seguir por temática definida em capítulos. Eu não saberia como determinar o tempo exato em que absorvemos e assimilamos os acontecimentos de nossa vida, ou ainda de que maneira dividir sentimentos em áreas distintas ou seções específicas se já coube tudo dentro do peito.

Mais do que estética, eu busquei o que dizer longe dos filtros que o julgamento nos impõe. Para mim, a beleza é subjetiva, já a sinceridade apenas é. E basta. Eu traduzi essa liberdade de expressão em “ter encontrado a minha voz”. E como eu a encontrei? Minha resposta é o roteiro (errante e muitas vezes distante do literal) que nos conduzirá pelas páginas seguintes.

Embora tenha vários pontos finais a cada trecho, o livro Voz ao Verbo é poesia em movimento e conta uma nova história toda vez que você voltar a estas páginas com o intuito de seguir adiante em sua vida. Digo isso por acreditar que toda mudança se inicia no impulso de não continuar sendo a mesma pessoa. Assim, cada um fará a sua travessia quantas vezes for necessário, sempre com a possibilidade de chegar a um ponto de vista distinto do anterior.

Esse caminho é inevitavelmente pessoal, mas não necessariamente solitário. Por isso, meu objetivo é que os textos deste livro sirvam, não como passos a serem seguidos, mas como companhia para qualquer pessoa, em qualquer tempo, perceber o seu modo de se colocar no mundo. Afinal, escrever a própria história nada mais é do que encontrar a sua voz para calar o medo e ouvir a si mesmo.

Vamos juntos?

Onde nasce um poema

Hoje eu vou te levar para onde nasce um poema.

É lá onde o arrependimento não volta,

Porque entende que os erros moram no tempo.

E olhar para a frente é escolher não visitá-los.

É por isso que lá, onde nasce um poema,

A culpa virou passado.

E não se trata de esquecimento,

Mas talvez de aprendizado.

Onde nasce um poema se percebe no outro um espelho,

Para ver o outro lado de um problema que também é seu.

Por isso, perdoar é trazer em si a solução.

Porque, se tudo tem dois lados, receber

Vai ser reflexo de oferecer perdão.

É aí, onde os sorrisos são tão leves,

Que os versos nos levam pela mão.

Hoje eu vou te levar para onde nasce um poema.

É lá onde o desejo antecede o pedido,

E, se por acaso não for atendido,

É lá que se recompensa a paciência.

Onde nasce um poema,

O acaso nos dá uma segunda chance

E ganha o nome de coincidência.

É lá que o poeta só enxerga a beleza,

Mas não vive de aparência.

É onde nasce um poema que está nossa verdade.

E se o caminho for complicado de entender,

É porque muitas vezes eu mesmo esqueço:

Um poema também nasce da simplicidade

E talvez não tenha um endereço.

E quem sabe eu seja só um cara falando em te levar

Pra onde nem eu mesmo conheço,

Só imaginando, desde o começo,

De tanta vontade de te ver.

Eu só queria ter te levado

Pra onde eu acho que nasce um poema.

E não me arrependo.

Mesmo se você tiver aprendido a me esquecer,

Não foi um erro.

Se pelo menos um verso meu,

Mesmo confuso, perdido,

Te fizer sorrir quando acabar de ler,

Tudo vai fazer sentido.

Porque vai ter sido um poema

Que me levou até você.

Como encontrei minha voz

Eu não correspondi às expectativas dos meus pais. Nasci numa família de advogados e, no roteiro que eles criaram para mim, eu deveria ter me formado em Direito e feito concurso para juiz. Assim, com 30 e poucos anos, teria um emprego estável e estaria garantido pelo resto da vida. O final feliz que eles pretendiam me dar chegou ao fim quando, depois de cursar alguns semestres, percebi que não conseguiria interpretar aquela personagem até concluir a faculdade e, muito menos, por toda a vida.

Foi como se eu finalmente tivesse acordado: eu estava perdendo o sono para correr atrás de um sonho que não era meu. É claro que no começo foi um pesadelo, tudo que eu queria era ser “normal”, aproveitar aquela oportunidade maravilhosa que eles estavam me dando de cursar uma ótima universidade, passar no concurso futuramente, envelhecer no emprego, me aposentar e morrer.

E isso é vida? Eu decidi que não seria a minha. Matar o meu sonho seria morrer antes da morte. Não foi fácil desapontar gerações. Demorei a entender que essa vontade de seguir uma carreira sem ser conhecido como o filho de fulano, ou simplesmente não entrando em portas já abertas, seria a minha saída para a liberdade. E se eu não precisasse provar mais nada a ninguém? A consciência de que não nasci para acordar reclamando e sair atrasado para chegar aonde eu não queria foi o que me fez despertar.

Nem todo talento cabe no diploma. Nem toda identidade cabe na carteira. Nem todo mundo é igual, pelo contrário, há quem busque seu sonho a qualquer preço, mas há quem se venda por salário. Quem está errado? Na minha opinião, apenas quem estiver fazendo algo que não quer porque disseram que era o certo. Eu percebi que algumas pessoas não se encaixam em um padrão, e essa ideia de que é possível ter uma receita de felicidade, sucesso ou comportamento é o que está nos deixando cada vez mais doentes.

Se você não se enquadra nas regras, mesmo as mais simples, como horários, convenções sociais ou estereótipos do que é ser uma pessoa bem-sucedida, mais cedo ou mais tarde, vai ser julgado como louco. Perder o medo desse julgamento é o primeiro passo para ser o que você quiser. É essa liberdade que apavora aqueles que gostariam de ter tido a mesma atitude, porque escrever a própria história é o que nos livra de uma armadura chamada de lucidez por aqueles que não percebem que seguir o roteiro dos outros é censurar a si mesmo.

Mas eu tive a sorte de poder contar com o apoio incondicional da minha família, mesmo quando tudo era só uma aposta. Parece que esse novo mundo que se abriu para mim tinha como chave a coragem de tomar uma iniciativa sem culpar ninguém por, no seu mais sincero ponto de vista, apenas querer o meu bem.

No fim, sempre fui eu contra meu próprio medo. Aí percebi que a dose de loucura que precisei para seguir meu sonho, com o tempo, foi a cura para minha insatisfação. Meus pais, hoje em dia, vendo minha alegria a cada conquista no caminho que escolhi, sentem-se realizados. Por isso, tenho o prazer de repetir que eu não correspondi às expectativas deles. Fui maluco o suficiente para superá-las.

Este livro refaz essa trajetória sem a menor pretensão ou compromisso de estar em ordem cronológica perfeita, ou seguir por temática definida em capítulos. Eu não saberia como determinar o tempo exato em que absorvemos e assimilamos os acontecimentos de nossa vida, ou ainda de que maneira dividir sentimentos em áreas distintas ou seções específicas se já coube tudo dentro do peito.

Mais do que estética, eu busquei o que dizer longe dos filtros que o julgamento nos impõe. Para mim, a beleza é subjetiva, já a sinceridade apenas é. E basta. Eu traduzi essa liberdade de expressão em “ter encontrado a minha voz”. E como eu a encontrei? Minha resposta é o roteiro (errante e muitas vezes distante do literal) que nos conduzirá pelas páginas seguintes.

Embora tenha vários pontos finais a cada trecho, o livro Voz ao Verbo é poesia em movimento e conta uma nova história toda vez que você voltar a estas páginas com o intuito de seguir adiante em sua vida. Digo isso por acreditar que toda mudança se inicia no impulso de não continuar sendo a mesma pessoa. Assim, cada um fará a sua travessia quantas vezes for necessário, sempre com a possibilidade de chegar a um ponto de vista distinto do anterior.

Esse caminho é inevitavelmente pessoal, mas não necessariamente solitário. Por isso, meu objetivo é que os textos deste livro sirvam, não como passos a serem seguidos, mas como companhia para qualquer pessoa, em qualquer tempo, perceber o seu modo de se colocar no mundo. Afinal, escrever a própria história nada mais é do que encontrar a sua voz para calar o medo e ouvir a si mesmo.

Vamos juntos?

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Allan Dias Castro

Sobre o autor

Allan Dias Castro

Poeta e tem a escrita como base para todos os seus projetos, de letras de música a programas de tv. Formado em Comunicação Social pela ESPM-RS, cursou Escrita Criativa na Escola de Escritores de Barcelona, na Espanha. Gaúcho radicado no Rio de Janeiro, Allan lançou seu primeiro livro, O Zé-Ninguém, em 2014. Suas letras já foram musicadas por grandes nomes, como Roberto Menescal, e ele já declamou seus poemas ao lado de artistas como Oswaldo Montenegro e Marcos Suzano. Desde 2016, integra o Reverb Poesia (@reverbpoesia), banda que viaja por todo o Brasil apresentando sua mistura de música e poesia falada. Com o Voz ao Verbo, projeto de vídeos com poemas autorais que deram origem a este livro, busca facilitar o acesso do público à poesia.

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