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BRASIL

101 canções que tocaram o Brasil

101 canções que tocaram o Brasil

Este livro pertence à coleção COLEÇÃO 101

NELSON MOTTA

Este livro é uma trilha sonora da História do Brasil.

Quando a última letra se vai e vira-se a derradeira página, os sons ainda ecoam, convidando o leitor a entrar na parceria e recordar a trilha sonora de sua própria vida. – Eduardo Bueno, curador da Coleção 101 e autor da Coleção Brasilis

 

Seguindo a linha dos livros da Coleção 101, Nelson Motta contará a história de 101 canções que, na sua concepção, foram o que de melhor produziu a Música Popular Brasileira.

Imagine-se numa mesa de bar, com seus amigos e amigas, a ouvir Nelsinho Motta contar, com a riqueza de detalhes que só um dos maiores entendidos no assunto, a história íntima e surpreendente das maiores obras-primas da MPB.

Entre as músicas escolhidas estão obras de Noel Rosa, Pixinguinha, Cartola, Ary Barroso, Dorival Caymmi, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Johnny Alf, Roberto Carlos, Paulinho da Viola… E tem Rita Lee, Lulu Santos, Legião Urbana, Tim Maia, Raul Seixas, e tantas outras.

Este livro é uma trilha sonora da História do Brasil.

Quando a última letra se vai e vira-se a derradeira página, os sons ainda ecoam, convidando o leitor a entrar na parceria e recordar a trilha sonora de sua própria vida. – Eduardo Bueno, curador da Coleção 101 e autor da Coleção Brasilis

 

Seguindo a linha dos livros da Coleção 101, Nelson Motta contará a história de 101 canções que, na sua concepção, foram o que de melhor produziu a Música Popular Brasileira.

Imagine-se numa mesa de bar, com seus amigos e amigas, a ouvir Nelsinho Motta contar, com a riqueza de detalhes que só um dos maiores entendidos no assunto, a história íntima e surpreendente das maiores obras-primas da MPB.

Entre as músicas escolhidas estão obras de Noel Rosa, Pixinguinha, Cartola, Ary Barroso, Dorival Caymmi, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Johnny Alf, Roberto Carlos, Paulinho da Viola… E tem Rita Lee, Lulu Santos, Legião Urbana, Tim Maia, Raul Seixas, e tantas outras.

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Ficha técnica
Lançamento 30/09/2016
Título original 101 CANÇÕES QUE TOCARAM O BRASIL
Tradução
Formato 16 x 21 cm
Número de páginas 224
Peso 450 g
Acabamento BROCHURA
ISBN 978-85-5608-012-7
EAN 9788556080127
Preço R$ 59,90
Ficha técnica e-book
eISBN 9788556080363
Preço R$ 39,99
Selo
Estação Brasil
Lançamento 30/09/2016
Título original 101 CANÇÕES QUE TOCARAM O BRASIL
Tradução
Formato 16 x 21 cm
Número de páginas 224
Peso 450 g
Acabamento BROCHURA
ISBN 978-85-5608-012-7
EAN 9788556080127
Preço R$ 59,90

E-book

eISBN 9788556080363
Preço R$ 39,99

Selo

Estação Brasil

Leia um trecho do livro

Brasil de todos os cantos

Na proa, sob a cruz estampada no velame, o órgão de frei Maffeo modulava uma melodia sacra – sinuosa e solene. Na praia, sob o dossel da floresta, os tupis chacoalhavam seus maracás; os guizos em seus tornozelos balançando no compasso da criação. Pouco depois, um marujo dedilhava a gaita enquanto Bartolomeu Dias dava uma cambalhota (ou “salto real”) nas areias faiscantes de Porto Seguro, surpreendendo a indiada. Mas não tanto quanto os nativos iriam estarrecer os portugueses tão logo soprassem suas flautas: elas eram feitas das tíbias dos inimigos que eles haviam devorado.

A trilha sonora do descobrimento do Brasil foi polimorfa, polifônica, ritualística e, é claro, antropofágica. Soou, desde o primeiro dia, como uma amostra rumorosa do que estava por vir: o nascimento de uma nação destinada a se tornar uma das mais musicais do mundo, na qual todos os cantos, todos os ritmos e todas as vozes afinaram-se para fazer com que o planeta, mais do que somente girar, bailasse… Claro que, naquele alvorecer, quando lusos e tupiniquins cantaram e dançaram juntos, ao som do mar e à luz do céu profundo, ainda faltava o ingrediente primordial: os ritmos, as danças e os cânticos que viriam da África. Quando eles chegaram – em meio às indizíveis infâmias do tráfico de escravos –, a alquimia sonora se completou e o Brasil forjou a música que, desde então, tem ajudado o mundo a não ser tão ruim da cabeça e doente do pé.

Mas ainda seria preciso esperar quase três séculos para que o lundu africano e a modinha portuguesa concretizassem seu flerte, misturando a casa-grande e a senzala para dar à luz o bendito fruto do maxixe. Consubstanciou-se assim o mistério do samba – ou “semba”: o santo batuque, a dança lasciva, o ritmo hipnótico, a pulsação do bumbo na mão dos bambas, umbigo contra umbigo, batendo no ritmo do coração.

E, no entanto, tudo era só ritmo, dança e celebração – não eram canções no sentido pleno da palavra. As canções, específicas e únicas, são fruto direto e dileto do século do individualismo e da solidão –
o breve e terrível século XX. E foi quando as canções entraram em cena que a música brasileira se tornou a mais perfeita tradução do país: seu retrato mais fiel, seu mais exato reflexo. Nelson Motta, o branco gato de alma negra, homem de sete vidas e sete instrumentos, é um maduro filho do século e um típico fruto do Brasil moderno. Até porque faz cinco décadas que entrou em cena (em 1966, com sua “Saveiros”). Quase 50 canções depois, tendo vivido frenéticos dancing days e amenas noites tropicais, Nelsinho, sabendo que a vida vem em ondas como o mar, mergulhou no cancioneiro nacional para forjar um cânone – o seu cânone, pessoal e intransferível, mas pronto para ser apropriado por quem quer que o queira. E foi assim que se alinharam estas 101 canções que tocaram o Brasil.

O desfile se inicia com uma marcha-rancho, abrindo alas para Dona Chiquinha Gonzaga passar antes do século raiar (a música é de 1899). Mas logo Nelson Motta vai ao telefone, se liga na era do rádio, sintoniza a TV, passa pelo beco das garrafas e pelo clube da esquina, vive a vida sobre as ondas numa tarde em Itapuã, assobia canções do exílio, canções de protesto e canções do amor sem fim, flertando com a garota de Ipanema até pintar sua aquarela do Brasil com a cor do pecado. Tudo com a luxuosa ajuda do pandeiro de Antônio Carlos Miguel, seu fiel escudeiro nessa jornada musical.

Quando a última letra se vai e vira-se a derradeira página, os sons ainda ecoam, convidando o leitor a entrar na parceria e recordar a trilha sonora de sua própria vida. Para, assim, cantarolar as canções que tornaram o Brasil e o mundo um lugar muito mais afinado.

— Eduardo Bueno
Curador da coleção Brasil 101

Brasil de todos os cantos

Na proa, sob a cruz estampada no velame, o órgão de frei Maffeo modulava uma melodia sacra – sinuosa e solene. Na praia, sob o dossel da floresta, os tupis chacoalhavam seus maracás; os guizos em seus tornozelos balançando no compasso da criação. Pouco depois, um marujo dedilhava a gaita enquanto Bartolomeu Dias dava uma cambalhota (ou “salto real”) nas areias faiscantes de Porto Seguro, surpreendendo a indiada. Mas não tanto quanto os nativos iriam estarrecer os portugueses tão logo soprassem suas flautas: elas eram feitas das tíbias dos inimigos que eles haviam devorado.

A trilha sonora do descobrimento do Brasil foi polimorfa, polifônica, ritualística e, é claro, antropofágica. Soou, desde o primeiro dia, como uma amostra rumorosa do que estava por vir: o nascimento de uma nação destinada a se tornar uma das mais musicais do mundo, na qual todos os cantos, todos os ritmos e todas as vozes afinaram-se para fazer com que o planeta, mais do que somente girar, bailasse… Claro que, naquele alvorecer, quando lusos e tupiniquins cantaram e dançaram juntos, ao som do mar e à luz do céu profundo, ainda faltava o ingrediente primordial: os ritmos, as danças e os cânticos que viriam da África. Quando eles chegaram – em meio às indizíveis infâmias do tráfico de escravos –, a alquimia sonora se completou e o Brasil forjou a música que, desde então, tem ajudado o mundo a não ser tão ruim da cabeça e doente do pé.

Mas ainda seria preciso esperar quase três séculos para que o lundu africano e a modinha portuguesa concretizassem seu flerte, misturando a casa-grande e a senzala para dar à luz o bendito fruto do maxixe. Consubstanciou-se assim o mistério do samba – ou “semba”: o santo batuque, a dança lasciva, o ritmo hipnótico, a pulsação do bumbo na mão dos bambas, umbigo contra umbigo, batendo no ritmo do coração.

E, no entanto, tudo era só ritmo, dança e celebração – não eram canções no sentido pleno da palavra. As canções, específicas e únicas, são fruto direto e dileto do século do individualismo e da solidão –
o breve e terrível século XX. E foi quando as canções entraram em cena que a música brasileira se tornou a mais perfeita tradução do país: seu retrato mais fiel, seu mais exato reflexo. Nelson Motta, o branco gato de alma negra, homem de sete vidas e sete instrumentos, é um maduro filho do século e um típico fruto do Brasil moderno. Até porque faz cinco décadas que entrou em cena (em 1966, com sua “Saveiros”). Quase 50 canções depois, tendo vivido frenéticos dancing days e amenas noites tropicais, Nelsinho, sabendo que a vida vem em ondas como o mar, mergulhou no cancioneiro nacional para forjar um cânone – o seu cânone, pessoal e intransferível, mas pronto para ser apropriado por quem quer que o queira. E foi assim que se alinharam estas 101 canções que tocaram o Brasil.

O desfile se inicia com uma marcha-rancho, abrindo alas para Dona Chiquinha Gonzaga passar antes do século raiar (a música é de 1899). Mas logo Nelson Motta vai ao telefone, se liga na era do rádio, sintoniza a TV, passa pelo beco das garrafas e pelo clube da esquina, vive a vida sobre as ondas numa tarde em Itapuã, assobia canções do exílio, canções de protesto e canções do amor sem fim, flertando com a garota de Ipanema até pintar sua aquarela do Brasil com a cor do pecado. Tudo com a luxuosa ajuda do pandeiro de Antônio Carlos Miguel, seu fiel escudeiro nessa jornada musical.

Quando a última letra se vai e vira-se a derradeira página, os sons ainda ecoam, convidando o leitor a entrar na parceria e recordar a trilha sonora de sua própria vida. Para, assim, cantarolar as canções que tornaram o Brasil e o mundo um lugar muito mais afinado.

— Eduardo Bueno
Curador da coleção Brasil 101

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Nelson Motta

Sobre o autor

Nelson Motta

Nasceu em São Paulo, em 1944, estudou design, mas começou como jornalista e crítico musical aos 20 anos. Em 1966 ganhou o I Festival Internacional da Canção com “Saveiros” (com Dori Caymmi). É letrista de 300 músicas e sucessos como “Dancin’ days” e “Como uma onda” (com Lulu Santos). Produziu discos de Elis Regina e Marisa Monte, escreveu os best-sellers Vale tudo: o som e a fúria de Tim Maia, Noites tropicais: solos, improvisos e memórias musicais e O canto da sereia, e o sucesso teatral Elis, a musical (com Patricia Andrade

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