Um dia ainda vamos rir de tudo isso - Sextante
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CRÔNICAS

Um dia ainda vamos rir de tudo isso

Um dia ainda vamos rir de tudo isso

RUTH MANUS

A vida como ela é do novo milênio. Fazia tempo que não dava com uma cronista tão atual, antenada, com olho de lince e arrasadora.” – Ignácio de Loyola Brandão

“Escrever bem é uma prática e uma vocação. Ruth Manus observa, sente, elabora e coloca no papel seu diário de vida. Há fluidez de frases e bordado de orações. Emerge o encanto da inteligência desarmada.” – Leandro Karnal

“Ruth escreve fácil e gostoso. É muito gostoso de ler e ponto!” – Mario Prata

 

Ruth Manus possui o raro talento dos cronistas capazes de produzir textos instigantes a partir de assuntos banais: uma conversa entre amigas pelo WhatsApp, uma ligação para um salão de beleza ou as dificuldades de comunicação de uma brasileira em Portugal.

Mas talvez mais notável ainda seja a capacidade incomum de Ruth de escrever com sagacidade e sutileza sobre assuntos nada banais: padrões estéticos, Direito do Trabalho, machismo e outras questões contemporâneas não só pertinentes como necessárias.

Um dia ainda vamos rir de tudo isso é uma coletânea de crônicas publicadas no blog do Estadão, em sua coluna no Estado de S. Paulo e no jornal Observador, de Lisboa, além de algumas inéditas. O que o leitor tem em mãos não é apenas uma seleção de textos, e sim um retrato do nosso tempo, por uma das mais destacadas cronistas da nova geração.

A vida como ela é do novo milênio. Fazia tempo que não dava com uma cronista tão atual, antenada, com olho de lince e arrasadora.” – Ignácio de Loyola Brandão

“Escrever bem é uma prática e uma vocação. Ruth Manus observa, sente, elabora e coloca no papel seu diário de vida. Há fluidez de frases e bordado de orações. Emerge o encanto da inteligência desarmada.” – Leandro Karnal

“Ruth escreve fácil e gostoso. É muito gostoso de ler e ponto!” – Mario Prata

 

Ruth Manus possui o raro talento dos cronistas capazes de produzir textos instigantes a partir de assuntos banais: uma conversa entre amigas pelo WhatsApp, uma ligação para um salão de beleza ou as dificuldades de comunicação de uma brasileira em Portugal.

Mas talvez mais notável ainda seja a capacidade incomum de Ruth de escrever com sagacidade e sutileza sobre assuntos nada banais: padrões estéticos, Direito do Trabalho, machismo e outras questões contemporâneas não só pertinentes como necessárias.

Um dia ainda vamos rir de tudo isso é uma coletânea de crônicas publicadas no blog do Estadão, em sua coluna no Estado de S. Paulo e no jornal Observador, de Lisboa, além de algumas inéditas. O que o leitor tem em mãos não é apenas uma seleção de textos, e sim um retrato do nosso tempo, por uma das mais destacadas cronistas da nova geração.

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Ficha técnica
Lançamento 05/03/2018
Título original UM DIA AINDA VAMOS RIR DE TUDO ISSO
Tradução
Formato 14 x 21 cm
Número de páginas 256
Peso 380 g
Acabamento BROCHURA
ISBN 978-85-431-0583-3
EAN 9788543105833
Preço R$ 34,90
Ficha técnica e-book
eISBN 9788543105840
Preço R$ 19,99
Ficha técnica audiolivro
ISBN 9788543106984
Duração 6h 39min
Locutor Ruth Manus
Preço R$ 27,99
Lançamento 05/03/2018
Título original UM DIA AINDA VAMOS RIR DE TUDO ISSO
Tradução
Formato 14 x 21 cm
Número de páginas 256
Peso 380 g
Acabamento BROCHURA
ISBN 978-85-431-0583-3
EAN 9788543105833
Preço R$ 34,90

E-book

eISBN 9788543105840
Preço R$ 19,99

Audiolivro

ISBN 9788543106984
Duração 6h 39min
Locutor Ruth Manus
Preço R$ 27,99

Leia um trecho do livro

Apresentação

Aprendi a escrever aos 5 anos. Mas foi só aos 25 que dei para a escrita o espaço que ela merecia na minha vida. Aos 29, ela se instalou nos meus dias como aquele genro folgado que domina o sofá na casa dos sogros. Ainda bem. Ao contrário do genro, ela é muito bem-vinda por aqui.

Muita gente fez parte disso. Tenho certeza de que sem eles eu não teria ido nem até o segundo parágrafo. Mas ando sempre acompanhada dessa tal de sorte, que aparece muitas vezes na forma de pessoas que caminham ao meu lado.

Gostaria de ser mais segura, confesso. Mas não. Eu só funciono aos trancos. Sou aquela que precisa de um empurrão para cair na piscina gelada, a que precisa de mil confirmações para acreditar que está no caminho certo e que, ainda assim, tem um “Será?” persistente, alojado no alto do ombro, sussurrando dúvidas toda hora no ouvido.

Em 2015 publiquei meu primeiro livro: Pega lá uma chave de fenda – e outras divagações sobre o amor. Agora lanço esta pequena coletânea: textos do blog no Estadão, da coluna no “Caderno 2”, do Estadão, da coluna no Observador, em Portugal, e mais um belo apanhado de inéditos.

É uma sensação curiosa. Uma boa confirmação que vem em forma de vento, afastando meu fantasma do “Será?” para mais longe. É mesmo bom saber que o que eu escrevi fez sentido para as pessoas, foi bem-vindo em seus dias e, agora, volta às minhas mãos, nestas páginas que sorriem para mim.

Admito que há uma pequena angústia que sei que nunca me abandonará. E da qual eu talvez nem queira me livrar. Sempre, sempre, sempre penso: “O tempo que as pessoas gastam lendo o que eu escrevo deveria estar sendo gasto com Drummond. García Márquez. Manoel de Barros. Vinicius. Clarice.” A representação mais genuína da culpa.

Foi essa sensação que me fez pensar muito, até ter a ideia de denominar o capítulo de textos sobre a vida moderna de “Sentimento do mundo”, o capítulo de textos sobre a minha história de “Viver para contar”, o de causas que abraço de “Meu quintal é maior do que o mundo”, o de viagens e outras andanças de “O caminho para a distância” e os de amores de “Felicidade clandestina”.

Foram alguns dos livros que me transformaram na pessoa que sou. Busquei em suas páginas alguns trechos que mostrassem um pouco de como cheguei até aqui. É uma pequena forma de agradecer por essa condução, tão suave quanto potente, que os escritores da nossa vida nos proporcionam.

Mas agora, fantasmas à parte, é hora de comemorar. Tudo o que está aqui foi embrulhado para presente e, sim, eu estou muito orgulhosa disso. Sejam bem-vindos, divirtam-se e voltem sempre.

É uma honra estar nas suas mãos, na sua mesa de cabeceira, na sua mochila, na sua estante e nas preciosas horas vagas do seu dia.

Obrigada por isso.

– Ruth

A triste geração que virou
escrava da própria carreira

Era uma vez uma geração que se achava muito livre.

Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.

Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.

Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.

Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.

Frequentou as melhores escolas.

Entrou nas melhores faculdades.

Passou no processo seletivo dos melhores estágios.

Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.

E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.

Era uma vez uma geração que, aos 20, ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam a vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.

Ninguém podia detê-los. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.

O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.

O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que era necessário e o que era vício.

O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.

Mas sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.

Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.

Aos 20: Ibuprofeno. Aos 25: Omeprazol. Aos 30: Rivotril. Aos 35: stent. Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.

Oscilavam entre o sim e o não.

Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.

Mas, para a vida, costumava ser não.

Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.

Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.

Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.

Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido; quando saíam, ele não tinha acordado.

Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente, começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.

Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel-fazenda pudessem fazer algum sentido.

Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal, tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.

Só não tinha controle do próprio tempo.

Só não via que os dias estavam passando.

Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.

Apresentação

Aprendi a escrever aos 5 anos. Mas foi só aos 25 que dei para a escrita o espaço que ela merecia na minha vida. Aos 29, ela se instalou nos meus dias como aquele genro folgado que domina o sofá na casa dos sogros. Ainda bem. Ao contrário do genro, ela é muito bem-vinda por aqui.

Muita gente fez parte disso. Tenho certeza de que sem eles eu não teria ido nem até o segundo parágrafo. Mas ando sempre acompanhada dessa tal de sorte, que aparece muitas vezes na forma de pessoas que caminham ao meu lado.

Gostaria de ser mais segura, confesso. Mas não. Eu só funciono aos trancos. Sou aquela que precisa de um empurrão para cair na piscina gelada, a que precisa de mil confirmações para acreditar que está no caminho certo e que, ainda assim, tem um “Será?” persistente, alojado no alto do ombro, sussurrando dúvidas toda hora no ouvido.

Em 2015 publiquei meu primeiro livro: Pega lá uma chave de fenda – e outras divagações sobre o amor. Agora lanço esta pequena coletânea: textos do blog no Estadão, da coluna no “Caderno 2”, do Estadão, da coluna no Observador, em Portugal, e mais um belo apanhado de inéditos.

É uma sensação curiosa. Uma boa confirmação que vem em forma de vento, afastando meu fantasma do “Será?” para mais longe. É mesmo bom saber que o que eu escrevi fez sentido para as pessoas, foi bem-vindo em seus dias e, agora, volta às minhas mãos, nestas páginas que sorriem para mim.

Admito que há uma pequena angústia que sei que nunca me abandonará. E da qual eu talvez nem queira me livrar. Sempre, sempre, sempre penso: “O tempo que as pessoas gastam lendo o que eu escrevo deveria estar sendo gasto com Drummond. García Márquez. Manoel de Barros. Vinicius. Clarice.” A representação mais genuína da culpa.

Foi essa sensação que me fez pensar muito, até ter a ideia de denominar o capítulo de textos sobre a vida moderna de “Sentimento do mundo”, o capítulo de textos sobre a minha história de “Viver para contar”, o de causas que abraço de “Meu quintal é maior do que o mundo”, o de viagens e outras andanças de “O caminho para a distância” e os de amores de “Felicidade clandestina”.

Foram alguns dos livros que me transformaram na pessoa que sou. Busquei em suas páginas alguns trechos que mostrassem um pouco de como cheguei até aqui. É uma pequena forma de agradecer por essa condução, tão suave quanto potente, que os escritores da nossa vida nos proporcionam.

Mas agora, fantasmas à parte, é hora de comemorar. Tudo o que está aqui foi embrulhado para presente e, sim, eu estou muito orgulhosa disso. Sejam bem-vindos, divirtam-se e voltem sempre.

É uma honra estar nas suas mãos, na sua mesa de cabeceira, na sua mochila, na sua estante e nas preciosas horas vagas do seu dia.

Obrigada por isso.

– Ruth

A triste geração que virou
escrava da própria carreira

Era uma vez uma geração que se achava muito livre.

Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.

Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.

Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.

Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.

Frequentou as melhores escolas.

Entrou nas melhores faculdades.

Passou no processo seletivo dos melhores estágios.

Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.

E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.

Era uma vez uma geração que, aos 20, ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam a vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.

Ninguém podia detê-los. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.

O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.

O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que era necessário e o que era vício.

O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.

Mas sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.

Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.

Aos 20: Ibuprofeno. Aos 25: Omeprazol. Aos 30: Rivotril. Aos 35: stent. Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.

Oscilavam entre o sim e o não.

Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.

Mas, para a vida, costumava ser não.

Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.

Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.

Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.

Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido; quando saíam, ele não tinha acordado.

Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente, começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.

Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel-fazenda pudessem fazer algum sentido.

Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal, tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.

Só não tinha controle do próprio tempo.

Só não via que os dias estavam passando.

Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.

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Ruth Manus

Sobre o autor

Ruth Manus

Nasceu em São Paulo, em 1988. Advogada e professora de Direito, firmou-se como cronista e escritora, sem deixar de lado a carreira jurídica. É autora de Pega lá uma chave de fenda e outras divagações sobre o amor (2015), Um dia ainda vamos rir de tudo isso (2018), Modéstia à parte – Coisas que o mundo inteiro deveria aprender com Portugal (2018) e Coisas que ninguém conta a um estudante de Direito (2019). Desde 2014 mora em Lisboa, com o marido, Filipe, e a enteada, Francisca.

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