“O mundo onde vivemos é caótico e exigente. A todo momento, somos bombardeados por informações sobre o que devemos alcançar, como temos que viver, que aparência precisamos ter e o que precisamos sentir.
Será que olhar o mundo a partir da perspectiva do corpo pode nos ajudar a manter a humanidade em meio à correria do dia a dia? E se o corpo pudesse nos ensinar algo sobre o trabalho e sobre as nossas relações?
Entender o corpo não serve apenas para prevenir doenças. Os órgãos têm um papel essencial nisso – eles nos ajudam a refletir sobre questões como: do que realmente precisamos? Como lidamos com ameaças?
Quando compreendemos as respostas do corpo, conseguimos viver de forma mais coerente.
Aprender com meu corpo, e não só sobre ele, me transformou. Hoje olho para a humanidade com mais respeito. Entendo que ter sentimentos “improdutivos”, descansar e admitir que não dou conta de tudo não são sinais de fraqueza – fazem parte do modo como o corpo e a vida funcionam.
Assim como crescer e descobrir quem somos, tornar-se humano é descobrir o que somos. Porque, por mais caótico que seja o mundo, nada disso muda o que existe dentro de nós.
Os órgãos nos oferecem a capacidade de nos reinventarmos, nos moldando ao ambiente, enquanto somos os mesmos seres de milhões de anos atrás. Precisamos aprender a entender nossa voz interior para extrair o melhor daquilo que realmente somos: orgânicos.” – Giulia Enders