Trago seu amor de volta sem pedir nada em troca - Sextante
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CRÔNICAS

Trago seu amor de volta sem pedir nada em troca

Trago seu amor de volta sem pedir nada em troca

IQUE CARVALHO

O que é o amor? O amor não é uma pergunta. É a resposta para tudo.

 

A vida de Ique Carvalho era tranquila e parecida com a de muitos jovens de Belo Horizonte, sua cidade natal. Ele morava com os pais e os irmãos, era apaixonado pela namorada e trabalhava na agência de publicidade da qual era sócio. Suas impressões sobre o cotidiano iam para o blog The Love Code, onde podia dar vazão ao seu talento para escrever. Até que, em 2013, dois fatos fizeram tudo virar de ponta-cabeça.

Na mesma semana, seu namoro teve um fim traumático e o pai recebeu o diagnóstico de uma doença degenerativa grave, que o mataria aos poucos. Sem chão e em meio a um turbilhão, foi no blog que encontrou refúgio para expressar seus sentimentos.

Os textos fortes e genuínos acabaram viralizando, popularizando o site e dando a Ique milhares de fãs e seguidores. Suas palavras possuem o incrível dom de ser, ao mesmo tempo, simples e profundamente verdadeiras, traduzindo o que há de mais puro e desejável no amor.

Essa mesma capacidade de causar impacto e despertar as emoções dos leitores permeia as reflexões tocantes de Trago seu amor de volta, seu aguardado segundo livro solo. Ique mais uma vez demonstra sua vocação única como cronista do amor em todas as suas expressões.

O que é o amor? O amor não é uma pergunta. É a resposta para tudo.

 

A vida de Ique Carvalho era tranquila e parecida com a de muitos jovens de Belo Horizonte, sua cidade natal. Ele morava com os pais e os irmãos, era apaixonado pela namorada e trabalhava na agência de publicidade da qual era sócio. Suas impressões sobre o cotidiano iam para o blog The Love Code, onde podia dar vazão ao seu talento para escrever. Até que, em 2013, dois fatos fizeram tudo virar de ponta-cabeça.

Na mesma semana, seu namoro teve um fim traumático e o pai recebeu o diagnóstico de uma doença degenerativa grave, que o mataria aos poucos. Sem chão e em meio a um turbilhão, foi no blog que encontrou refúgio para expressar seus sentimentos.

Os textos fortes e genuínos acabaram viralizando, popularizando o site e dando a Ique milhares de fãs e seguidores. Suas palavras possuem o incrível dom de ser, ao mesmo tempo, simples e profundamente verdadeiras, traduzindo o que há de mais puro e desejável no amor.

Essa mesma capacidade de causar impacto e despertar as emoções dos leitores permeia as reflexões tocantes de Trago seu amor de volta, seu aguardado segundo livro solo. Ique mais uma vez demonstra sua vocação única como cronista do amor em todas as suas expressões.

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Ficha técnica
Lançamento 01/09/2017
Título original TRAGO SEU AMOR DE VOLTA SEM PEDIR NADA EM TROCA
Tradução
Formato 14 x 21 cm
Número de páginas 240
Peso 370 g
Acabamento BROCHURA
ISBN 978-85-431-0543-7
EAN 9788543105437
Preço R$ 39,90
Ficha técnica e-book
eISBN 9788543105444
Preço R$ 24,99
Lançamento 01/09/2017
Título original TRAGO SEU AMOR DE VOLTA SEM PEDIR NADA EM TROCA
Tradução
Formato 14 x 21 cm
Número de páginas 240
Peso 370 g
Acabamento BROCHURA
ISBN 978-85-431-0543-7
EAN 9788543105437
Preço R$ 39,90

E-book

eISBN 9788543105444
Preço R$ 24,99

Leia um trecho do livro

Amor Completo

Ouça enquanto lê
Ben Rector
Dance With Me Baby
https://goo.gl/4yAHwD

Hoje um cara me falou:

“Ique, eu vi que você escreveu alguns textos para uma campanha do Dia dos Namorados. Eu acho o amor tão complicado. Ainda mais neste mundo cheio de regras e exigências. Não é uma crítica, mas a campanha se chama amor completo, e em nenhum dos textos você disse o que era esse tal de amor completo.”

Em junho de 2013, poucos dias antes do Dia dos Namorados,
minha namorada terminou comigo. Eu fiquei sem entender.
Voltei pra casa e, ao longo de todo o caminho, me perguntava: “Por quê?”
A única coisa que vinha na minha cabeça era a voz dela dizendo: “Eu amo você.”
Passei um mês sofrendo, procurando respostas para o que estava acontecendo.
Um dia, entrei no quarto do meu pai chorando e perguntei:
“Pai, ela dizia que me amava. Então por que ela terminou comigo?”
Ele respondeu:
“Meu filho, quando alguém entra na sua vida e depois de algum tempo vai embora,
pode ser qualquer coisa, menos amor.”
Eu disse:
“Não dá para entender. Um dia existe amor e, no outro, tudo acabou.”
Ele me alertou:
“Você nunca vai superar seus traumas se continuar procurando no amor uma lógica. Construa uma nova história.”
Eu perguntei:
“E de onde vem essa força pra começar algo novo?”
Ele respondeu:
“Não se preocupe com isso. Todo começo vem de um final.”
Uma semana depois, meu pai recebeu o diagnóstico de uma doença rara e degenerativa
que iria matá-lo em alguns dias.
Minha mãe não o abandonou. Ela ficou.
Meu pai saía toda sexta-feira para comer pizza com dois irmãos.
Quando ele parou de andar, meus tios começaram a trazer a pizza aqui em casa.
Eles diziam: “Sem seu pai não tem graça.”
E ficavam a noite inteira dando gargalhadas.
Hoje, meu pai não consegue mais comer.
Mesmo assim, toda sexta-feira meus tios passam aqui em casa.
Meu pai estudou em Ouro Preto, Minas Gerais.
Na formatura, ele combinou com três amigos de se encontrarem de cinco em cinco anos.
Este ano, meu pai não pôde ir porque ele não anda mais.
Os amigos dele saíram do interior de Minas e vieram até aqui em casa.
Todo formando tem uma foto pregada na parede da república em que estudou.
Os amigos do meu pai trouxeram a foto dos quatro.
Pregaram a foto de cada um na parede do quarto e disseram:
“Agora, a nossa república é a sua casa.”
E combinaram que, dentro de cinco anos, estariam de volta.
Meu pai chorou.
Meus pais completaram 47 anos de casados dia 2 de junho de 2015.
Eles sempre dançaram nesse dia.
Meu pai não consegue mais se levantar.
Minha mãe entrou no quarto e colocou a música que eles dançavam.
Ela disse: “Meu filho, traz a cadeira de rodas.”
Eu perguntei: “O que você vai fazer?”
Ela respondeu: “Vou fazer o que seu pai faria por mim.”
Eu busquei a cadeira de rodas.
Minha mãe colocou meu pai na cadeira.
Ela se ajoelhou ao lado dele e disse: “Vamos dançar.”
Abraçou meu pai e fez a cadeira girar.
Ela ficou ajoelhada a música toda. Meu pai chorava e ria ao mesmo tempo.
Eles ficaram ali dançando e se divertindo.
Eu voltei para o meu quarto chorando. Abri o notebook e resolvi escrever este texto.
Porque vejo o mundo distorcendo ou complicando demais o amor.
Um monte de gente dizendo:
“Fique com alguém que faz isso, que faz aquilo, que te dê isso, que não sei o que mais.”
Esse monte de regras e exigências são coisas criadas pela cabeça.
E, meu velho, não sei se você sabe, mas o amor é criado pelo coração.
O resto é ilusão.
Então, acredite: o amor,
o amor completo,
é quando você quer o outro sempre perto.
Só isso.

Amor Completo

Ouça enquanto lê
Ben Rector
Dance With Me Baby
https://goo.gl/4yAHwD

Hoje um cara me falou:

“Ique, eu vi que você escreveu alguns textos para uma campanha do Dia dos Namorados. Eu acho o amor tão complicado. Ainda mais neste mundo cheio de regras e exigências. Não é uma crítica, mas a campanha se chama amor completo, e em nenhum dos textos você disse o que era esse tal de amor completo.”

Em junho de 2013, poucos dias antes do Dia dos Namorados,
minha namorada terminou comigo. Eu fiquei sem entender.
Voltei pra casa e, ao longo de todo o caminho, me perguntava: “Por quê?”
A única coisa que vinha na minha cabeça era a voz dela dizendo: “Eu amo você.”
Passei um mês sofrendo, procurando respostas para o que estava acontecendo.
Um dia, entrei no quarto do meu pai chorando e perguntei:
“Pai, ela dizia que me amava. Então por que ela terminou comigo?”
Ele respondeu:
“Meu filho, quando alguém entra na sua vida e depois de algum tempo vai embora,
pode ser qualquer coisa, menos amor.”
Eu disse:
“Não dá para entender. Um dia existe amor e, no outro, tudo acabou.”
Ele me alertou:
“Você nunca vai superar seus traumas se continuar procurando no amor uma lógica. Construa uma nova história.”
Eu perguntei:
“E de onde vem essa força pra começar algo novo?”
Ele respondeu:
“Não se preocupe com isso. Todo começo vem de um final.”
Uma semana depois, meu pai recebeu o diagnóstico de uma doença rara e degenerativa
que iria matá-lo em alguns dias.
Minha mãe não o abandonou. Ela ficou.
Meu pai saía toda sexta-feira para comer pizza com dois irmãos.
Quando ele parou de andar, meus tios começaram a trazer a pizza aqui em casa.
Eles diziam: “Sem seu pai não tem graça.”
E ficavam a noite inteira dando gargalhadas.
Hoje, meu pai não consegue mais comer.
Mesmo assim, toda sexta-feira meus tios passam aqui em casa.
Meu pai estudou em Ouro Preto, Minas Gerais.
Na formatura, ele combinou com três amigos de se encontrarem de cinco em cinco anos.
Este ano, meu pai não pôde ir porque ele não anda mais.
Os amigos dele saíram do interior de Minas e vieram até aqui em casa.
Todo formando tem uma foto pregada na parede da república em que estudou.
Os amigos do meu pai trouxeram a foto dos quatro.
Pregaram a foto de cada um na parede do quarto e disseram:
“Agora, a nossa república é a sua casa.”
E combinaram que, dentro de cinco anos, estariam de volta.
Meu pai chorou.
Meus pais completaram 47 anos de casados dia 2 de junho de 2015.
Eles sempre dançaram nesse dia.
Meu pai não consegue mais se levantar.
Minha mãe entrou no quarto e colocou a música que eles dançavam.
Ela disse: “Meu filho, traz a cadeira de rodas.”
Eu perguntei: “O que você vai fazer?”
Ela respondeu: “Vou fazer o que seu pai faria por mim.”
Eu busquei a cadeira de rodas.
Minha mãe colocou meu pai na cadeira.
Ela se ajoelhou ao lado dele e disse: “Vamos dançar.”
Abraçou meu pai e fez a cadeira girar.
Ela ficou ajoelhada a música toda. Meu pai chorava e ria ao mesmo tempo.
Eles ficaram ali dançando e se divertindo.
Eu voltei para o meu quarto chorando. Abri o notebook e resolvi escrever este texto.
Porque vejo o mundo distorcendo ou complicando demais o amor.
Um monte de gente dizendo:
“Fique com alguém que faz isso, que faz aquilo, que te dê isso, que não sei o que mais.”
Esse monte de regras e exigências são coisas criadas pela cabeça.
E, meu velho, não sei se você sabe, mas o amor é criado pelo coração.
O resto é ilusão.
Então, acredite: o amor,
o amor completo,
é quando você quer o outro sempre perto.
Só isso.

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Ique Carvalho

Sobre o autor

Ique Carvalho

Nasceu em 1980 em Belo Horizonte, Minas Gerais. Cursou Psicologia na Universidade Fumec (MG) e formou-se em Publicidade e Propaganda na mesma instituição. Trabalhou em algumas agências até abrir a sua própria, em 2009, onde é diretor de arte. A paixão por escrever o levou a criar um blog, que em 2013 mudou de rumo por doisfatos marcantes: o fim traumático de um relacionamento e o diagnóstico recebido por seu pai de uma doença degenerativa grave e irreversível. As histórias publicadas passaram a ser sobre a vida, o amor e seu pai. Alguns desses textos uniram-se a outros inéditos e originaram seu primeiro livro, Faça amor, não faça jogo (Gutenberg), publicado com enorme sucesso em 2014.

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