Pare de se sabotar e dê a volta por cima | Sextante
Livro

Pare de se sabotar e dê a volta por cima

Flip Flippen

Como se livrar dos comportamentos que atrapalham sua vida

Como se livrar dos comportamentos que atrapalham sua vida

 

Mais de 300 mil exemplares vendidos no Brasil.

 

Para o psicoterapeuta Flip Flippen, quanto mais você conhece a si mesmo, melhor pode compreender sua personalidade e limitações.

O fundamental é identificar seus pontos fracos para poder superá-los e transformá-los em qualidades que gerem resultados significativos.

Ao longo de 30 anos de pesquisa, Flip observou que muitas pessoas sabotam a si mesmas porque não sabem os comportamentos que as impedem de alcançar o seu potencial.

Essa análise serviu de base para definir as principais limitações pessoais, como:

  • Não ser capaz de dizer não, mesmo que isso comprometa a felicidade.
  • Não conseguir cultivar relacionamentos profundos e expressar emoções.
  • Viver desmotivado e protelar eternamente as tarefas.
  • Sentir dificuldade de deixar os erros para trás
  • Ser exigente, implicante ou rude, desrespeitando as ideias e opiniões dos outros.

Neste livro, você vai descobrir os traços de personalidade que mais atrapalham a sua vida, elaborar um plano de ação e adotar medidas práticas para transformar sua vida.

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Ficha técnica
Lançamento 11/01/2022
Título original The Flip Side
Tradução Carolina Alfaro
Formato 14 x 21 cm
Número de páginas 240
Peso 380 g
Acabamento Brochura
ISBN 978-65-5564-257-5
EAN 9786555642575
Preço R$ 49,90
Ficha técnica e-book
eISBN 978-85-7542-721-7
Preço R$ 29,99
Lançamento 11/01/2022
Título original The Flip Side
Tradução Carolina Alfaro
Formato 14 x 21 cm
Número de páginas 240
Peso 380 g
Acabamento Brochura
ISBN 978-65-5564-257-5
EAN 9786555642575
Preço R$ 49,90

E-book

eISBN 978-85-7542-721-7
Preço R$ 29,99

Leia um trecho do livro

Introdução

Se eu perguntasse a você qual é a característica que determina seu sucesso, o que você responderia? Seu talento? Suas aptidões? Sua formação acadêmica?

É possível que outro fator, além desses, defina até onde você chegará na vida? Será que aquilo que o detém – ou que o limita – pode ser um indicador mais exato do seu sucesso do que as capacidades ou os talentos que possui? E, caso seja possível identificar quais são essas limitações pessoais e livrar-se delas, você acredita que a partir daí será capaz de ampliar seus horizontes? Você optaria por se libertar de suas limitações se eu mostrasse quais são elas, onde se encontram e como o estão afetando?

Em caso afirmativo, junte-se a mim e a tantos outros que já deram fim à autossabotagem, identificando e anulando o que o impede de chegar aonde sempre desejou estar.

Como utilizar este livro

Após 30 anos ajudando clientes a se libertarem de comportamentos prejudiciais, resolvi concentrar minhas descobertas em um só lugar 8 – este livro. Os capítulos 1 a 4 ajudam a compreender o conceito de limitações pessoais e fornecem uma visão geral das 10 principais entre elas – as mais prejudiciais, que destroem carreiras e relacionamentos e causam problemas infindáveis à vida cotidiana. Cada uma delas é examinada individualmente nos capítulos 5 a 14 e ilustrada por meio de casos reais com que deparei durante anos de prática clínica, empresarial e educacional (em muitos deles, os nomes de pessoas e organizações foram alterados). O objetivo dessa seção é permitir que você se familiarize com essas limitações e consiga reconhecê-las em si mesmo e nos outros, seja isoladamente ou combinadas com problemas comuns.

Uma lista de sintomas o ajuda a “diagnosticar”, ou identificar, as limitações mais graves no seu caso. Nessas avaliações, não se atenha por muito tempo na análise da sua pontuação. Utilize-a apenas para reforçar quais limitações parecem ter um impacto maior em você.

Ao observar as listas, você provavelmente vai identificar em quais áreas tem mais dificuldade. Talvez se sinta tentado a pular os capítulos que acredita não terem relação com você, mas recomendo que leia todos eles, pois compreender como essas dificuldades atingem aqueles à nossa volta é uma parte importante da Superação das Limitações Pessoais. Eu até incluí uma seção ao fim de cada capítulo para ajudá-lo a entender como interagir melhor com pessoas que sofrem de determinado problema.

As suas principais limitações pessoais serão identificadas oficialmente no capítulo 15. Mesmo que você descubra que possui várias delas, dedique-se a não mais que duas de cada vez. Após notar uma redução visível e mensurável na dificuldade – ou nas duas – que mais afeta você, pode passar para outras.

Ao longo do livro, você vai poder analisar as Etapas de TrAção sugeridas até estar pronto para elaborar seu próprio Plano de TrAção, utilizando as instruções contidas no capítulo 15. TrAção, com essa grafia, significa uma mistura de transformação com ação.

Ao iniciar o processo, você precisará pensar em dois ou três 9 amigos, parentes ou colegas de confiança que irão apoiá-lo na execução de seu plano. A participação deles é muito importante pois eles devem desde ajudá-lo a identificar seus pontos mais fortes e suas limitações mais prejudiciais até lhe fornecer respostas na seção de resultados.

No fim, apresento opções referentes a “Como proceder agora?” com o objetivo de ajudá-lo a fazer do crescimento pessoal um estilo de vida. Mas quer você recorra apenas a este livro, quer escolha tomar medidas adicionais, o Plano de TrAção o levará a começar um sistema eficaz de acompanhamento e autoavaliação. Como resultado, cada limitação identificada será sistematicamente eliminada e substituída pelos comportamentos necessários para você atingir suas metas comportamentais.

PARTE I

Compreendendo as limitações pessoais

1. Algo está prejudicando você

Tudo o que sei, eu aprendi com meus clientes. Depois de atender mais de 17 mil pacientes como psicoterapeuta e trabalhar com diversos educadores e empresas bem-sucedidas, acabei aprendendo alguma coisa.

O que eu sabia desde cedo era que queria dedicar a vida a ajudar as pessoas. Após terminar a pós-graduação, decidi trabalhar com crianças carentes e gangues de rua. Então, abri uma clínica que oferecia consultas gratuitas. Tínhamos poucos recursos financeiros, mas estávamos fazendo a diferença, e isso era o que mais importava. Comecei com uma equipe formada somente por voluntários e, aos poucos, fui reunindo profissionais para atender às necessidades mais difíceis que as pessoas nos traziam.

Janice e Tony me procuraram na clínica com uma semana de diferença. Eram adolescentes adoráveis, com muito em comum: vinham de famílias problemáticas, com casos de alcoolismo, cresceram lutando para sobreviver e começavam a seguir o mesmo rumo dos familiares. Prestes a destruírem a vida antes mesmo que ela começasse, eles procuraram aconselhamento psicológico.

Ambos tinham bastante energia e curiosidade, demonstrando uma capacidade intelectual e criativa que não fora desenvolvida na escola, mas sofriam de uma profunda falta de autoconfiança, o que não foi nenhuma surpresa, a julgar pelos desafios que já tinham enfrentado. Ainda assim, era muito triste.

Dez anos depois, Janice se formara em Direito e trabalhava como advogada na reitoria de uma universidade. Tony, por sua vez, havia sido preso sob acusação de homicídio em consequência de um tiroteio que tinha relação com tráfico de drogas. Por que Janice foi capaz de agarrar as oportunidades, enquanto Tony não conseguiu se livrar de suas desvantagens? O que fez a diferença? Em meus anos na clínica, conheci várias pessoas com históricos e aptidões semelhantes que alcançaram níveis de sucesso muito diferentes.

A despeito de minha dedicação e de minhas nobres intenções, nem todos superaram seus problemas. Já chorei bastante ao pensar no que ocorreu a algumas dessas pessoas. Muitos jovens foram assassinados durante o primeiro ano da clínica. Todas as mortes envolviam drogas, e os mesmos problemas se repetiam em cada história.

Ainda assim, muitas crianças atendidas na clínica tinham enorme potencial. Várias alcançaram feitos incríveis, porém outras não conheceram nada além de luta e decepção. Algumas superaram grandes obstáculos; outras, em situações quase idênticas, perpetuaram os ciclos de autodestruição – elas pararam de progredir, como se algo intransponível as estivesse detendo. Para esses jovens, a alternativa ao sucesso muitas vezes era a prisão, o abuso de drogas ou até mesmo a morte. Eu não podia ficar parado e vê-los serem derrotados sem sequer lutar. Precisava descobrir por que seu progresso só chegava até certo ponto – e o que eu poderia fazer para ajudá-los.

Comecei a trilhar o caminho que a vida me destinou há 35 anos, e ele acabou envolvendo muito mais do que crianças carentes e delinquentes. Minha carreira decolou, o que me deu a oportunidade de trabalhar com pessoas que buscavam a excelência em diversas áreas – de executivos e representantes de vendas que visavam atingir suas metas até atletas que queriam bater recordes mundiais –, e as experiências delas revelaram uma tendência comum: o sucesso verdadeiro requer mais do que talento e habilidade.

O que é o sucesso verdadeiro? É muito mais do que ganhar dinheiro ou chegar ao topo. Tem a ver com se tornar tudo o que você é capaz de ser – um ótimo filho, pai, chefe ou funcionário. É ser gentil e prestativo, ter a iniciativa de tornar o mundo um lugar melhor. É ser capaz de ver além dos objetivos pessoais e aprender a administrar suas tendências inatas ao egoísmo e à cobiça, de modo a ter mais empatia com quem partilha sua caminhada.

O sucesso verdadeiro é ser reconhecido como alguém que melhora a vida daqueles que toca – o que também significa buscar tocar mais pessoas, pois no fundo você sabe que faz diferença.

Muitos são apenas uma fração daquilo que poderiam ser, alcançando bem menos do que são capazes. Sonham fazer mais e ser melhores, mas algo maior do que seu talento parece amarrá-los com cordas e pesos invisíveis. Eu me senti instigado a descobrir o que é esse “algo”. Se não conseguisse identificar o que prejudica as pessoas, como poderia ter a esperança de ajudá-las?

Pouco depois de me comprometer a buscar as respostas, resolvi examinar minha vida e descobrir o que estava me detendo. Percebi que, se conseguisse superar o que estava me impedindo de utilizar plenamente minha capacidade, eu ficaria quilômetros à frente no jogo da vida.

À medida que a clínica foi crescendo e se transformando em um dos maiores centros de saúde mental do Texas, aprendi que alguns pais se importam pouco – ou simplesmente não se importam – com os filhos. Muitas crianças que atendemos moravam na rua ou eram vítimas de abusos. Em 1988, nossa fundação construiu uma fazenda para meninos e, um tempo depois, uma para meninas. Nunca deixo de me admirar ao ver como as crianças desabrocham com cuidados “familiares”

Nos anos seguintes, tive a oportunidade de trabalhar com muitos executivos por intermédio do Centro para Desenvolvimento Executivo da Universidade A&M, em College Station, no Texas, onde moro. Recebi o convite porque outras pessoas ouviram falar da diferença que estávamos fazendo na vida dos jovens. Foi uma época de enormes crescimento e desafio intelectual para todos nós. Algo que aprendi é que muitos executivos têm bastante em comum com crianças cheias de energia. De fato, em alguns casos eu não encontrava nenhuma diferença, exceto a idade! Com frequência os executivos enfrentam os mesmos problemas; apenas dão a eles nomes diferentes.

A busca da excelência

Enquanto isso, meus dois filhos estavam crescendo e eu queria que eles também se saíssem bem. Certa noite, eles começaram a discutir e, de repente, estavam gritando um com o outro. Quando cobrei explicações, um deles disse: “Ele não está fazendo o que eu mandei fazer!” Foi o mesmo que eu ouvira de um executivo naquela mesma manhã – Você não está fazendo o que eu mandei! – antes de ele começar a gritar com os funcionários. A falta de autocontrole não deu certo para Matthew e Micah nem para o executivo, que logo percebeu que estava à beira de uma inesperada crise profissional. Ao chamar a atenção dos meus filhos para essa questão, eu queria evitar que eles tivessem esse mesmo comportamento aos 40 anos. Como pai, eu queria que alcançassem seu máximo potencial e tivessem o melhor desempenho possível – não só profissionalmente, mas na vida. Eu queria cultivar a excelência em meus filhos. Hoje, eles são sócios em uma empresa bem-sucedida que adquiriram juntos.

Durante muitos anos, dei palestras para formandos da A&M. Normalmente, minha apresentação começava com uma pergunta:

– Por que vocês estão aqui?

A resposta era um auditório repleto de rostos inexpressivos, até que, invariavelmente, uma voz solitária entrava no jogo.

– Você diz aqui na A&M, aqui no auditório ou aqui na Terra?

– Aqui.

– Para conseguir um diploma!

– Por que você quer um diploma?

– Para arranjar um emprego.

– Por que você quer um emprego?

– Para comprar um carro!

– Bom, deixe-me ver se entendi. Você passou quatro anos na universidade e gastou 100 mil dólares só para conseguir comprar um carro. É isso mesmo?

Sob essa ótica, o investimento não parecia muito sensato.

É claro que as perguntas seguintes eram para valer:

– Para que vocês estão aqui? Quais são seus dons e talentos? Quais são seus sonhos? Por que se concentram em ter um carro, não em alcançar um ideal? O que aconteceria se aproveitassem a vida ao máximo? O que vocês poderiam se tornar se identificassem seus pontos mais fortes e eliminassem suas piores limitações?

Essa última pergunta, meu amigo, é a pergunta da sua vida.

Há muitos anos, aprendi que não importava quantas horas investisse ou quanto trabalhasse, não conseguia tirar muito mais proveito dos meus esforços. Eu dava o máximo de mim, mas continuava no mesmo lugar.

Meus clientes estavam presos a comportamentos e formas de pensar que eu acreditava que seriam capazes de mudar, se ao menos os reconhecessem e percebessem o dano que lhes causavam. Eles tinham talento e capacidade, mas permitiam que suas atitudes e ações os impedissem de empregá-los. Eu percebia também que certos comportamentos me impediam de atingir meu pleno potencial. Reconheci isso em outras pessoas que lutavam contra suas limitações: o maratonista que era veloz mas não tinha resistência mental; o promissor executivo júnior que era submisso demais para assumir o comando; a talentosa estudante cuja autocrítica exagerada a impedia de perceber seu real valor.

Meu objetivo era identificar os obstáculos e desenvolver técnicas para superá-los. Descobri que a maioria dos comportamentos limitadores tem em sua origem causas específicas e mensuráveis. Para libertar as pessoas dessas limitações comecei a elaborar estratégias que acabaram se transformando na Superação das Limitações Pessoais, o programa simples que criei para ajudar milhares de pessoas das mais diversas áreas profissionais e posições sociais.

Compreendendo os segredos do sucesso pessoal

Voltemos às histórias de Janice e Tony, os adolescentes que chegaram à clínica com desafios semelhantes. Ambos apresentavam alguns sintomas de baixa autoconfiança, tais como falta de iniciativa e dificuldade de tomar decisões. Porém, havia uma grande diferença. Tony também tinha uma falta de autocontrole que, por estar associada à raiva, causava um impacto profundamente destrutivo. No caso dele, as consequências foram devastadoras: impulsivo demais para controlar a agressividade, envolveu-se com traficantes de drogas e foi parar na cadeia.

Janice, por outro lado, teve autocontrole suficiente para seguir um plano de ação. Cumprindo as etapas traçadas pelo psicólogo para desenvolver a confiança, ela se uniu a um grupo de jovens dispostos a apoiá-la e a compartilhar o dia a dia com ela. Aprendeu que não era a única que tinha problemas e que sua vulnerabilidade acabava fortalecendo-a. À medida que colocava em prática métodos simples para aumentar a autoestima, como fazer contato visual, apoiar os outros e tentar relaxar e sorrir mais, sua autoconfiança foi aumentando. Ela reconheceu que seu comportamento estava comprometendo seu potencial e prometeu batalhar por um futuro melhor, que agora sentia que merecia. Com a recuperação da autoconfiança, os talentos naturais de Janice finalmente puderam desabrochar. Nas palavras dela, “comecei a sentir o gostinho do sucesso e a querer mais”.

Dois caminhos opostos

O programa de Superação das Limitações Pessoais foi elaborado de modo a nos permitir tirar proveito do sucesso que nossos comportamentos autossabotadores têm nos impedido de alcançar. Nossas limitações só nos definem se permitirmos. Quando as ignoramos, deixamos que elas nos impeçam de progredir. Porém, quando as identificamos e buscamos superá-las, aumentamos drasticamente nossas chances de sucesso.

Daniel era um jovem executivo bem-sucedido, mas com pouca aptidão para incentivar os demais. Na época em que comecei a trabalhar com ele, fui contratado para prestar consultoria a uma organização filantrópica administrada por um jovem dinâmico chamado Peter. Curiosamente, ambos demonstravam pontos fortes e limitações bem semelhantes. Embora Peter dirigisse uma instituição filantrópica, não se sentia muito motivado a incentivar outras pessoas. Entretanto, o modo como os dois encararam as limitações pessoais não poderia ter sido mais diferente.

Quando me reuni com cada um deles em particular, Daniel e Peter tiveram a mesma reação: argumentaram que seus problemas não tinham tanta importância, caso contrário não seriam tão bem- -sucedidos. Em resposta, perguntei a cada um o que pensava que aconteceria se eu chamasse às reuniões sua esposa ou os funcionários com quem tinham mais contato. Eles concordariam comigo a respeito dessas limitações? O que diriam?

Daniel foi rápido: “Acho que eles diriam o que eu lhes pedisse”, respondeu rindo. Já Peter ficou mudo. Enquanto ele imaginava a cena, observei que lágrimas se formavam em seus olhos. “Minha nossa!”, disse ele por fim, sofrendo com a percepção desagradável que os outros tinham dele. Peter me encarou e falou: “Eu vou mudar. Prometo.”

Essa promessa foi o começo de uma viagem maravilhosa para Peter. Primeiro, ele se reuniu com a equipe do escalão mais alto da organização e pediu que lhe falassem com sinceridade sobre as limitações que os outros identificavam nele. Deliberadamente, planejara a primeira reunião com os colegas e não com a esposa, para não correr o risco de iniciar uma crise conjugal. Depois, elaborou um plano personalizado para lidar com as dificuldades apontadas. Começou a incorporar a seu dia a dia comportamentos afirmativos e estimulantes, fazendo elogios à equipe e perguntando como poderia ajudá-la a crescer e ser mais bem-sucedida.

A seguir, pediu a opinião da mulher. Em resposta ao que ouviu, fez várias mudanças. Cortou viagens desnecessárias, trocou partidas de golfe com amigos por programas com ela e passou a abraçá-la toda vez que se despediam e se reencontravam. Também passou a escolher as palavras com mais atenção, em vez de ceder à sua tendência a fazer críticas, e começou a dedicar mais tempo aos filhos. Em poucos meses, estava de volta ao meu escritório e novamente deixou as lágrimas rolarem – dessa vez, de alegria. Ele me disse que essa experiência transformara sua vida. “Hoje, tudo é diferente. Estou apaixonado por minha mulher, meus filhos e minha vida.”

Daniel, no entanto, não obteve bons resultados. Em vez de se concentrar em suas limitações, ele sugeriu que consultássemos as pessoas à volta dele. Ele sabia que aqueles que não o conheciam de perto tinham uma visão tão positiva do trabalho desenvolvido por sua empresa que também seriam positivas com relação a ele. Contudo, Daniel não percebia que alguns integrantes-chave de sua equipe tinham pouco respeito por ele. Pouco tempo depois, quatro pessoas do alto escalão deixaram a empresa. Enquanto ele conseguir preencher as vagas, tudo parecerá bem, mas as demissões constantes já começam a minar Daniel e a empresa. Ignorando seus pontos fracos, ele está prejudicando o que construiu.

Embora todos estejam empreendendo a viagem da vida, nem todo mundo está disposto a observar o mapa para escolher o melhor caminho a seguir. Podemos decidir viver como sempre vivemos ou optar por identificar e superar aquilo que sempre nos limitou.

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Flip Flippen

Sobre o autor

Flip Flippen

Educador, consultor de carreiras e psicoterapeuta.É presidente do The Flippen Group e vem orientando casais, famílias, organizações e indivíduos do mundo inteiro há mais de 30 anos. 

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